quinta-feira, 9 de julho de 2015

I'm fat. I hate me.

Enquanto eu devorava um pudim de chocolate no sofá, me esquecendo de todo o resto, algo na tv me chamou a atenção. Era a novela das seis, onde aquela garota com anorexia passou mal por não comer nada há dias. Justo enquanto eu engolia aquela droga de pudim.Senti tanta vergonha me mim. De todo aquele excesso. 
Na novela, lógico ela vai se curar ao invés de virar uma compulsiva inútil. Mas eu não.
Eu ignoro, ignoro e ignoro. E ás vezes como agora, ou então á noite, eu me arrependo por tudo que comi mas já é tarde, então prometo parar de comer amanhã. Só que no dia seguinte, eu faço a mesma coisa. Foi assim que eu cheguei aos 52 kg. Foi assim que minhas roupas deixaram de me servir... E eu me odeio porque a culpa é toda minha. Agora por exemplo, estou tão cheia que sinto que vou vomitar, mas não consigo. Essa sensação me causa pavor, desespero e uma vontade ridícula de chorar.
Não consigo tomar laxantes ou vomitar há meses, e isso é horrível porque mesmo  já estando no fundo do poço, eu continuo cavando. Não posso mais viver desse jeito. Odeio a comida. Odeio essa relação totalmente extremista que criei com ela. Odeio não conseguir simplesmente ser normal ou mediana como a maioria das pessoas. 
Essa montanha russa que sou destrói meu corpo, minha mente, minha alma... sinto que o pouco de sanidade que ainda me resta escorre pelo ralo e eu não consigo me levantar da porra do sofá pra correr atrás do que já perdi. Eu me odeio. 


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Eu não tenho nenhum amigo. É uma descoberta muito triste.

As aulas acabaram, mas ainda não tenho os resultados das provas /trabalhos finais. Tenho um último pra entregar no dia 10, e nem sei do que se trata. Sei que fui mal em tudo mas isso parece irrelevante agora. Como todo o resto. Passo o dia na frente do computador revendo filmes ou descobrindo algum novo. Entre isso, idas constantes a cozinha e "tarefas domésticas" pra que me deixem em paz.
A depressão está de volta e bem, eu sabia que isso iria acontecer. Sabia também que ignorar os meus pensamentos e simplesmente comer, resultaria no trágico e desnecessário aumento de peso. Com a chegada das férias não saio de casa para nada, não vejo ninguém além da minha família, não faço nada além de ficar o dia todo vagando pela internet e ignorando minha vida (o que já vinha fazendo há tempos). Não tenho mais falado com ninguém, nem pela internet e sequer sentiram minha falta ou me chamaram pra ver se estou viva...
Logo agora que aqueles pensamentos horríveis voltaram. Logo agora que me sinto tão sozinha a ponto de quase enlouquecer. Entre momentos relativamente tranquilos, de fúria e extrema tristeza, eu tento continuar viva. E o que me deixa pior, é saber e ver que estou só e que as pessoas simplesmente não se importam. Enquanto eu sempre tentei estar presente e ser uma boa amiga (apesar de não ser boa em nada).