domingo, 7 de junho de 2015

Se culpa revolvesse algo eu seria a pessoa mais bem resolvida desse mundo...

Ontem saí com meu amigo, queria conversar olhando pra ele e ouvir o que ele tinha a dizer sobre tudo isso sem estar por trás de um aplicativo ou um computador.
Fomos  numa praça aqui perto de casa mesmo (caramba quanta coisa vivi naquela praça, mas isso não vem ao caso). Como não nos víamos a muito tempo no começo fiquei meio sem graça, mas bastou alguns minutos de conversa pra um ir logo metendo do bedelho na vida do outro como sempre fizemos. Cheguei ao tão temido assunto sobre nós e uma possível decisão pra isso tudo. Apesar de ser o melhor (pelo menos é o que parece agora) não queria/quero um fim. Na verdade eu não sei o que eu quero...
Eu o questionei sobre o que nos impedia tentar algo, ele disse que tem medo de dar errado, como já deu uma vez. Há três anos atrás ele me pediu em namoro, eu aceitei porque queria de qualquer jeito esquecer um cara por quem eu me afundava cada dia mais... na época não deu certo porque eu estava completamente perdida, num meio de uma tempestade emocional e foi uma droga. Depois de um tempo sem nos falarmos, voltamos a ser amigos como antes. Depois de um tempo sendo amigos como antes, voltamos a ficar...
O que acontece é que somos bem diferentes eu confesso. Ás vezes brigamos, ficamos semanas ou meses sem nos falar e aí voltamos como se nada nunca tivesse acontecido. Ele é o único cara com quem consigo fazer isso, mas pelo visto, isso é uma coisa ruim, pelo menos pra ele. Ele tem medo disso também (ou está usando de desculpa pra fugir da atual situação que pra ele deve ser bem confortável). Ontem eu o entendi, porque no fundo me sinto da mesma forma, mas eu sei que isso é uma desculpa minha pra não sair de onde estou, o mesmo pode estar ocorrendo com ele.
Depois de conversamos ele me pediu um tempo pra digerir tudo isso porque não é uma decisão de se tomar assim, do nada. Acabamos por não chegar a nenhuma conclusão e depois que começamos a nos beijar e dar uns amassos, eu esqueci de todo o resto. Sou uma burra, mas queria viver também (caralho como sou indecisa!)
Como falamos sobre tudo, eu reclamei com ele que tinha engordado, ele disse que reparou, mas não que eu estivesse gorda, disse que eu estava ótima, com corpo (gostosa) isso deixou ele mais doido. Claro, isso porque não fiquei pelada na frente dele... Com isso, por um instante, eu esqueci o quanto estou infeliz com esse corpo atual, o quanto me sinto feia e indigna de olhares de desejo...
Quando cheguei em casa minha mãe ficou me olhando com aquela cara de "eu sei que você está se rebaixando e fazendo papel de idiota" e foi o que ela disse depois. E ela tem razão. Não me importei muito com isso ontem, estava feliz por termos saído e ficado e por eu ter me sentido desejada por umas horas.
Não sei se é paranóia, ou se foi a ficha que caiu mesmo mas hoje me senti burra, covarde, trouxa. Me dei pra ele assim, por qualquer elogio bobo e olhar de desejo (ou vontade de me comer mesmo). Isso é tão horrível, ninguém me olha, me ama, e quando fazem, é por pura diversão... queria nunca mais vê-lo. Mudar de cidade (porque ás vezes finjo acreditar que o problema é a cidade) mas eu sei que sou eu.
Nesse exato momento estou me odiando. Me odiando porque se ele me chamar eu vou, afinal ele é o único. E a pessoa que fez aquele ditado, antes só que mal acompanhado, não sabia o que era solidão. Não como eu sei.
Resumo da ópera: ele fica comigo porque que homem nunca quis ter duas?
E eu com ele porque que mulher que se acha um lixo não se entregaria ao menor sinal de interesse de um homem?
Eu sou podre, e sozinha.

Um comentário:

  1. Quando me falou sobre seu fim de semana, eu realmente não pude imaginar todos esses sentimentos ruins... Fico triste em saber que se sinta assim, mas quero que saiba que sempre pode me contar tudo o que quiser, e que eu ouvirei mesmo que não possa ser de grande ajuda.
    Você sabe que esse relacionamento confuso e conturbado, que não tem início nem fim, te faz mal. Ouso dizer que te faz mais mal do que estar sozinha.
    Dê uma chance a si mesma, sei que você se enxerga de uma forma totalmente distorcida, que acredita não ser digna de amor. Mas tenho que te dizer: você é sim digna de amor! Ester, você é bonita, divertida, inteligente. Mas precisa entender isso. Precisa se amar o bastante para que as pessoas ao seu redor também te amem.
    Você merece mais do que migalhas. Não aceite menos do que você merece!
    Sabe que estou por aqui, não é? Sempre.

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Ninguém é obrigado a entender o que há de errado comigo ou com qualquer outra pessoa;
Todos temos fantasmas e monstros escondidos embaixo da cama, então porque fingir tanto?!
Se não pode compreender o que acontece aqui, é melhor ir embora sem dizer nada...não preciso de mais julgamentos.