segunda-feira, 11 de maio de 2015

Estou gorda. Pensando como gorda, vivendo como gorda e o pior, estou comendo feito gorda. E não são compulsões como antes. É pior que isso. É como se ser magra tivesse se tornado algo banal e enquanto uma parte de mim grita desesperadamente por magreza, a outra só come. Sou uma conformada nojenta. Me odeio, e isso parece ser tudo que eu consigo fazer agora.
Peso atual: 51,2 😢 (pelo menos até hoje a tarde)

domingo, 3 de maio de 2015

Cheguei no limite. No limite da sanidade, da apatia, no limite da obesidade.
Me pesei esses dias e deus, não pude crer naquilo. 50,6 foi o que aquela monstra da balança me disse. Foi o que as roupas apertadas e a barriga ali saltando pra fora da calça me disseram. Me odeio mais do que nunca agora. Me odeio porque deixei que isso acontecesse e não fiz nada pra evitar, nem tenho feito pra me conter. Onde vou parar desse jeito? Deus, preciso fazer algo e logo! Me sinto horrível, um pedaço de carne que os caras olham como se quisessem literalmente comer. Não me sinto nem um pouco gostosa. Não sou gostosa.
Larguei o emprego por estar deprimida e comendo demais, agora, ficando em casa me sinto da mesma forma com o bônus de não querer levantar da cama nunca mais. Mas preciso me levantar. Colocar os estudos em dia, a dieta em dia, a vida em dia. Afinal foi pra isso que larguei o emprego. E minha mãe como sempre, só piora tudo... Queria morar sozinha. Pelo menos teria um pouco de paz.
Comprei uma balança pela internet e uma espécie de polivitaminico que promete melhorar a memória e ainda eliminar gordura. Tudo de que preciso no momento. Não vou gastar dinheiro com shakes, farinhas e chás como fazia antes na esperança de emagrecer sendo que eu sei qual é o melhor remédio, é parar de comer e ponto. Coisa que no momento parece impossível. Mas que eu preciso conseguir. Não sei como, se levantar da cama tem sido um sacrifício e tanto pra mim... Quanto retrocesso. Me sinto indigna de viver.