domingo, 25 de janeiro de 2015

A ansiedade para sair o resultado do Sisu e do Prouni está acabando comigo. A faculdade agora é a única coisa que me dá expectativas.
Estava pensando em alguns planos para esse ano. Preciso cumprí-los.
-Não engordar (meta nº 1 já que emagrecer tá difícil)
-Comer mais coisas saudáveis
-Entrar na faculdade (porque tá osso)
-Tentar me aceitar mais (ou deixar de me odiar pelo menos)
-Entrar na academia
-Não ter recaídas depressivas
-Continuar no meu emprego atual
-Completar a minha transição capilar e ficar cacheadíssima o/
-E se um milagre acontecer, encontrar alguém legal.

Voltando ao mundo real... Eu e meu amigo acabamos de vez o que nunca tivemos. Sinto falta dele (de alguém na verdade) mas preciso aceitar os fatos. Não significo nada pra ele. 
Tenho trabalhado tanto que nos momentos que estou em casa pareço um zumbi. Durmo, assisto tv e como. Planos? Compromissos? Pensamentos? Nem sei o que é isso. 
Ontem fui á uma "festa" bebi pra caralho e pasmem, dancei funk ( me julguem). Sei lá precisava escapar dessa rotina insuportável um pouco. Queria, ainda quero, viver enquanto tenho tempo. Provar para o meu amigo (pra mim principalmente) que sem ele ainda tenho vida, ainda sou mulher, ainda posso conhecer gente nova.
Confesso que sem os remédios, tenho ficado prestes a cair em depressão, largar tudo, comer pra caralho, me cortar inteira e me enforcar. Mas eu me cansei de ser um peso na vida das pessoas sabem? Chega de causar transtorno pra minha família (até porque minha irmã mais nova já pegou esse papel e putz, tá difícil de aturar). Vou tentar me controlar, ficar bem e seguir, mesmo odiando meu trabalho, mesmo me odiando... já que estou viva tenho que tentar viver não é? Quem sabe um dia eu consiga ver as coisas de um modo diferente. De um modo menos repugnante. 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Eu devia estar lá fora vivendo, mas não.
Não consigo sair daqui, acordar e ver algo diferente no espelho...e foi assim que meu 2015 começou, da mesma forma que 2014,2013,2012 e provavelmente 2016. Eu sei sou pessimista. Mas como não ser não é mesmo?
A nota da prova que decide se esse ano pelo menos entro numa faculdade ou se vivo outro ano de merda em empregos de merda sai depois de amanhã e no fundo, sei que não posso esperar que tudo mude logo agora. O empego vai um porre, mas preciso dele então farei o que for preciso para permanecer lá apesar de tudo. O meu amigo desapareceu depois que fomos assaltados. Ele meio que não quis mais saber de mim, acho que a situação foi a gota d'água. Eu até pensei em ir atrás dele pois sinto falta sabe, não propriamente dele, mas de mãos, de abraços, de beijos... de me sentir mulher. Mas não posso ficar me rastejando por qualquer coisa. Onde está o meu orgulho?! Até ele me deixou.
Minha mais fiel, desgraçada, gostosa e mortal companhia tem sido a comida. Tenho medo de acordar um dia e estar com 100 kg e se isso acontecer, não terei mais motivo nenhum pra viver. Feia, fracassada, burra e gorda?! Como posso viver assim?
Tenho reparado as pessoas obesas na rua e sinto repugnância delas, a mesma que eu sentia antes quando ficava sem comer. Sinto nojo daquela gordura e agonia quando me vejo naquelas pessoas. Isso não pode acontecer comigo, definitivamente não pode. Ás vezes sinto que tudo está voltando e tenho medo. Não quero voltar pra terapia por orgulho/preguiça/falta de vontade de sair chorando de lá sempre, isso acaba comigo, odeio voltar no passado.
Preciso de algo que faça eu me sentir viva sabe? Um livro, músicas novas, um amor platônico que seja. Não dá pra viver assim, fazendo as mesmas coisas, esquecendo os mesmos planos diários, olhando pra cara das mesmas pessoas, repetindo as mesmas coisas todos os dias sem ter nada pra escapar desse mundo horrível. A vida definitivamente não é romântica...




domingo, 4 de janeiro de 2015

2015 já começa daquele jeito...
Passei em duas festas que não foram ruins e pelo menos fiquei bêbada, mas pra variar passei sozinha.
Briguei com meu amigo, fizemos as pazes, saimos juntos, nos pegamos daquele jeito e ontem quando saimos de novo fomos assaltados por minha culpa. Ontem o clima aqui estava péssimo então fui pra casa dele, precisava de um amigo mais do que 'uns pegas'. Além de estar passando mal (porque ando comendo porcarias demais e meu estômago não aguenta nada), estava puta de raiva, deprimida e prestes a ter uma recaída. Tudo isso somado com a tentativa dele de  me animar que mais irritava que tudo, o clima ficou péssimo. Ele queria passar por um lugar, eu pelo outro e acabamos por ir no caminho que eu escolhi (porque era mais perto de casa e não estava afim de desmaiar no meio da rua). Foi bem nessa hora que dois caras de moto nos assaltaram e que brigamos e que eu fui pra casa sozinha e chorando pra caralho. Fiquei com tanta raiva da minha estupidez, de não ter escutado ele, de ser tão teimosa e viver brigando com todo mundo. Por isso chorei, chorei de ódio de mim, chorei por sentir que estou fazendo tudo errado de novo. Chorei porque sou idiota. Depois disso me cortei, mas foi pouco. Mais tarde ele me pediu desculpas e "ficamos bem", o clima ainda está ruim, espero que passe pois apesar de vivermos brigando eu gosto dele.
A gula anda solta e a depressão também. Não engordei tanto (meio kg no máximo) mas me sinto uma obesa. Estou louca pra conseguir entrar logo na porra da faculdade (apesar de achar que serei um fracasso) preciso me sentir menos burra. Tenho pensado em colocar silicone, só um pouco sabe, tenho sido motivo de zuação entre as colegas do trabalho (e em casa) por não ter seios e isso me deixa péssima, me sinto horrível e nada atraente, sexy ou sei lá. Também queria entrar na academia, definir o bumbum e as coxas (não engordar, jamais) e lógico a barriga nojenta mas a "coragem" não me deixa sair de onde estou. Sem contar que agora terei que comprar outro celular, e lá se vai uma boa grana...
Enfim, já que meu ano começou um cú, o jeito é esperar que ele melhore ao invés de piorar. Se não, desisto da vida, sinceramente.