segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Quase 21 anos e à beira do abismo dos 52 quilos

Meu aniversário é na semana que vem e céus, como isso me soa assustador agora que a ficha caiu. Nunca gostei de fazer aniversário mas fazer 21 anos me assusta mais que qualquer outro. E só me dei conta disso agora. Só agora me dei conta de que o ano passou e eu nem percebi. De que não só minha meta de janeiro não foi cumprida como consegui engordar ao ponto de voltar depois de tanto tempo pra casa do 50 por puro desleixo. De que me tornei uma pessoa mais apática e preguiçosa do que antes. De que minha vida continua no mesmo lugar mesmo depois de tanta coisa ter acontecido. Que eu continuo a mesma pessoa mesmo depois de tanta coisa ter acontecido. Que comer já virou algo automático e odiar meu reflexo no espelho também. De que minha última tentativa de ser enfim magra seria antes dos 21 porque depois disso emagrecer se torna mais difícil, e que mesmo sabendo disso, eu continuei comendo e comendo e comendo como se isso fosse tampar o vazio que tenho. Ignorando todo o resto. Empurrando a vida com a barriga...
Não sei dizer exatamente como me sinto em relação a vida agora, mas sei que deveria me sentir bem já que conheci um cara e estamos saindo, já que estou na faculdade e começo meu estágio na quarta, mas sempre tem um porém. Eu deveria estar feliz ou otimista ao menos. Uma pequena parte de mim está, mas ela é insignificante diante do medo e da certeza de que eu vou conseguir estragar tudo. Ela é insignificante diante da imensa preguiça que tenho da vida e das pessoas. Tenho ignorado isso durante meses, mas é essa a verdade. A verdade é que estou gorda a ponto da maioria das minhas roupas não me caberem mais. A verdade é que não importa onde e com quem eu esteja, vou continuar infeliz e entediada. A verdade é que nada nunca vai ser o suficiente e que talvez eu goste das ruínas, já que largo a terapia sempre e me esqueço de tomar os remédios. E a verdade dói. Mas mais do que isso, a verdade é inútil porque eu não tenho o que fazer com ela a não ser ignora-la todos os dias. Essa é a mais pura verdade.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

I'm fat. I hate me.

Enquanto eu devorava um pudim de chocolate no sofá, me esquecendo de todo o resto, algo na tv me chamou a atenção. Era a novela das seis, onde aquela garota com anorexia passou mal por não comer nada há dias. Justo enquanto eu engolia aquela droga de pudim.Senti tanta vergonha me mim. De todo aquele excesso. 
Na novela, lógico ela vai se curar ao invés de virar uma compulsiva inútil. Mas eu não.
Eu ignoro, ignoro e ignoro. E ás vezes como agora, ou então á noite, eu me arrependo por tudo que comi mas já é tarde, então prometo parar de comer amanhã. Só que no dia seguinte, eu faço a mesma coisa. Foi assim que eu cheguei aos 52 kg. Foi assim que minhas roupas deixaram de me servir... E eu me odeio porque a culpa é toda minha. Agora por exemplo, estou tão cheia que sinto que vou vomitar, mas não consigo. Essa sensação me causa pavor, desespero e uma vontade ridícula de chorar.
Não consigo tomar laxantes ou vomitar há meses, e isso é horrível porque mesmo  já estando no fundo do poço, eu continuo cavando. Não posso mais viver desse jeito. Odeio a comida. Odeio essa relação totalmente extremista que criei com ela. Odeio não conseguir simplesmente ser normal ou mediana como a maioria das pessoas. 
Essa montanha russa que sou destrói meu corpo, minha mente, minha alma... sinto que o pouco de sanidade que ainda me resta escorre pelo ralo e eu não consigo me levantar da porra do sofá pra correr atrás do que já perdi. Eu me odeio. 


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Eu não tenho nenhum amigo. É uma descoberta muito triste.

As aulas acabaram, mas ainda não tenho os resultados das provas /trabalhos finais. Tenho um último pra entregar no dia 10, e nem sei do que se trata. Sei que fui mal em tudo mas isso parece irrelevante agora. Como todo o resto. Passo o dia na frente do computador revendo filmes ou descobrindo algum novo. Entre isso, idas constantes a cozinha e "tarefas domésticas" pra que me deixem em paz.
A depressão está de volta e bem, eu sabia que isso iria acontecer. Sabia também que ignorar os meus pensamentos e simplesmente comer, resultaria no trágico e desnecessário aumento de peso. Com a chegada das férias não saio de casa para nada, não vejo ninguém além da minha família, não faço nada além de ficar o dia todo vagando pela internet e ignorando minha vida (o que já vinha fazendo há tempos). Não tenho mais falado com ninguém, nem pela internet e sequer sentiram minha falta ou me chamaram pra ver se estou viva...
Logo agora que aqueles pensamentos horríveis voltaram. Logo agora que me sinto tão sozinha a ponto de quase enlouquecer. Entre momentos relativamente tranquilos, de fúria e extrema tristeza, eu tento continuar viva. E o que me deixa pior, é saber e ver que estou só e que as pessoas simplesmente não se importam. Enquanto eu sempre tentei estar presente e ser uma boa amiga (apesar de não ser boa em nada).

sábado, 27 de junho de 2015

Não me importo que ninguém leia. Só precisava colocar isso tudo para fora. Estou enlouquecendo...

"Se minha vida pudesse ser como nos filmes, queria que um anjo chegasse até mim e me convencesse a não cometer suicídio. Sempre esperei por esse momento pra me libertar e mudar minha vida para sempre, mas ele não vem. Não é assim que acontece."

Queria poder colar essa frase na parede do meu quarto, gritá-la no meio dos corredores da faculdade ou publicar em umas dessas redes sociais que só servem para nos deixar pior. Queria fazer qualquer coisa pra que notassem que não estou bem. Que nunca estive... Mas seria imaturo, vontade de chamar a atenção, falta do que fazer... qualquer coisa, menos o pedido desesperado de alguém que morre por dentro todos os dias calada.
Eu não queria pensar em suicídio 24 horas por dia, mas é isso que acontece e eu não posso evitar. Ontem me cortei como a muito tempo não fazia e me dei conta do quanto estou caindo de novo. Nada faz sentido. Absolutamente nada. E eu nunca me senti tão sozinha como agora.
Não posso me dar ao direito de me trancar num quarto e chorar até as lágrimas acabarem. Não posso sair por aí e encher minha cara até entrar em coma alcoólico. Não posso cortar meus pulsos no banheiro. Não posso me jogar na frente de um ônibus. Não posso porque é egoísmo, é crueldade da minha parte. É pura ingratidão.
O que me resta é esperar que todos durmam pra eu possa chorar, é me cortar em lugares não visíveis, é continuar fingindo que estou feliz até que eu exploda.
Tudo que ouço, que vejo, que sinto, é suicídio. Seria a solução de tudo, e se eu tivesse a plena certeza de que seria perdoada por isso, não exitaria.
Embora eu só queira morrer, ainda não o fiz. Não o fiz por medo de falhar de novo ou por conseguir. Não o fiz porque no fundo talvez eu queira viver, mas não assim. Não fiz pela estupidez de achar que ainda possa haver alguém que me ame de verdade e me mostre que não preciso morrer pra ficar em paz. Mas isso nunca aconteça, e embora eu fique aqui, alguma hora não será mais possível.
Eu me odeio. Eu odeio me sentir assim.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Tenho planejado vir aqui desde a última vez que escrevi, mas como nada sai de acordo com o que eu planejo, demorei mais do que deveria.
Meu fim de semana foi... surpreendente. Comprei ingresso para um show de uma banda independente  que acabou faz uns sete anos e que minha irmã ama de paixão e eu só gostava, repito gostava. Agora amo. Estava prestes a desistir de ir, me sentindo uma gorda, e super desanimada porque seria na Savassi (lugar que eu odeio), mas acabei indo. Cheguei lá só tilelê (ricos) mas comecei a beber e fodas. Gente, quando o show começou, puta que pariu, minha noite mudou. Nunca pulei nem gritei tanto na vida. Curti cada momento do show embora estivesse meeega bêbada. Esqueci completamente da vida enquanto dançava e gritava as músicas. Esqueci da faculdade e eu afundando nela, esqueci do TA, da depressão, da vida. Foi um momento de paz no meio da tempestade total.
No domingo cheguei completamente dolorida e a realidade bateu a porta resultando em uma depressão súbita. Cada vez que o fim do semestre se aproxima, pior minhas notas/concentração/força de vontade ficam. Não sei o que vai acontecer se eu continuar assim.
A comida tem preenchido todo o vazio e isso é horrível. Estou com quase 52 kg e me sinto um nojo e a beira do abismo... foi com 54 que desenvolvi a anorexia e desde então minha vida é esse cú. Estava me lembrando o quanto sou fracassada, emagreci 15 kg para depois recuperar 13kg assim, de bobeira. Parece até piada sem graça. Eu poderia me matar, seria menos humilhante...
 Tinha tanta coisa pra falar mas o desânimo me domina agora. Preciso também entregar um estudo dirigido hoje que ainda nem comecei, mas passar o dia jogada no sofá fazendo coisas inúteis na internet é tudo que consigo. Nem tomar meus remédios eu tomo mais. Onde minha vida vai parar desse jeito...
Desculpem a incoerência. Tudo é tão confuso agora.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

O fim de semana foi um tanto... conturbado (?). Na sexta me tranquei dentro de casa pra não ver nenhum casal feliz e querer matá-los. Odeio o dia dos namorados.
Briguei com minhas irmãs no sábado, e lógico, acabei com o título de louca e sem a razão (obviamente por ser a louca da história).Chorei como a muito tempo não fazia, eu odeio o fato de ninguém me levar a sério ou nunca me darem razão por eu ser "desequilibrada", isso segundo eles. Mandei uma mensagem pro meu amigo porque queria sair de casa a qualquer custo, mas obvio ele inventou que estava ocupado (eu nunca posso contar com ele quando preciso mesmo).
No domingo minha irmã veio me falar que o meu ex ex ex (é, justamente aquele que destruiu a minha vida) estava atrás de mim, de novo. Droga, odeio isso, odeio essa situação odeio quando eu esqueço que ele existe, e ele volta pra me lembrar. Pra me lembrar de tudo que ele me fez passar, do quanto eu chorei e me humilhei, para ele simplesmente ir embora sem dizer uma palavra. Ele chegou a procurar a minha irmã, ela veio me falar pra conversarmos porque essas coisas mal resolvidas não nos deixam seguir em frente. Acontece que não há nada mal resolvido (eu acho), eu só não quis durante muito tempo acreditar na verdade que estava na minha cara. E não adianta, não dá pra sentar com ele, conversar como os adultos fazem e acabar de vez com isso. Não dá porque ele sempre vai ser aquele garoto doente e manipulador que eu conheci há três anos. O que mais me deixa inconformada, é o abismo que existe entre o que ele diz e o que ele faz.
E definitivamente, não dá pra confiar em alguém assim, não dá pra viver com alguém assim. Eu sei disso, eu entendi isso, mas toda vez que ele volta, algo aqui dentro fica inquieto, confuso... amor não é. Amor está muito distante do que sinto por ele agora. Eu sinto raiva dele, uma raiva incontrolável por tudo que ele fez e pelo que ele é. E talvez um medo enorme de acordar pela manhã e de repente, voltar a gostar dele ou voltar a pensar em um futuro que não tivemos... voltar a ficar doente.
 Essa situação toda fica mais confusa e triste porque estou sozinha pra variar. Isso me lembra o quão ruim eu sou.

domingo, 7 de junho de 2015

Se culpa revolvesse algo eu seria a pessoa mais bem resolvida desse mundo...

Ontem saí com meu amigo, queria conversar olhando pra ele e ouvir o que ele tinha a dizer sobre tudo isso sem estar por trás de um aplicativo ou um computador.
Fomos  numa praça aqui perto de casa mesmo (caramba quanta coisa vivi naquela praça, mas isso não vem ao caso). Como não nos víamos a muito tempo no começo fiquei meio sem graça, mas bastou alguns minutos de conversa pra um ir logo metendo do bedelho na vida do outro como sempre fizemos. Cheguei ao tão temido assunto sobre nós e uma possível decisão pra isso tudo. Apesar de ser o melhor (pelo menos é o que parece agora) não queria/quero um fim. Na verdade eu não sei o que eu quero...
Eu o questionei sobre o que nos impedia tentar algo, ele disse que tem medo de dar errado, como já deu uma vez. Há três anos atrás ele me pediu em namoro, eu aceitei porque queria de qualquer jeito esquecer um cara por quem eu me afundava cada dia mais... na época não deu certo porque eu estava completamente perdida, num meio de uma tempestade emocional e foi uma droga. Depois de um tempo sem nos falarmos, voltamos a ser amigos como antes. Depois de um tempo sendo amigos como antes, voltamos a ficar...
O que acontece é que somos bem diferentes eu confesso. Ás vezes brigamos, ficamos semanas ou meses sem nos falar e aí voltamos como se nada nunca tivesse acontecido. Ele é o único cara com quem consigo fazer isso, mas pelo visto, isso é uma coisa ruim, pelo menos pra ele. Ele tem medo disso também (ou está usando de desculpa pra fugir da atual situação que pra ele deve ser bem confortável). Ontem eu o entendi, porque no fundo me sinto da mesma forma, mas eu sei que isso é uma desculpa minha pra não sair de onde estou, o mesmo pode estar ocorrendo com ele.
Depois de conversamos ele me pediu um tempo pra digerir tudo isso porque não é uma decisão de se tomar assim, do nada. Acabamos por não chegar a nenhuma conclusão e depois que começamos a nos beijar e dar uns amassos, eu esqueci de todo o resto. Sou uma burra, mas queria viver também (caralho como sou indecisa!)
Como falamos sobre tudo, eu reclamei com ele que tinha engordado, ele disse que reparou, mas não que eu estivesse gorda, disse que eu estava ótima, com corpo (gostosa) isso deixou ele mais doido. Claro, isso porque não fiquei pelada na frente dele... Com isso, por um instante, eu esqueci o quanto estou infeliz com esse corpo atual, o quanto me sinto feia e indigna de olhares de desejo...
Quando cheguei em casa minha mãe ficou me olhando com aquela cara de "eu sei que você está se rebaixando e fazendo papel de idiota" e foi o que ela disse depois. E ela tem razão. Não me importei muito com isso ontem, estava feliz por termos saído e ficado e por eu ter me sentido desejada por umas horas.
Não sei se é paranóia, ou se foi a ficha que caiu mesmo mas hoje me senti burra, covarde, trouxa. Me dei pra ele assim, por qualquer elogio bobo e olhar de desejo (ou vontade de me comer mesmo). Isso é tão horrível, ninguém me olha, me ama, e quando fazem, é por pura diversão... queria nunca mais vê-lo. Mudar de cidade (porque ás vezes finjo acreditar que o problema é a cidade) mas eu sei que sou eu.
Nesse exato momento estou me odiando. Me odiando porque se ele me chamar eu vou, afinal ele é o único. E a pessoa que fez aquele ditado, antes só que mal acompanhado, não sabia o que era solidão. Não como eu sei.
Resumo da ópera: ele fica comigo porque que homem nunca quis ter duas?
E eu com ele porque que mulher que se acha um lixo não se entregaria ao menor sinal de interesse de um homem?
Eu sou podre, e sozinha.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O que posso dizer sobre os últimos dias? Nada...

Jurei que na segunda começaria a dieta da gelatina, pois sábado pretendo ir a uma festa e gorda desse jeito não dá. Bem eu comecei a dieta. Mais nada.
Ando um tanto deprimida e desanimada com tudo e isso é uma droga. Mesmo não estando seguindo a dieta estou tentando comer menos e estou relativamente conseguindo.
A faculdade anda uma droga, não vejo a hora de mudar de curso( mesmo sabendo que vou me sentir da mesma forma quando conseguir). Sabe quando você deveria estar ao menos satisfeita com sua vida mas isso parece impossível não importa o que você faça? Sou eu agora.
Consegui um estágio na faculdade mesmo e bem, eu deveria estar feliz porque era o que eu queria. Deveria. Mas não estou.
Quando soube que meu amigo iria na festa também dei logo um jeito de saber se ele iria levar a tosca da namorada dele. Não queria nem em sonho que os dois me vissem lá, sozinha como sempre. Acabei chamando ele no whats pra saber se ele iria e acabamos por voltar no assunto de nós dois. Ele disse umas coisas (que mesmo no fundo eu sabendo que são mentiras) conseguiram me tirar o sono completamente. Disse que queria voltar a ficar cmg e que sentia vontade de me beijar toda vez que me via... Falamos sobre a última vez que estivemos juntos e das inúmeras brigas que tivemos depois. Ele acabou dormindo (pq eram 3 da manhã já) e eu fiquei lá olhando pro teto escuro com a cabeça a mil. Não consegui dormir. Não depois daquilo tudo. Senti uma vontade enorme de me entregar pra ele sem medo de nada, mas não consigo. Não consigo porque sou paranóica demais pra achar que as coisas que ele diz são verdade. Porque não vejo motivo algum pra alguém me amar pelo simples fato de eu ser eu mesma. E porque não suportaria dividi- lo com mais ninguém. A minha loucura e insegurança nunca vão me deixar ser feliz em paz. Morrerei sozinha e louca =[

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Estou gorda. Pensando como gorda, vivendo como gorda e o pior, estou comendo feito gorda. E não são compulsões como antes. É pior que isso. É como se ser magra tivesse se tornado algo banal e enquanto uma parte de mim grita desesperadamente por magreza, a outra só come. Sou uma conformada nojenta. Me odeio, e isso parece ser tudo que eu consigo fazer agora.
Peso atual: 51,2 😢 (pelo menos até hoje a tarde)

domingo, 3 de maio de 2015

Cheguei no limite. No limite da sanidade, da apatia, no limite da obesidade.
Me pesei esses dias e deus, não pude crer naquilo. 50,6 foi o que aquela monstra da balança me disse. Foi o que as roupas apertadas e a barriga ali saltando pra fora da calça me disseram. Me odeio mais do que nunca agora. Me odeio porque deixei que isso acontecesse e não fiz nada pra evitar, nem tenho feito pra me conter. Onde vou parar desse jeito? Deus, preciso fazer algo e logo! Me sinto horrível, um pedaço de carne que os caras olham como se quisessem literalmente comer. Não me sinto nem um pouco gostosa. Não sou gostosa.
Larguei o emprego por estar deprimida e comendo demais, agora, ficando em casa me sinto da mesma forma com o bônus de não querer levantar da cama nunca mais. Mas preciso me levantar. Colocar os estudos em dia, a dieta em dia, a vida em dia. Afinal foi pra isso que larguei o emprego. E minha mãe como sempre, só piora tudo... Queria morar sozinha. Pelo menos teria um pouco de paz.
Comprei uma balança pela internet e uma espécie de polivitaminico que promete melhorar a memória e ainda eliminar gordura. Tudo de que preciso no momento. Não vou gastar dinheiro com shakes, farinhas e chás como fazia antes na esperança de emagrecer sendo que eu sei qual é o melhor remédio, é parar de comer e ponto. Coisa que no momento parece impossível. Mas que eu preciso conseguir. Não sei como, se levantar da cama tem sido um sacrifício e tanto pra mim... Quanto retrocesso. Me sinto indigna de viver.

sábado, 21 de março de 2015

Putz a quanto tempo não escrevo aqui.
Em partes porque a falta de tempo tem me consumido e em partes porque ás vezes (quase sempre) não me sinto mais parte disso.
Entrei pra faculdade e odiei o curso, mas por sorte do destino passei na federal pouco tempo depois e lá fui eu sonhando com dias melhores... bem, ainda não converso muito com o pessoal e apesar da haver caras extraordinariamente lindos, ninguém veio falar comigo, me sinto horrível.
O trabalho tem sugado todo o pouco de energia que me resta resultado em cansaço extremo, faltas constantes as aulas e trabalhos acumulados. Preciso me dedicar mais a faculdade, mas o que antes para mim era um sonho, hoje me causa desânimo. Definitivamente não me entendo, e me odeio por nunca estar satisfeita com nada.
Deve ser essa coisa de eu achar que "depois que eu conseguir isso, quem sabe minha vida não mude, eu pare de me sentir um lixo completo e até encontre alguém que abra as cortinas e deixe o sol entrar..." mas isso não acontece. Não acontece porque o problema é comigo e não importa quantas coisas mudem e aconteçam eu sempre vou continuar me sentindo do mesmo jeito... queria que tudo isso fosse uma grande mentira. Mas não é. E saber que minha felicidade depende de mim, me assusta, não tenho capacidade para tanto.
Por vezes sinto aquela velha vontade de desistir de tudo e voltar pra casa correndo me esconder, mas isso está fora de cogitação agora.
Preciso me organizar, começar a fazer as coisas da faculdade, frequentar todas as aulas e cuidar da minha saúde (que anda um cú), preciso dar um jeito antes que tudo desmorone sobre minha cabeça enquanto eu fico aqui vendo tudo passar.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Estou gorda. E por incrível que isso possa parecer, não estou surtando nem tentando vomitar ou me entupindo de laxantes. Estou apenas comendo mais. E estar nessa situação sem conseguir sequer reagir, me assusta.
No fim de semana passado fui a casa de uma conhecida e bem, depois de meses, me pesei. 48kg. A quanto tempo não via esse peso na balança. Na hora surtei e ela e minhas irmãs ficaram sem entender. Mas eu entendi, vocês entendem. Jurei pra mim nunca mais passar dos 46 e por 3 anos cumpri essa promessa. Naquele momento tudo estava perdido. Depois de alguns minutos, o desespero sossegou e isso me desespera, mas só por dentro. Aqui fora continuo a comer e a ignorar os fatos e os números, a ignorar minha vida por completo. Agora por exemplo, acabei de devorar um miojo e estou pensando no outro dentro do armário enquanto digito... gorda infeliz. 
Finalmente consegui a bolsa na faculdade, começo na segunda. Fiquei eufórica por conseguir (apesar de não ser para o curso que eu quero) já é um passo a mais. Pretendo mudar de curso, mas preciso fazer um semestre primeiro, regras do Prouni. Nem me importei tanto, afinal já estou lá.
Como nem tudo são flores (principalmente pra mim) precisei mudar de horário e para o meu setor não tinha vaga, então minha chefe me mudou de equipe, até ai ok. Fica no mesmo lugar e tudo. O problema é a chefe desse setor. Ela me odeia! No meu primeiro dia na empresa ela veio me dar sermão e desde então vive na minha cola... e olha que eu nem devia satisfações a ela. Não devia, agora devo. Estou com a leve impressão de que serei aniquilada. E não posso nem cogitar a ideia de sair de lá... estou um tanto enrolada.
O meu amigo sumiu e ... por mim que ele se foda. Sofri nos primeiros dias mas a comida e as preocupações tomaram o lugar dele por completo. Ando com a cabeça ruim, o estômago ruim, o intestino nem se fale. Obviamente fruto a minha alimentação digna de um obeso mórbido. Planejo fazer dietas todos os dias antes dormir, voltar a tomar sucos e chás ou uma vitamina para memória mas no outro dia de manhã me esqueço. Quando me lembro já é tarde, daí esqueço outra vez. Preciso resolver isso. Não sei se darei conta de além de continuar fazendo o que já faço, mudar de setor e fazer as duas coisas e ainda estudar pra faculdade. Isso me preocupa, mas é aquela velha história de não conseguir nem se preocupar (?!). Preciso dar conta de tudo e mais um pouco, sem surtar e ainda emagrecer os quilos que eu ganhei e mais alguns.... mas agora, digitar me cansa... como fui chegar a esse ponto.
 
 

domingo, 25 de janeiro de 2015

A ansiedade para sair o resultado do Sisu e do Prouni está acabando comigo. A faculdade agora é a única coisa que me dá expectativas.
Estava pensando em alguns planos para esse ano. Preciso cumprí-los.
-Não engordar (meta nº 1 já que emagrecer tá difícil)
-Comer mais coisas saudáveis
-Entrar na faculdade (porque tá osso)
-Tentar me aceitar mais (ou deixar de me odiar pelo menos)
-Entrar na academia
-Não ter recaídas depressivas
-Continuar no meu emprego atual
-Completar a minha transição capilar e ficar cacheadíssima o/
-E se um milagre acontecer, encontrar alguém legal.

Voltando ao mundo real... Eu e meu amigo acabamos de vez o que nunca tivemos. Sinto falta dele (de alguém na verdade) mas preciso aceitar os fatos. Não significo nada pra ele. 
Tenho trabalhado tanto que nos momentos que estou em casa pareço um zumbi. Durmo, assisto tv e como. Planos? Compromissos? Pensamentos? Nem sei o que é isso. 
Ontem fui á uma "festa" bebi pra caralho e pasmem, dancei funk ( me julguem). Sei lá precisava escapar dessa rotina insuportável um pouco. Queria, ainda quero, viver enquanto tenho tempo. Provar para o meu amigo (pra mim principalmente) que sem ele ainda tenho vida, ainda sou mulher, ainda posso conhecer gente nova.
Confesso que sem os remédios, tenho ficado prestes a cair em depressão, largar tudo, comer pra caralho, me cortar inteira e me enforcar. Mas eu me cansei de ser um peso na vida das pessoas sabem? Chega de causar transtorno pra minha família (até porque minha irmã mais nova já pegou esse papel e putz, tá difícil de aturar). Vou tentar me controlar, ficar bem e seguir, mesmo odiando meu trabalho, mesmo me odiando... já que estou viva tenho que tentar viver não é? Quem sabe um dia eu consiga ver as coisas de um modo diferente. De um modo menos repugnante. 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Eu devia estar lá fora vivendo, mas não.
Não consigo sair daqui, acordar e ver algo diferente no espelho...e foi assim que meu 2015 começou, da mesma forma que 2014,2013,2012 e provavelmente 2016. Eu sei sou pessimista. Mas como não ser não é mesmo?
A nota da prova que decide se esse ano pelo menos entro numa faculdade ou se vivo outro ano de merda em empregos de merda sai depois de amanhã e no fundo, sei que não posso esperar que tudo mude logo agora. O empego vai um porre, mas preciso dele então farei o que for preciso para permanecer lá apesar de tudo. O meu amigo desapareceu depois que fomos assaltados. Ele meio que não quis mais saber de mim, acho que a situação foi a gota d'água. Eu até pensei em ir atrás dele pois sinto falta sabe, não propriamente dele, mas de mãos, de abraços, de beijos... de me sentir mulher. Mas não posso ficar me rastejando por qualquer coisa. Onde está o meu orgulho?! Até ele me deixou.
Minha mais fiel, desgraçada, gostosa e mortal companhia tem sido a comida. Tenho medo de acordar um dia e estar com 100 kg e se isso acontecer, não terei mais motivo nenhum pra viver. Feia, fracassada, burra e gorda?! Como posso viver assim?
Tenho reparado as pessoas obesas na rua e sinto repugnância delas, a mesma que eu sentia antes quando ficava sem comer. Sinto nojo daquela gordura e agonia quando me vejo naquelas pessoas. Isso não pode acontecer comigo, definitivamente não pode. Ás vezes sinto que tudo está voltando e tenho medo. Não quero voltar pra terapia por orgulho/preguiça/falta de vontade de sair chorando de lá sempre, isso acaba comigo, odeio voltar no passado.
Preciso de algo que faça eu me sentir viva sabe? Um livro, músicas novas, um amor platônico que seja. Não dá pra viver assim, fazendo as mesmas coisas, esquecendo os mesmos planos diários, olhando pra cara das mesmas pessoas, repetindo as mesmas coisas todos os dias sem ter nada pra escapar desse mundo horrível. A vida definitivamente não é romântica...




domingo, 4 de janeiro de 2015

2015 já começa daquele jeito...
Passei em duas festas que não foram ruins e pelo menos fiquei bêbada, mas pra variar passei sozinha.
Briguei com meu amigo, fizemos as pazes, saimos juntos, nos pegamos daquele jeito e ontem quando saimos de novo fomos assaltados por minha culpa. Ontem o clima aqui estava péssimo então fui pra casa dele, precisava de um amigo mais do que 'uns pegas'. Além de estar passando mal (porque ando comendo porcarias demais e meu estômago não aguenta nada), estava puta de raiva, deprimida e prestes a ter uma recaída. Tudo isso somado com a tentativa dele de  me animar que mais irritava que tudo, o clima ficou péssimo. Ele queria passar por um lugar, eu pelo outro e acabamos por ir no caminho que eu escolhi (porque era mais perto de casa e não estava afim de desmaiar no meio da rua). Foi bem nessa hora que dois caras de moto nos assaltaram e que brigamos e que eu fui pra casa sozinha e chorando pra caralho. Fiquei com tanta raiva da minha estupidez, de não ter escutado ele, de ser tão teimosa e viver brigando com todo mundo. Por isso chorei, chorei de ódio de mim, chorei por sentir que estou fazendo tudo errado de novo. Chorei porque sou idiota. Depois disso me cortei, mas foi pouco. Mais tarde ele me pediu desculpas e "ficamos bem", o clima ainda está ruim, espero que passe pois apesar de vivermos brigando eu gosto dele.
A gula anda solta e a depressão também. Não engordei tanto (meio kg no máximo) mas me sinto uma obesa. Estou louca pra conseguir entrar logo na porra da faculdade (apesar de achar que serei um fracasso) preciso me sentir menos burra. Tenho pensado em colocar silicone, só um pouco sabe, tenho sido motivo de zuação entre as colegas do trabalho (e em casa) por não ter seios e isso me deixa péssima, me sinto horrível e nada atraente, sexy ou sei lá. Também queria entrar na academia, definir o bumbum e as coxas (não engordar, jamais) e lógico a barriga nojenta mas a "coragem" não me deixa sair de onde estou. Sem contar que agora terei que comprar outro celular, e lá se vai uma boa grana...
Enfim, já que meu ano começou um cú, o jeito é esperar que ele melhore ao invés de piorar. Se não, desisto da vida, sinceramente.