sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Alone...

E aquele terrível medo do futuro virar presente outra vez...
A prova está chegando e eu estou fazendo o que posso. O que não posso nem adianta tentar. Vou deixar para sofrer quando estiver com o resultado péssimo.
Essa semana meu ex ex ex namorado veio me procurar de novo. Eu iria ignorá-lo como tenho feito nos últimos três anos mas não deu. Perguntei o que ele queria e foi o suficiente para o meu dia ser destruído. Discutimos e ele me chamou de ignorante, disse que não posso odiá-lo para sempre e quando eu disse que ele era doente, podre e sei lá mais o que, ele parou de falar e sumiu. Eu também disse umas coisas pra ele, e disse pra ele me esperar sentado pois eu não vou ser "amiga dele" nunca, não depois de tudo que ele fez...
Fiquei tão nervosa, mal conseguia digitar as mensagens de tanto que estava tremendo, fiquei puta de raiva com ele e com a falta de noção dele. Como alguém pode ser tão hipócrita? Como?! Pra variar sonhei com ele essa noite, e não foi algo bom. Finalmente, tudo que restou dele aqui dentro foi nojo e ódio...eu esperei tanto por isso.
Me sinto tão sozinha, tão errada, tão sem graça... não tenho um relacionamento há tempos e os que tive foram horríveis. Fiquei com um "amigo" meu há algumas semanas e depois disso ele sumiu como se nada tivesse acontecido (odeio isso!).
Todos tem pegado no meu pé e enchido meu saco com : "nossa você está um palito" ,"vai comer menina", e minhas irmãs fazendo aquelas piadinhas de sempre... fico feliz em saber que fazem piadas da magreza, não da gordura, mas isso enche sabe? até porque tenho me achado normal e não tão maaagra como dizem. A sensação que dá é de que estão mentindo pra mim...
Ontem meu amigo do curso veio dizer (confessar na verdade) que está afim de uma garota lá da faculdade, fiquei tipo O.o e deixei escapar "mas ela é gorda!!" e é mesmo. Ele disse que não achava isso, me senti um lixo de pessoa (tudo bem que ela é branca, olhos verdes, cabelo liso, faz engenharia química na federal...). Naquele momento senti que tudo que eu fiz e faço até agora pra ficar magra e bonita foi em vão, não sei o que há de errado comigo. Não sou tão horrenda assim, ou sou?

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

E a vida vai passando...

Acho que é a primeira vez que venho aqui sem estar totalmente surtada.
Os dias passam e no fundo não fazem a menor diferença... implodir, é tudo que tenho feito. E evitar também.
Cheguei ao ponto de não me dar mais o direito de surtar, me cortar ou qualquer outro tipo de coisa. E não, isso não é sinônimo de um progresso, eu só não estou aqui agora. E quando estiver eu sei que vai ser uma loucura. Mas prefiro não pensar sobre isso agora.
A prova está chegando e eu não estudo, não me lembro de nada e ainda briguei feio com meu amigo do curso no início da semana. Estou sem emprego e o negócio do meu pai vai mal o que me deixou abalada (e culpada como sempre) mas como disse, prefiro não pensar em nada agora. Foi a melhor forma que encontrei de continuar viva. Pelo menos por enquanto.




quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Há quanto tempo não escrevo aqui...
Ás vezes é bom fingir que não tem nada de errado comigo. Dói menos.
Tenho evitado pensar, essa é a verdade. Quando os pensamentos vem eu os afasto e me desligo de tudo. Não sei onde estive todo esse tempo, e nem sei se quero saber. Se me permito um momento de sanidade sequer, fico a beira da loucura. E ficar louca não é a resposta, por mais que isso não faça sentido pra mim.
Depois de meses e vários altos e baixos (mais altos do que baixos na verdade), eu finalmente tomei coragem para me pesar. Olhei para os números e não senti nada por uns minutos, mas depois, me senti um lixo por não ter emagrecido e ao mesmo tempo aliviada por não ter engordado. Continuo nos 44, 7 e não sei dizer se isso é bom ou ruim.
Fiz vários exames nos últimos meses e quanto mais procuram, mais acham coisas erradas comigo. Anemia, problemas no intestino, gastrite... e para os meus pais (e para mim também) isso é sinônimo de dinheiro jogado fora. 
Não consegui um emprego, não tenho estudado mais, nem vivido. Se tivesse raízes, poderia me considerar um vegetal.
Ás vezes tenho uns momentos bons com os amigos do curso, mas esse momentos estão diminuindo e a cada dia que a prova se aproxima um abismo maior se abre entre nós e paira no ar a tensão e os olhares que dizem "eu sei que você não vai conseguir". Sei que não vou passar, mas como disse prefiro não pensar nisso agora. Poderia ter estudado mais... poderia ter estudado ao menos. Joguei mais um ano fora e foi deprimente completar 20 anos no mês passado sem nada pra contar.
Meus pais me cobram um emprego, a faculdade, um namorado, uma vida... mas eu não tenho nada disso e a vontade de mostrar a eles que eu posso, não é a maior que a certeza de que não posso e da falta de entusiasmo com tudo e todos.
Ontem fiquei com meu amigo que um dia foi "namorado". Eu só queria um colo, me sentir "alguém" na vida de outra pessoa. Liguei pra ele hoje, talvez para repetir a dose, mas não podemos virar rotina. Ele não fez muito caso, eu também não, quando o silêncio falou mais que nós dois desligamos e ele não retornou como tinha dito. Estou sendo possessiva, mas se ele ao menos fingisse que gosta de mim eu me sentiria menos inútil. Ele costumava fingir mais, não sei o que houve com a gente. Acho que não notei o muro que construí entre nós dois. Muro que eu não sei se posso derrubar agora.