quinta-feira, 17 de abril de 2014

Paroxetina e Olanzapina, eu definitivamente não preciso ser mais gorda.

Hoje fui ao psiquiatra depois de muuito tempo. Minha psicóloga me indicou uma psiquiatra que ela disse ser muito boa.
Tipo, ela olhou pra minha cara e disse "está óbvio que você tem T.A" (novidade!). A princípio (e até agora) estou meio que odiando ela. Não queria essa atenção toda voltada para o T.A, mas também quem mandou eu falar demais. Ela meio que sabia disso antes de eu falar sobre alimentação. Só pelas doenças físicas (problemas no intestino e a esofagite) ela já lançou logo a hipótese. Disse também sobre um possível transtorno bipolar(??) ou talvez boderline, mas que só quer ver isso depois que eu for a um nutricionista e começar a comer ¬¬'.
Voltei para casa aos prantos (literalmente) me imaginando uma baleia com obesidade mórbida rastejando por aí! Eu definitivamente não preciso ser mais gorda! Só que por um lado eu quero viver de verdade, já que estou viva. Estou cansada dessa maldita depressão que não me deixa nem pensar, mas tenho certeza que se eu engordar vou ficar pior!
Pensei em ir ao nutricionista e ver o que vai dar. Talvez fazer umas modificações na alimentação que está péssima e nada saudável, pelo menos até eu conseguir passar na faculdade, já que segundo a psiquiatra, minha extrema falta de concentração, depressão e sono péssimo, é tupo por causa da anorexia.
Ela me receitou Paroxetina e Olanzapina pra eu tomar, mas quando li a bula e pesquisei na internet vi que o tal Olanzapina (Zap) engorda e não é pouco segundo aos relatos. Depois vi que o tal Paroxetina (similar ao Prozac)  também engorda! Estou em pânico! Não sei se testo os remédios ou se nem começo a tomá-los, eu não quero ficar mais gorda!
Alguém já tomou algum desses remédios? Engorda mesmo?
E o melhor dessa história? Ainda não disse nada com ninguém da minha família e nem pretendo.
Porque eu não nasci normal porra?


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Confusa

As coisas não vão bem. Continuo no cursinho, com um esforço enorme para não desistir como sempre faço.
A cada dia que passa me apaixono mais pelo garoto da minha turma. E a cada dia que passa, percebo o quanto somos diferentes e o quanto eu não desperto nenhum tipo de sentimento nele.
Amanhã tenho psiquiatra, e estou com medo. Na última consulta com minha psicóloga ela disse que talvez eu precise tomar Ritalina (um remédio para quem tem TDAH) já que não consigo me concentrar por nada e meu desempenho no curso está zero. Dia 26 tem o primeiro simulado e isso me assusta.
Em casa as coisas estão um inferno. Minha mãe é totalmente bipolar, não dá a mínima pra nada e só sabe me criticar. Minhas irmãs andam nervosas e como eu explodo á toa... os conflitos são quase inevitáveis.
Hoje faltei do cursinho, tive uma tarde compulsiva e ainda umas crises de raiva. Do nada fiquei deprimida e odeio isso, de verdade.
Amanhã tenho uma entrevista de emprego, e mesmo sem a menor vontade de trabalhar, eu vou. Preciso de grana pra comprar os remédios, pagar minha psicóloga (já que estou indo de graça pois não tenho de onde tirar dinheiro), enfim preciso me sustentar já que minha mãe não suporta mais isso e faz questão de me dizer.
Me cansei de ser um peso, a vida me desanima profundamente.
Sobre minha alimentação, já nem sei mais o verdadeiro significado da palavra dieta. Ás vezes como pouco, ás vezes demais (tipo hoje) e isso tem que parar definitivamente. Eu preciso ser magra. Não tenho opções.



sexta-feira, 4 de abril de 2014

É só eu dizer pra mim mesma "estou de dieta", que sinto vontade de comer até os dedos. Tentei começar a Skinny Pink Diet, que eu achei ótima por não ter cardápios prontos. Comecei no dia 01/04 e esperava ir com ela até o fim do mês, ia dar certinho. Esperava... Vou começá-la outra vez, afinal acho que a vida é isso.
O cursinho está meio aos trancos e barrancos. Entre aulas que mais parecem grego e alemão, eu tento não surtar e colocar na minha cabeça que não é tão difícil assim. É impossível mesmo. Preciso sobreviver as exatas só mais esse ano e se tudo der certo (porque tem que dar), vou me livrar do fantasma dos números que me persegue desde o colégio. O difícil vai ser não pular de uma ponte até lá.
Entre crises de depressão profunda e momentos de expectativas eufóricas eu vou levando...
Minha mãe declarou guerra contra mim há algumas semanas, e agora ela resolveu ser a vítima (o pior papel que ela poderia ter escolhido). No início da semana ela conseguiu me tirar do sério. Quase tive uma crise daquelas de quebrar as janelas, mas vi que era justamente isso que ela queria. Fingi que não era comigo e que não estou me importando nem um pouco com fato de que minha mãe (aquela que devia me dar apoio) só sabe fazer com eu me sinta a criatura mais inútil e repugnante do planeta Terra. Amanhã ela e meu pai viajam, voltarão no domingo á tarde, mas pelo menos terei 24 horas de paz. Preciso fazer a redação da semana, terminar umas atividades, revisar a matéria e assistir umas vídeo- aulas. Espero conseguir.
Está difícil me organizar e eu preciso me dedicar mais. Sabe quando o desânimo é tão grande que dá vontade de chorar quando o dia amanhece e depois de se levantar você passa o dia andando em círculos tentando lembrar o que tinha que fazer primeiro e acaba não fazendo nada? Essa sou eu. Ás vezes me sinto em outra dimensão.