sábado, 29 de março de 2014

As coisas continuam na mesma. O cursinho tem consumido todo o meu tempo e energia. Tenho comido mal e preciso mudar isso. Bom, pelo menos não tenho compulsões e não me corto há semanas (mesmo ás vezes sentindo vontade). Quando a depressão quer atacar, tento respirar e não pensar em nada. Estou farta das rasteiras que ela me dá.
Estou tentando organizar uma rotina de estudos, mas está complicado (concentração zero), tenho que correr atrás do prejuízo e estudar mais a fundo as matérias que não vi na escola para pelo menos alcançar a minha turma. Terei que fazer isso por mim mesma.
Hoje comi porcarias demais =( e tive uma crise de consciência quando comecei a visitar os blogs. Vou tomar uns lax pra "compensar" (diminuir a culpa) e vou pensar em alguma dieta pra fazer. Mas nada de cardápios prontos.
Fiz uns amigos no cursinho e isso é bom (eu acho) mas ainda me sinto desconfortável, feia e burra quando estou lá. Já consegui uns olhares tortos, acho que pelo fato de eu ser a única fumante no meio de um monte de "nerd's" e "patricinhas", mas fodam-se.  A turma é uma bagunça e entre pessoas soberbas e aparecidas, a imaturidade prevalece. Estou tentando ficar de fora dessa, mas ás vezes é complicado. Estou odiando as aulas de inglês, o método que a professora usa é o de "espremer" os alunos na frente dos outros. Ela diz que isso mexe com o emocional das pessoas e os resultados são melhores. Eu discordo. Não do fato de mexer com o emocional (porque pagar mico em público é traumatizante), mas com o fato de trazer bons resultados. Pelo menos comigo isso não deu certo.
O pior é que estou me apaixonando por um garoto da minha sala. Além dele ser mais novo, de ter namorada e de não me dar a menor bola, ele é super inteligente (mais do que eu pelo menos, o que não é muito difícil né). Tudo bem porque eu tenho namorado mesmo (pelo menos é isso que pensam) e é melhor assim. Não quero que ele, nem que ninguém desconfie de nada. Quero parecer normal, neutra.
Passei a tarde estudando (ou pelo menos tentando) e vi o quanto tenho pela frente. Ás vezes me desespero só de pensar. Ainda não consegui um emprego e estou sendo quase crucificada por isso. Mas por enquanto, paciência. 


domingo, 23 de março de 2014

Comecei a fazer o cursinho na Federal há duas semanas. No início, fiquei mega ansiosa, com medo, mas com expectativas boas disso tudo, afinal daí pra faculdade, era só mais um passo.
Nos primeiros dias não fiz amigos, as pessoas lá são muito individualistas e se acham superiores demais. É insuportável, sério. Ainda tem umas meninas magricelas e bonitas (que sabem disso) e que ficam se exibindo, mas eu tentei relevar e manter o foco no cursinho.
O problema (além daquele povo todo insuportável) são as matérias. É coisa demais! Minha escola era péssima, perdi quase um ano por conta da depressão e isso me atrapalhou muito. Fiquei desesperada (estou ainda). Entrei em crise de novo. Queria voltar pra casa correndo e me esconder, desistir de tudo, como sempre faço... me matar. Surtei geral (a ponto de arrancar os cabelos).
Foi aí que decidi voltar para terapia. Precisava de ajuda profissional. Eu não queria (não posso) desistir outra vez, não tenho esse direito. Minha terapeuta me disse pra eu não sair, que estou no melhor lugar que eu poderia estar, que era pra eu conversar com meus professores (de matemática, física e química) sobre a minha dificuldade e minha possível discalculia (só pra completar) porque existem projetos lá dentro e que poderiam me ajudar. Disse que eu tenho que sair da minha zona de conforto, e ela tem razão. Só que é complicado.
Ainda não tive coragem de falar com meus professores (são tantos), estou tentando conhecê-los um pouco melhor. Sem contar que estou morrendo de vergonha de ter que assumir minha burrice, com medo de alguém ouvir, sei lá. Só de pensar nisso me desespero...mas preciso tentar.
O lado bom disso tudo? Emagreci!! Sim!! Não foi muito, mas já da pra perceber e foi a única coisa que me alegrou até hoje, e que me fez persistir. Me pesei no início da semana (44,4 eu acho) não acreditei muito, foram tipo 3 kg em poucas semanas. Mas tomara que seja verdade.
Tenho comido mal confesso, mas aquelas compulsões malditas quase não existem mais. Ás vezes exagero um pouco, mas como tenho andado muito acho que compensa (mentira inventada por mim pra me confortar). Só estou tentando não pirar por mais isso também.
Ontem passei a tarde toda chorando porque não estava conseguindo escrever a redação da semana (meu professor é um carrasco, isso me deixa nervosa e com ódio), por fim quando já estava quase matando um, minha irmã me convenceu a parar e sair um pouco pra beber e fumar uns cigarros. Foi bom (tirando a parte em que me obrigaram a comer pizza e fritas, e quando vi uma vadia que eu realmente não precisava encontrar). Enfim, terminei a redação bêbada quando voltei pra casa (que ficou uma merda para variar), mas fodas! Eu tenho que parar de deixar as pessoas me abalarem tanto assim. Vou acabar enlouquecendo.
Eu só preciso de inteligência (ou de autoconfiança). Preciso literalmente enfiar a cara nos livros mas não consigo, não consigo me concentrar, nem pensar em nada.




sexta-feira, 7 de março de 2014

Queria escrever aqui apenas quando tivesse alguma novidade ou algo útil pra dizer, mas isso ainda não aconteceu.
Meu carnaval foi basicamente filmes e carboidratos. Tem sido dias complicados, a trégua da parte de minha mãe acabou. Eu sabia que isso não duraria muito tempo, mas ela bem que podia esperar mais um pouco. Ela tem me torturado psicologicamente ( faz isso como ninguém) por eu ainda não estar trabalhando, e por que quero dar prioridade ao cursinho da faculdade. O que ela quer afinal? Que eu largue os estudos outra vez pra me enfiar num emprego de merda, ficar deprimida, ter uma recaída, me trancar dentro de casa pra depois de tudo isso ela vir me dizer que eu não precisava trabalhar porque não estamos passando fome?! Resumi 2012 agora, e honestamente, não quero revivê-lo. Eu sei que as coisas não são fáceis, e como sei, por isso mesmo estou tentando ir devagar e não surtar de novo. Odeio ser um fardo.
No meio disso tudo, tive uma conversa com meu pai, dessas rápidas, mas que foi o suficiente pra eu aquietar meu espirito. Eu adoro ele, sério. Ele me apoiou e disse pra eu fazer o que eu achasse melhor pra mim, e que se desse errado, eu poderia tentar de novo. Era só o que precisava ouvir. Será que é tão difícil assim pra minha mãe me dar um pouco de apoio pelo menos uma vez na vida? Nossa relação só fica pior.
Essa semana vi meu autocontrole se atirar pela janela. Maldito seja.
Tive um dia(s) compulsivo(s), estou á base de lax há três dias e isso é uma droga. Amanhã, talvez vou reencontrar o D*** e não quero estar uma obesa mórbida. Como eu queria ser mais bonita =(
Já faz um tempo que não me peso, desde o mês passado, por um mix de medo e desânimo, não gosto da reação que aqueles malditos números causam em mim.