segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Isto está certo mesmo?!

Nenhum garoto nunca foi embora tão rápido. Uma noite, e mais nada. Ele ainda levou minha blusa de frio preferida. Odeio garotos.
Eu aqui, morrendo de preocupação, achando que ele havia cometido suicídio ou algo pior, e ele se divertindo... Custava responder a porra da mensagem?!
Me pesei, 45 e algumas gramas, não acreditei. A balança estava meio estranha, e pra completar, devorei uns (muitos) cookies de cacau e aveia á tarde. Malditos cookies, malditos garotos.
Acho que o prozac começou a fazer efeito. Não tenho tido compulsões, pelo menos não como antes e isso é ótimo. Mas a depressão está espreitando, chegando assim, como quem não quer nada. Posso sentir.
Estou tentando, de verdade, resistir. Eu preciso conseguir. 
Hoje coloquei dois vestidos que jurei que usaria quando alcançasse minha meta. Eles estão melhores em mim que antes, mas ainda não é o suficiente. Me sinto menos inchada e minha barriga está visivelmente um pouco menor, isso me deixa tão eufórica... pensar que posso, se me esforçar e entender de vez que não preciso da comida pra me consolar.
Quero ser magra e ponto. Não meio magra, só magra.
Tenho pensado muito nele... droga. Será que eu nunca vou aprender? 
Fico aqui esperando um telefonema, uma mensagem, uma explicação (que ele não me deve), um sinal de fumaça... que pelo visto, não virá. Como eu queria ir embora desse lugar que só me traz desamores.



domingo, 23 de fevereiro de 2014

Mal posso acreditar... depois de tanto tempo sem fazer um nf ou lf digno, consegui. São exatamente 20:03 hrs e foram 171,5 kcal ingeridas no dia \o/. Meu estômago dói e estou suplicando silenciosamente pra que minha irmã não invente de cozinhar nada. Tenho pensado no D**** mais do que eu gostaria ou deveria. E apesar de fazer pouco tempo que não nos falamos, sinto falta dele. Na verdade, me sinto abandonada, como se ele nunca mais fosse me procurar... No fundo eu temia por isso.
Mandei uma mensagem pra ele e nada. Eu sei, eu sei... isso é meio doentio. Ás vezes me dá vontade de comer tudo que eu encontrar pela casa, mas não posso fazer isso comigo mesma. Estou me sentindo um pouco fraca e com dor de cabeça (como antigamente), é ruim, mas ao mesmo tempo é bom saber que isso significa dizer não á comida.
Estou preocupada, na verdade muito preocupada, minha irmã disse ontem que depois que saímos, na sexta, o D*** voltou pra casa e teve uma briga feia com a mãe dele, depois saiu ás cindo da manhã e sumiu. Estou com medo dele ter feito alguma merda, ou de estar na casa de alguma garota, bêbado e transando com ela, o que não deixaria de ser uma merda. Sei que mal nos conhecemos, mas não paro de pensar nele, e no possível fora que levei. Droga! Odeio me sentir assim.




sábado, 22 de fevereiro de 2014

Apaixonada?!

Ontem saí com minha irmã, fui conhecer o tal garoto que ela queria me apresentar faz tempo e que eu achei que já tivesse desistido porque demorei demais...
Me corroí a semana toda de angústia por causa desse dia. Preferi ir no fim de semana pra ter tempo de me preparar psicologicamente e fechar essa boca maldita minha.
Fui morrendo de fome (e de medo) encontrá-lo, estava orgulhosa por ter conseguido ingerir menos de 500 kcal no dia (coisa que para mim virou milagre) mas ainda me sentindo uma gorda/ridícula. Imaginei ele correndo, nunca mais falando comigo, inventando qualquer desculpa para ir embora enfim... essas coisas de gente paranóica e sem um pingo de amor próprio. Fui assim mesmo. Queria acabar logo com isso. Chegando lá dou de cara com filho da puta do meu ex, que quando me viu quase teve um troço e deu logo um jeito de ir embora. O tal garoto chegou logo depois, bêbado. 'Menos mal' pensei, porque assim ele não notaria o quanto sou feia pra ele.
Ele é tão branquinho, tão fofinho, tão magrinho e tão alto... me senti uma obesa mórbida perto dele. Conversamos muito (enquanto eu devo ter fumado uns 200 cigarros de tanto nervoso) falamos sobre tudo, e depois de algumas horas conversando ficamos, e bem, foi meio atrapalhado mas foi bom. Ficamos agarradinhos feito aqueles namorados de longa data (porque estava fazendo um frio inacreditável) e mesmo com as vozes na minha cabeça quase me enlouquecendo, me senti bem do lado dele, era como se nos conhecêssemos há tempos...Cheguei em casa ás 4:00 da manhã.
Marcamos de nos ver hoje, mas não fui. Porque? não sei. O fato dele conhecer todas as pessoas que fizeram parte do meu passado sombrio (e que eu odeio) não me tira da cabeça que ele talvez possa ser igual a eles, e só de pensar em viver tudo aquilo novamente... Acho que estou entrando em crise de novo, ando tão aflita. 
Não sei se nos veremos, nem se ele gostou mesmo de ter ficado comigo. Só sei que agora, acabei de comer um cachorro quente (com pão integral, como se isso fosse algum tipo de consolo) e estou me sentindo uma gooorda! Não quero me apaixonar. Eu não reajo bem quando gosto tanto de alguém.




terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Como explicar o inexplicável sem ser mais um clichê?
Só sei que não é assim nos filmes, não é um clipe musical e ninguém escreverá um livro em memória de mim.
Morrerei assim, encoberta, anônima, em um caixão parcelado no canto mais barato de um cemitério qualquer e com anos e mais anos jogados no lixo. Sim jogados no lixo, porque desde que me enfeiei nesse buraco, arranquei os ponteiros do meu relógio e nem sei mas que dia é. E não, o preço que pagarei com juros na velhice(se lá chegar), não será em nome da diversão ou dos anos maravilhosos que é a juventude. O preço será por cada caloria contada, pelos remédios testados, bebidas, cigarros, brigas, e insônias. O preço que pagarei será por todos os anos que passei trancada me destruindo, olhando pela janela com medo de sair e não ser aceita.
Escolha minha? Talvez. É, por ter me rendido ao invés de escrever um livro sobre superação. Predisposição? claro, essas malditas heranças genéticas que só sabem nos passar o que não será necessário, nem desejado. Mas mesmo assim, a genética não é a culpada, já que eu poderia dar um jeito nisso com "simples" força de vontade. Mas isso não é sobre ser o melhor que podemos ser, nem sobre ver o lado bom das coisas.
Talvez eu seja extremista em dizer que não há nada de bom nessa vida, nem no pôr-do-sol, ou nas flores. Talvez sejam extremistas os que dizem ser o maior presente da vida o pôr-do-sol, ou as flores.. não sei. E se soubesse, de pouco adiantaria.
Estamos aqui pra morrer, e ponto. E o que se faz enquanto esperamos a vida nos surpreender com formas lentas ou inusitadas de se partir é que "define o que somos", pelo menos é o que dizem. Se for assim, escrevam em minha lápide "não viveu, foi nada" por favor.
Mas isso não é sobre morrer, ou sobre tentar incessantemente fazer sua existência valer algo. Nem sobre um amor, que vem e tira tudo do lugar sem botar de volta, ou se quer sobre um outro amor que vem e bota tudo no lugar quando não se espera e te faz querer acordar todas as manhãs. Isso não é sobre passar noites em claro soluçando, ou vomitando. Nem sobre esconder cortes e viver de mentiras.
A verdade é que hoje, quando senti aquela brisa de início de manhã bater em meu rosto, senti um aperto, daqueles que sufoca, pensando no que faria com os anos que ainda me restam.




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Céu desabando, atraso e compulsão.

Hoje foi um dia bem estressante. Minha mãe me obrigou a levar minha irmã ao médico. Fiquei chateada porque:
1º Ela nem me perguntou se estava tudo bem pra mim, só pra variar um pouco. Disse 'você vai com sua irmã' e ponto. Com aquela cara de 'você não tem mais nada pra fazer mesmo'...
2º Ela já tem 17 anos, e nessa idade eu trabalhava, estudava, ia ao médico sozinha e tinha que resolver minhas coisas... porque ela não?! 
3º Hoje foi (seria) meu primeiro dia de aula e eu não queria me atrasar, mas foi o que aconteceu. O atendimento demorou horrores, eu ainda tive que passar na farmácia e um cara Filho da Puta com uma blusa da Igreja Universal se achou no direito de me parar (eu estava literalmente correndo no meio do centro) e ficar me dizendo uns desaforos (tipo você vai queimar no inferno se não se arrepender e blá blá blá) olhando para os meus piercings e pra eu toda... senti vontade de mandar ele ir tomar no cú mas estava atrasada demais e disse a ele que já sabia, me virei e fui embora. Eu respeito as religiões, de verdade, desde que respeitem o meu espaço. Ninguém tem o direito de julgar ninguém só pelo jeito como ela se veste. ¬¬' isso me tira do sério. Enfim... fui pra casa correndo, tomei banho, tomei um suco verde e saí feito doida porque estava em cima da hora. O trânsito estava péssimo e pra completar, o céu desabou. Sério, com direito a raios e trovões... foi um caralho estar dentro daquele ônibus lotado, quente e que ainda estava me molhando. Senti vontade de correr, de berrar, de chutar aquele pessoal que ficava reclamando, mas fiquei lá, lendo meu livro. Essa tortura durou 3 intermináveis horas. Meu curso era ás 18:00 e ás 20:00 eu ainda estava dentro do ônibus. Perdi a paciência e perto da faculdade, desci e peguei o ônibus de volta pra casa (nem ia adiantar eu ir mais) estava irada, transtornada, indignada com tudo isso, mas acontece... Cheguei aqui pensando que seria eliminada depois daquela prova horrenda para entrar e de tudo que eu passei, fiquei imaginando um monte de merda... cheguei aqui e lógico (como assim lógico? isso não devia acontecer!) comi. Não foi uma COMPULSÃO em si, na verdade foi, porque pelo menos para mim, ingerir mais de 500 kcal em menos de uma hora é uma compulsão. Me sinto horrível, não posso comer feito louca toda vez que me decepciono ou passo raiva porque isso acontece sempre. Amanhã tenho consulta e vou pedir ao médico pra me passar algum ansiolítico ou antidepressivo pra eu voltar a tomar(já que parei por conta própria e as receitas venceram), não quero continuar assim.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Estou num daqueles dias estranhos... parece que estou fora de mim, ou que estou sonhando e logo vou acordar. As horas custaram passar e eu estava com o estômago péssimo devido ao uso exagerado de laxantes ontem, mas mesmo assim comi demais. Estava indo tão bem... planejava baixar mais as calorias diárias, não sei o que me deu (na verdade sei). Exagerei nos últimos dias mas não deixei de anotar nada do que comi, eu precisava encarar meus excessos. Há um tempo atrás, na primeira escorregada eu apelava, jogava tudo pro ar, desistia, comia feito louca, me cortava, enfiava o dedo na garganta, chorava, enfim... e tudo se repetia, como um círculo vicioso. Dessa vez não vai ser assim. Estou tentando não entrar em pânico pelas calorias desnecessárias ingeridas, não me cortar e não pensar nos quilos que provavelmente recuperei desde a última pesagem. Estou tentando, mas tenho tido acessos de raiva mais frequentes (sem "motivo" e que passam logo), sono agitado e pesadelos, o que me deixa mais irritada, e a ansiedade do início das aulas (que é amanhã) tem quase me levado á loucura. Estou com tanto medo que acho que se eu não me segurar como tenho feito nos últimos dias, sou capaz de me cortar inteira. Medo do que? De tudo. Das pessoas, de não gostarem de mim, de eu não conseguir aprender nada e continuar sendo um fracasso, medo de não fazer amigos, de fazer os amigos errados, de ser zuada por qualquer coisa ou pelo simples fato de ser eu... Eu sei, eu sei, é paranóico, mas talvez eu tenha motivos suficientes para ter medo. Só espero estar errada dessa vez, de verdade. Sempre que começo algo é assim, apavorante, principalmente quando tem pessoas envolvidas e que me lembram da minha época de escola. Eu quero que dessa vez tudo dê certo.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Hoje assisti um filme como a muito tempo não fazia. Geração Prozac. Estava evitando ver qualquer tipo de filme "melancólico" ou "deprimente" para tentar não ficar pior, mas fiquei curiosa para vê-lo e não podia ficar mais deprimida do já que estava, eu acho. 
A história da família dela (e talvez o motivo de sua depressão) não se parece em nada com a minha. Meus pais vivem juntos, somos como uma grande família "feliz", pelo menos é assim que todos pensam e é o que eles querem que as pessoas pensem. Desmoronamos há tempos, mas eu não vim falar da minha família.
O que mais mexeu comigo no filme foram as coisas que ela escrevia, a forma como ela se sentia quando decepcionava as pessoas ou as magoava, se arrependendo por uns segundos mas depois repetindo os mesmos erros, como ela se sentia em relação a terapeuta dela (eu também queria fazer parecer que o trabalho dela estava sendo útil). Vi tudo que eu sempre senti aqui dentro sem conseguir dizer ao alcance das mãos, é estranho.
Eu tive minha época de beber muuito e misturar com remédios, de acordar em outras casas, de destruir minhas amizades e viver em crise com meus "amores turbulentos" e pais (não que isso tenha mudado). Também escrevia em tudo como ela fazia, precisava escrever, hoje não consigo, não me sai uma palavra. E mesmo naquela época não escrevendo tudo e como eu queria, não escrever nada me enlouquece ainda mais.
Pensei que esse filme teria um final "clichê", com ela cometendo suicídio ou encontrando um amor que salvasse sua vida como ela queria antes (como eu também queria), mas não terminou assim e isso me fez pensar. Me fez pensar que talvez eu deva (que precise) voltar a fazer terapia, a tomar remédios e tentar viver, como as pessoas normais fazem. Mas não faço nada. É só o que tenho feito, nada. 
Todos saíram e eu fiquei aqui sozinha, em minha própria companhia, quando devia ter ido com eles mesmo sem vontade porque eu sei que o fato de ficar aqui trancada os aborrece. Queria orgulhá-los e ter passado na faculdade que minha mãe queria que eu fizesse. Queria parar de fazer tudo errado e não ter jogado tanto dinheiro fora com os tratamentos. Mas não consigo.
Queria voltar a escrever.
Estou com fome, e com a dúvida enorme de se vou comer algo e estrago tudo, ou se fico aqui, parada, sentindo meu estômago doer. Queria ter mais controle.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Ontem saí com meu amigo, precisava respirar fora dessa casa, afastar os pensamentos suicidas por um momento, precisava sentir que alguém ainda se importa comigo...
Foi bom, conversarmos sobre tudo e sobre nada, ele me deu um maço de cigarros e queria até me dar o violão dele, mas eu não quis, seria injusto. Andamos sem rumo, rimos pra caramba, e ele me carregou no colo (pra tentar me provar que não sou gorda) mas quase morreu depois. Até trocamos uns carinhos, desses que amigos não dão. Adoro ficar com ele porque me esqueço da comida. 
Estava tudo indo bem até que ele tocou no assunto... aquele de querer ser mais que um amigo. Tivemos uma história a muito tempo mas não deu certo, e ele é a primeira pessoa (homem ou mulher) que eu mantenho amizade depois de tentar algo mais. Tentei explicar pra ele, disse que eu não queria perdê-lo, que essa amizade que temos é importante demais para desperdiçarmos, porque no fundo, eu sei que ele quer um relacionamento sério comigo e eu não sei como lidar com isso, de verdade.
Todos os meus relacionamentos foram intensos demais e sempre acabavam em catástrofes, não quero que ele vá embora, e sei que se ele souber de tudo, de quem eu sou de verdade (dos "TAs" e dos outros "Ts") não vai saber lidar com isso porque ele não entende (ele viu de novo as cicatrizes do meu braço e disse que nunca vai entender porque as pessoas se cortam por motivos "fúteis") tentei não me alterar e disse que ele talvez nunca entenda mesmo porque ele nunca sentiu o que leva uma pessoa a fazer isso. Fiquei magoada, me senti uma fútil, e talvez no fundo ele tenha razão.
Não tenho compulsões há alguns dias \o/ e estou tentando comer o menos possível (sem radicalismo pra não colocar tudo a perder), tem sido complicado porque estou em dias turbulentos e nesses dias, por mais estranho que seja, a comida parece o único conforto. Tenho ficado em torno das 700 kcal e eu sei que é absurdo, mas vou diminuindo com o tempo.
Hoje fui ao médico, o Dr. M**** foi mais gentil comigo do que de costume, conversamos e ele até me chamou de 'magrela' *-*. Aquilo iluminou meu dia, sério ( depois me olhei e não consegui entender de onde ele tirou esse 'magrela')... Espantei os maus pensamentos e usei aquilo como incentivo pra não desistir. Me pesei finalmente, e por incrível que pareça, emagreci quase 2 quilos (estou com 46,45). Agora são só mais 6 quilos e algumas gramas pra minha meta final (não estrague tudo!). Tenho sonhado com pessoas muito gordas ou muito magras me atormentando e isso não era assim... preciso tirar um pouco o TA do centro das atenções, estou falando em voz alta as calorias dos alimentos ás vezes e isso não é bom.
Estava pensando seriamente na possibilidade de viajar por uns dias, mas recebi um e-mail exatamente agora, dizendo que minhas aulas começam na semana que vem. Pensei que seriam em Março, queria estar mais magra! E agora?! Os pensamentos pessimistas me enlouquecem... não posso entrar em pânico. Não posso estragar tudo de novo. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Ando chateada com muitas coisas, inclusive comigo mesma.
Consegui passar num curso pré-vestibular na Faculdade Federal. Fiz a prova no ano passado e nem esperava conseguir, por isso fiquei surpresa com a notícia, mas mesmo assim, eu queria estar na faculdade. Todos tem me cobrado isso, eu tenho me cobrado, sinto que estou ficando para trás, que estou atrasada e odeio me sentir inútil. Mas pelo menos eu já tenho algo pra fazer esse ano. Ontem a mãe da minha mãe chegou aqui e foi em péssima hora, juro. E por mais triste que isso possa soar, não sinto o mínimo de afeto por ela, e nem sei se quero. Não vejo a hora dela voltar pro lugar de onde nunca devia ter saído. Para completar as boas notícias, minha irmã quebrou meu violão, por acidente, mas quebrou. Eu gostava tanto dele, ia voltar a fazer aula... estou tão triste, mas pelo menos pude me despedir dele tocando um pouco na sexta e no sábado =/
Me sinto estranha, os episódios de insônia e paralisia do sono estão mais frequentes é apavorante, de verdade. Andei pensando em voltar a fazer tratamento, ou em viajar por uns dias, ou me matar até, não sei ainda. Só sei que uma fome sem tamanho tem corroído meu estômago e uma vontade de gritar e quebrar tudo tem me tirado do sério.
Não me peso há semanas e apesar do medo, vou fazer isso amanhã. Estou pensando em voltar a fazer o EC antes do cursinho começar. Apesar dos efeitos serem péssimos, acho que vou acabar fazendo de novo, não tenho certeza ainda, e confesso que estou com um pouco de medo. O remédio que estava tomando (o Besomed) não me adiantou de nada, e a culpa é minha eu sei. Estou deprimida demais para sair de casa pra me exercitar ou para qualquer outra coisa, estou deprimida demais para sequer tirar o pijama e pentear os cabelos. 
Tenho pesquisado remédios naturais ou qualquer outra coisa que funcione... Não sei o que fazer, estou tentando não me desesperar.  


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

I'm not living. I'm just killing time

Estou em crise, de novo, e até aí nenhuma novidade. Ultimamente tenho vivido de crises, compulsões e ataques de fúria. Acho que é o TPB me dizendo que não vai embora e que não adianta eu viver como se não fosse comigo.
A solidão tem me corroído, e mesmo sendo orgulhosa demais, e temendo a rejeição mais que tudo, eu queria alguém por perto. Fico olhando minha irmã mais nova com seu namorado e me lembro que nunca conseguirei ter um relacionamento com alguém. Se pelo menos me amassem assim... mas não.
Quero morrer, tive certeza disso poucas vezes em minha vida e essa é uma delas. Mas não quero levar essa culpa pro caixão. Estou esperando a vida decidir isso por mim enquanto a vejo passar diante dos meus olhos me entupindo de comida tentando amenizar esse vazio que me destrói, mesmo sabendo que isso não vai adiantar.
Queria ser normal, queria rir á toa, ter um emprego medíocre e ver o lado bom da vida. Mas não consigo.