terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Faculdade, NF vergonhoso e... o que eu vou fazer agora?

Passei na faculdade, vi o resultado hoje e por um minuto, eu fiquei feliz, eu vi um outro futuro pra mim, eu fiz planos e não me senti tão burra... mas toda essa felicidade não passou de um minuto(literalmente). Não consegui entrar como bolsista, então depois desse 'um minuto' de euforia e expectativas, um choque de realidade me acordou. Como vou pagar as mensalidades, as passagens, o material? Como vou pagar a taxa de matrícula que é de apenas 900,00 reais? Eu não tenho nem um emprego ainda e não posso pedir dinheiro aos meus pais, eles nem tem esse dinheiro. O jeito vai ser desistir e esperar sair o resultado das bolsas, mas sei que não vou conseguir, minha posição estava péssima, e se existe um lugar abaixo do último, acho que é esse que estou ocupando. Porque eu não estudei mais enquanto tive tempo?
Ontem á noite decidi que não iria mais exagerar na comida (ou pelo menos tentar). Fiz um NF de 12 horas (sei que isso é vergonhoso e nem pode ser considerado como um NF) mas eu perdi a prática completamente. Não me privei de "nada", mas tentei comer tudo com moderação. Tentei mesmo, porque agora á noite passei da conta, comi um misto e meio, sei que isso não é considerado uma compulsão mas não devia ter comido. =/
Fiquei em torno das 800 kcal, e é muuito, eu sei. Tudo por causa do exagero que cometi (se não ficaria em torno das 500). Agora é me controlar amanhã, e depois, e depois, e aprender a me controlar de vez, só assim eu vou parar com esse engorda/emagrece e alcançar minha meta definitivamente. Vou precisar de força, ainda mais com tudo isso acontecendo e com a péssima notícia de que a desgraçada da minha avó (me desculpem por falar assim) está para vir pra cá. Ela é culpada de tanta coisa... não gosta de nós e nem nós dela, não sei porque minha mãe faz isso, todo o ano é a mesma coisa. Ela nem se importa com a gente, nunca se importou, e acho que agora é meio tarde pra tentar qualquer tipo de aproximação. Era só o que me faltava. Vou precisar de muito sangue frio pra aguentar mais essa tortura. Ela faz questão de nos lembrar o quanto odeia ficar aqui e eu tenho que ficar calada!
Queria uma passagem para lua, só de ida.



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Os fantasmas do amor sempre voltam... e eles sempre pisam onde mais nos dói.
Ontem soube por terceiros que um antigo "namorado" meu, na verdade um antigo erro meu, andava por aí a desonrar meu nome, claro sempre na posição de coitado e injustiçado que ele adora ocupar. Senti meu sangue fervendo em minhas veias, vi todo aquele pesadelo de novo. Não é a primeira vez que termino com um garoto e ele faz isso comigo por pura vingança ou por não ter nada melhor para se ocupar. Só de pensar que eu tive tanto cuidado com ele, que eu continuei com ele sem vontade nenhuma, que eu tentei entendê-lo.
Também, o que mais eu poderia esperar de uma criança? Porque é isso que ele é, uma criança, que pensa ter o mundo todo aos seus pés... Senti vontade de dizer umas verdades a ele, de causar conflito, de fazê-lo sentir a mesma sensação que eu senti ontem. Os pais deles são amigos dos meus e foi por isso que eu conheci (maldita hora que me deixei levar por conselhos de minha mãe), e ela, como sempre, não me defendeu, ficou do lado dele para não se indispor com os "amigos" e ainda veio me dar lição de moral, o que fez meu papel de palhaça ser ainda maior.
Eu que passei tanto tempo construindo essa armadura pra que ninguém pudesse me atingir onde mais me fragiliza, me vi completamente nua e sem apoio só para variar. 
Outra vez, feita de palhaça... meu orgulho mal me deixou dormir pensando no que estão falando de mim agora.
Mas o que mais eu poderia esperar? Perdi meu título de inabalável há tempos, e a culpa, claro, é minha, que me deixei iludir pelo primeiro que disse vir em nome do amor.




domingo, 26 de janeiro de 2014

Ontem foi o dia. O dia que eu tanto temia, mas esperava ansiosamente...
Na sexta, tive uma compulsão, foi pequena, mas aquilo não devia ter acontecido. Desisti de ir, uma culpa devastadora tomou conta de mim e eu terminei debaixo do chuveiro chorando e com os dedos enfiados na garganta. Não sei porque ainda repito esses mesmos erros idiotas.
No sábado de manhã, eu acordei e de repente estava na cozinha mexendo em tudo e mastigando sem parar, de repente caí em mim, aquilo não era eu, senti tanta vergonha... parei na hora e cuspi tudo que estava na minha boca, escovei os dentes e fui me ocupar com algo até dar a hora de sair. Estava muuito calor, o que me obrigou a sair com uma blusa de alcinha, que vesti mas depois troquei, e troquei de novo, me deu vontade de não ir mais. Minha irmã disse que a blusa estava bonita em mim, pra eu parar de bobeira. Me vesti de novo e fui com ela, ainda com vergonha, mas o calor de mais de 30ºc me obrigou...
Andamos muito, vimos muitos lugares bonitos e o pôr do sol estava lindo, as fotos da minha amiga ficaram muito boas e eu estava morrendo de saudades de revê-la, fazia tanto tempo... ás vezes conversamos sobre essas coisas de ficar sem comer e de emagrecer, mas eu nunca disse a ela sobre nada do acontece aqui. Ela é preocupada com essas coisas como a maioria das garotas mas jamais faria as coisas que faço.
Quando anoiteceu ela me chamou pra ir com ela num evento que envolvia muita gente, eu agradeci mas disse que era melhor não. Minha irmã me chamou pra ir na casa da amiga dela (que eu conheço de longa data) não queria ir também, mas as duas pegaram no meu pé e acabei indo. Não queria muito voltar pra casa, sei que iria ser tentada pela compulsão. Aproveitei que já havia saído de casa e quis pagar todas as dívidas que tinha de sair com as pessoas que ainda sem lembram de mim. E lá fui eu... liguei pro meu amigo e disse a ele que estava perto da casa dele e se ele quisesse, poderia ficar com a gente (tínhamos combinado de sair no natal, mas eu não tive coragem). Nossa história é longa e complicada, tentamos namorar uma vez mas não deu certo, e apesar de achá-lo uma ótima pessoa e uma gracinha, isso não daria certo nunca. Não é pessoal.
Quando ele chegou já havia tomado algumas taças de vinho, e acabei ficando um pouco "alegrinha", acho que falei demais, enfim... conversamos muito e embora eu tenha ficado com vontade de beijá-lo algumas vezes, eu não fiz, isso me traria problemas futuros. Sem contar que me sinto ridícula perto dele... Fui pra casa, e sabe, fiquei feliz por ter saído, apesar de ter me sentido uma gorda durante todo o dia e de ter me pesado na casa da amiga da minha irmã e ver que engordei 1 kg e meio =/
Preciso fazer algo em relação a isso, e rápido.




terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Planos falhando, NF dos sonhos e um coração solitário...

Fiz uma lista de coisas que quero realizar em 2014, mas ainda não coloquei no papel. Mal começou o ano e os planos já começaram a dar errado... como não ser pessimista assim?!
Não consegui entrar na faculdade (Federal) o que me deixou puta de raiva, confesso que pra quem não estudou NADA para o Enem do ano passado, eu até que não fui tão ruim, mas não foi o suficiente, claro.
Ainda tem a segunda chamada e a lista de espera; também tem o vestibular no 2º semestre, mas não quero criar falsas esperanças (tarde demais). Mandei muitos e-mails e currículos ultimamente, até aceitei a ideia de voltar pro call center, sem respostas ainda. Preciso arrumar um trabalho, pagar um cursinho, entrar na faculdade e sair logo dessa casa. Não me querem mais por perto.
Tentei marcar um psiquiatra esses dias, fiz várias ligações, e nada, só tem vagas para março, isso quando tem. Se eu for depender disso me matarei. Depois do desespero, de me cortar de novo, de fazer de tudo pra vomitar e de chorar loucamente, eu respirei fundo e enxuguei o rosto. Vai passar, tem que passar.
No sábado sairei de casa (ou pelo menos acho). Minha irmã fará umas fotos de uma amiga antiga minha (talvez a única que me restou) e quer que eu vá junto. Ela anda irritada comigo porque não saio. Ás vezes ela me chama e eu até digo que vou, mas aí aqueles pensamentos aterrorizantes voltam, eu me olho no espelho e penso 'como vou sair assim desse tamanho?' me arrependo, ela se irrita, brigamos, e eu fico em casa... foi assim durante todo o ano passado. Farei um esforço pra sair no sábado, de verdade. Queria fazer um NF até lá (sonho!), mas não sei se consigo...
Preciso respirar, sentir o vento, dar risadas, acender um cigarro e ver o pôr do sol... nem me lembro mais como é, a depressão me levou tudo.
Tenho sentido falta de alguém por perto, mas sou orgulhosa demais para assumir e medrosa demais para deixar alguém entrar. Não quero mais me decepcionar, nem fazer planos, nem ser trocada. Não preciso de mais problemas. Só que lá no fundo sinto falta de me apaixonar, de ter alguém pra pensar antes dormir, de ter alguém pra me fazer querer sair da cama, querer viver (coração? você ainda está aí?!)... mas quem amaria alguém assim feito eu ?!


sábado, 18 de janeiro de 2014

Me diz como parar... onde é que eu vou parar ?!

Acabei de ter uma compulsão master há algumas horas e não consigo dormir. Não consigo dormir porque estou cheia, cheia de comida, de arrependimento e de pensamentos horríveis...
Estou no meio do olho de um furacão, no meio de uma crise de depressão e ataques de ansiedade que parecem não ter fim. Me cortei depois de meses e voltei a me entupir de lax também.
Eu olho em volta e só queria estar aproveitando a vida, a minha família por mais complicada que ela seja, minhas "férias" indeterminadas. Queria esquecer por umas horas os números da balança, o quanto odeio minha barriga e minhas coxas, queria não me sentir tão horrível, sair um pouco de casa, rir, encontrar velhos amigos (se é que ainda me restou algum), viver... nem que fosse por uns dias apenas.
Estou feito um bicho assustado, trancada em casa, despenteada, solitária, raivosa, apavorada e completamente compulsiva. Não tenho controle sobre mais nada, não vejo graça em mais nada. Ás vezes acho que não tenho mais jeito e me apavoro ao pensar que se eu continuar assim, daqui uns meses estarei pesando 200 quilos. Prefiro morrer!
Outras vezes penso em procurar um médico e retomar meu tratamento. Penso em fazer planos e continuar a procurar um emprego, em não desistir de entrar na faculdade e voltar com os exercícios... mas simplesmente não consigo. Algo me puxa, me prende. Algo mais forte que eu, algo que eu não posso controlar, algo que diz pra eu me jogar da primeira ponte que eu encontrar.
Não sei mais o que me tornei. Só sei que por mais doentio que isso possa parecer, queria que 'Ana' estivesse comigo, que ela parasse de esconder e viesse me ajudar como fazia antes... 



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Hoje comecei a tomar um remédio chamado Besomed. Eu pesquisei muito antes de comprar, não quero jogar dinheiro fora, nem quero (e nem posso) ficar arriscando remédios fortes demais, estou tomando muitos remédios atualmente e não é bom misturar muito. Ele é homeopático, se fosse em outra época não acreditaria no que disseram, mas vale tentar, qualquer resultado no momento será lucro.
Entrei em alguns blogs e vi pessoas comentando resultados positivos e sem efeitos colaterais significativos. Por ser natural, os resultados são mais lentos, mas também milagres não existem (e como eu sei disso). Paguei 20,35 numa caixa com 60 comprimidos (o que dá pra 20 dias) em vista dos que já comprei é baratíssimo. Espero que me ajude a perder 1kg que seja.
Ando desanimada com essa coisa de dieta, exercícios e todo o resto. Tenho me descuidado, eu sei, mas quando as coisas começam a dar errado eu desisto logo de cara. Tenho que mudar isso. Afinal se trata de mim, de como eu quero ser. Sem contar que toda noite eu fico tentando me lembrar do que comi, fico revirando na cama pra ver se ainda tem algum osso aparecendo ou se acabei comigo por completo. Toda noite eu faço planos de exercícios e dietas na cabeça para o dia seguinte e me sinto a pior pessoa do mundo. Pode até parecer idiotice, mas ás vezes tenho medo de amanhecer enorme no outro dia quando exagero demais. Sair de casa então... melhor nem comentar.
Estou tão decepcionada comigo mesma, mas ao mesmo tempo impulsionada a fazer esse ano realmente valer a pena. Não passei na faculdade Federal e agora estou esperando o resultado do Prouni, ainda não consegui um emprego e isso tem me deixado agoniada... e ás vezes faz com que eu coma demais. O medo de repetir 2013 me assusta.
Hoje por incrível que pareça, acordei me sentindo mais magra que ontem (apesar de ter comido chocolate e bolo de chocolate), minha barriga estava visivelmente um pouco menor, acho que é por causa de um remédio que estou tomando (dizem que ele melhora o funcionamento do intestino e diminui o inchaço), também porque eu menstruei (decepção) e além disso porque estou bebendo muuita água gelada. Sei que não emagreci.
Meu pai veio me indagar ontem porque não saio mais de casa e disse pra eu ir dar umas voltas... quando ele se manifesta e diz algo, é porque a coisa está séria, ele não é de se meter na vida alheia. Eu, claro, inventei qualquer coisa, e disse que teria que sair hoje, o que era verdade infelizmente, tive de ir ao médico. Ele aceitou o argumento, mas sei que ele anda desconfiado, mais por conta da depressão do que de todo o resto.  Minha família está querendo viajar para o interior, minha irmã mais nova já está lá, o que tem me proporcionado uns dias de paz, não vou negar. 
Eu queria ir, mas logo me desespero ao me imaginar desse tamanho lá. Está calor demais e todos ficam andando seminus pela rua, eu é que não vou sair mostrando minhas pernas flácidas por aí. Odeio o calor! Ainda não me decidi, o que tem gerado polêmica (como se alguém se importasse com os reais motivos disso), porque se eu não for minha outra irmã não vai também, sem contar naquela coisa de sempre "você precisa sair, ser sociável, e blá, blá, blá"... Estou com medo de ir, essa é a verdade. Com medo e me sentindo gorda demais para merecer qualquer coisa além de confinamento.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

É como dizem... chega dezembro, mas janeiro não acaba...

Este mês tem demorado, e isso me deixa completamente agoniada.
Me vi parada no tempo, sem nada. Nada para fazer, nada para me orgulhar, simplesmente nada. É assim que me sinto agora.
Estou louca pra que esse mês passe logo. Preciso saber o resultado da(s) faculdade(s) e dos empregos que fiz provas e processos seletivos, tem um curso também... tenho uma leve sensação (na verdade quase certeza absoluta) de que não passei em nenhum deles. Mas sabe quando você acredita não acreditando? Odeio isso. Odeio esperar, me enlouquece... prefiro saber das coisas logo de uma vez, são menos noites de sono perdidas, menos planos e menos milhões de calorias ingeridas.
Sinto que outra crise se aproxima, já começaram a aparecer os sintomas... as paranoias, os acessos de raiva, a fome incontrolável, o medo extremo, a vontade de me matar, a solidão devastadora... é horrível saber que se aproxima. Mas é pior saber que não posso evitar.
Ficar em casa me deixa mais instável (ao mesmo tempo que sair também). Só queria me ocupar, me esgotar a ponto de não pensar em nada... queria que isso parasse. Para completar, estou com problemas de saúde e tomando um bilhão de remédios, talvez tenha que fazer cirurgia. Odeio ficar doente.
Hoje fui fazer uma prova de mais uma vaga de emprego, estava fácil confesso, mas como sempre, fiquei em dúvida entre duas questões. Foi bom porque me ocupei e andei bastante, apesar do centro da cidade estar lotado e o calor insuportável. Para variar, saberei o resultado no fim do mês.
Me pesei ontem, e como esperava (rezando para que não) eu engordei. 47,8. Quando olhei para os números não senti nada (tipo fodas), mas ao mesmo tempo me deu uma vontade de chorar, me senti enorme, quis sair correndo até onde eu aguentasse... apenas me virei e fui pra casa. Tenho me sentido assim em relação a tudo.
Tenho comido... muito e mal. Pareço uma pessoa normal e eu odeio parecer normal nesse sentido. Me sinto gorda e feia, não queria me sentir assim, não o tempo todo.
Hoje peguei o ônibus com um amigo da minha irmã que mora aqui no bairro, ele bonitinho e fofo... mas ele nem olhou pra mim, nada. Me senti horrível, incapaz de despertar qualquer sentimento em alguém...
Tenho me sentido tão sozinha, mas ás vezes acho melhor assim. Meus relacionamentos nunca deram certo e isso pesa com o tempo. Eu torno uma relação amorosa, algo que deveria ser natural, uma completa catástrofe. Não sei porque faço isso, na verdade eu sei, mas não é bom falar. As pessoas ás vezes são cruéis demais. 



"Janeiro continua sendo o pior dos meses"

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

De volta... mais ou menos

Odeio finais de ano, de verdade. É sempre a mesma coisa, sempre a mesma pressão, o mesmo fingimento, a mesma droga. E como esse ano não podia ser diferente, eu surtei. É, surtei mesmo. Se eu fosse um pouquinho mais inconsequente, teria me matado na noite do dia 31...mas não sou, infelizmente.
Passei a virada do ano aqui em casa, descabelada e de pijama. Ficamos só eu e minha irmã até a meia noite, deu pra ver alguns fogos ( fiquei feito uma criança boba olhando o céu ¬¬') deu até pra esquecer por uns minutos de tudo... pra esperar algo realmente novo de 2014... mas eu caí em mim e voltei ao que sou, nada.
Comi, comi e comi... e claro, passei mal. Achei que meu estômago fosse explodir no dia 31, e apesar de tentar, não consegui vomitar nada, o jeito foi apelar para o plano B.
As coisas por aqui chegam a ser insuportáveis... não consegui nem escrever no blog, mal posso ouvir meus pensamentos. Minha irmã voltou do hospital já faz um tempo ( e isso, é claro foi uma coisa boa) mas as coisas voltaram a ser como eram antes, um inferno. Ela está totalmente recuperada, tanto que se eu dissesse as coisas que ela faz, muita gente duvidaria, ás vezes até eu não acredito. Ela ainda acha que o mundo gira em torno dela e se você não gira em torno dela também, sua vida vira um inferno. Meus pais, principalmente minha mãe, se tornaram súditos, e eu não achei que fosse viver pra assistir isso.
Eu, passo os dias trancada em casa (como de costume), dormindo metade dele, e tentando não enlouquecer ou matar alguém na outra metade, e não pensem que estou aqui porque quero, é o último lugar em que eu queria estar. Estou procurando um emprego ( já faz um tempo), achei que tinha até conseguido um, mas pelo visto estava errada, não sei o que há de errado comigo. Milhões de entrevistas, nenhuma ligação. Continuo procurando, e estou rezando pra conseguir ser aceita na faculdade...saberei o resultado no fim da semana que vem talvez e isso tem feito eu arrancar meus cabelos quase que literalmente. Estou comendo feito uma louca e só penso em como vou fazer pra emagrecer tudo isso que ganhei e o que eu tinha antes. Me sinto uma porca horrenda e fraca.
Esse ano preciso colocar as coisas no lugar. Preciso arrumar um trabalho e entrar na faculdade, preciso fazer amigos e voltar a me exercitar, preciso sair dessa casa que só me deixa mais deprimida, preciso começar a viver. Sinto falta de conversar, de ter amigos, de me sentir humana, viva...
Não consigo mais ficar desse jeito, parada, vendo a vida escorrer entre minhas mãos.