domingo, 21 de dezembro de 2014

A ficha caiu só agora enquanto lia uns posts sobre dietas.
Lá se vai mais um ano e eu ainda continuo comendo e depois me sentindo um lixo...
Desde que arrumei esse novo emprego tenho comido feito um boi e odeio isso. Eu NUUNCA comia em público pois morria (morro) de vergonha de mastigar e de começar a comer e não parar mais, mas mesmo assim, como lá no serviço ¬¬. Eu quis deixar essa coisa toda de lado, comer quando me desse vontade e não pensar nisso o tempo todo, mas não adianta. A noite é cruel. E a culpa também. E além de me sentir triste e sozinha, me sinto gorda também.
A muito tempo não me peso, mas vou resolver isso na segunda. Da última vez estava com 45,5 (uma vergonha pra quem queria fechar o ano com 40 kg). Sinto que engordei, sinto nas pernas, na barriga, em tudo. Ao mesmo tempo as meninas do meu trabalho ficam me zuando porque não tenho bunda nem peito. O resultado: me sinto uma obesa, sem bunda, sem peito, ridícula e descabelada (a transição tem mexido muito comigo). A única "notícia boa"? Tenho um emprego. Assim todos acham que estou bem. Mas a verdade é outra e preciso parar de escondê-la em biscoitos recheados e torradas. Dieta de emergência a caminho.

Meu cabelo como estou usando agora (ignorem minha coxa gorda ¬¬') 

domingo, 14 de dezembro de 2014

A vida anda um tédio: trabalho, comida, trabalho e mais comida. Finjo que não me importo em comer e que me sinto ofendida com bullying que sofro diariamente no trabalho por ser magra demais mas a verdade não é essa. Me sinto obesa. E mesmo comendo sem vontade e até frequentando praças de alimentação com as colegas do trabalho ainda me sinto do mesmo jeito aqui dentro. Horrível e vazia.
Semana passada foi o show da banda do atual da minha irmã e do meu ex também. Nesse mesmo dia as meninas do trabalho tinham combinado de ir comer depois do expediente (lá se foi a possibilidade de ir diva no show). Eu não ia, nem levei grana, mas insistiram e eu acabei indo (e consequentemente mudando meus planos). Cheguei em casa quase vomitando comi demais nojenta!, arrumei o cabelo, fui ao supermercado comprar bebidas, depilei as pernas, fiz maquiagem....foi uma loucura só. E mesmo tendo comido pra caralho, o vestido ficou bem em mim *-* fiquei tão tonta que nem tirei fotos, desculpe Ana. Mesmo a ponto de desistir e chorar, eu fui. Cheguei lá já bêbada, mas foda-se aquela era minha noite. Fingi que nem o vi, bebi pra caralho (o que foi ruim porque não peguei ninguém, o que ao mesmo tempo foi bom pois conhecia quase todo mundo). Um amigo dele (que era afim de me pegar) veio falar comigo dele pra me provocar, mas eu disse a ele que sabia que era recalque dele porque ele nunca me pegou hahaha (não é amor próprio, é orgulho mesmo). Depois a noite virou um terror, mas a culpa foi minha e eu já tinha ido embora. O que importa é que naquela noite eu me apaixonei por mim mesma só pra mostrar pra ele que eu superei. Mesmo não sendo uma verdade absoluta. A encenação foi impecável (afinal fingir é comigo mesmo).
De resto, quando não estou trabalhando estou comendo/ pensando em comida ou me sentindo sozinha/ abandonada e isso me deixa péssima. Com certeza engordei, mas tenho medo (e preguiça) de me pesar. Eu fiquei com meu amigo nesse tempo algumas vezes e ele meio que me pediu pra transar com ele mas isso estragaria tudo. Sem contar que ele tem namorada (e sim, está chifrando ela comigo. E sim, eu conheço ela e não estou nem fodendo). Eu gosto dele sabe, mas não tanto assim, não o suficiente pra me envolver com ele ao ponto dele saber quem eu sou de verdade (porque sou cheia de cicatrizes). 
Minha paixão súbita pelo meu monitor morre um pouquinho a cada dia e isso é bom. Não preciso me esforçar pois ele faz isso sozinho.
Ás vezes fico pensando em como o acaso não é bacana comigo, em como ninguém se interessa por mim. Me sinto sozinha. E um lixo. Mas claro, ninguém sabe disso. Somente vocês.

domingo, 30 de novembro de 2014

Primeiro queria agradecer as meninas que leem essa porcaria que chamo de blog. E Ana, fique bem, sei que ando sumida mas prometo encontrar tempo para conversar com você. Sei como é horrível se sentir assim. E se tenho que agradecer a alguém por ainda estar de pé, é a você *-*.
Ando um tanto desanimada e preocupada/ deprimida com esse novo emprego. Logo de cara, fomos recebidas com algumas caras de merda. Deus, como eu pude pensar que os adultos eram maduros o suficiente para serem ao menos educados...
Logo no primeiro dia, uma menina novata também arrumou confusão comigo e apontou o dedo na minha cara na frente de todo mundo. Eu poderia ter metido a mão na cara dela e perdido o emprego? Claro. Mas tudo que eu fiz foi chorar. Estava borbulhando de ódio e tudo que fiz foi chorar na frente de todos. Odeio ficar com raiva porque choro!!! Foi definitivamente o mico do ano. Tudo que eu fiz para parecer durona foi desperdiçado naquela tarde. E sabe o que foi o pior? Eu não fiz nada com aquela vaca.
No mesmo dia houve uma festa da empresa e eu fui arrastada pelas meninas que entraram comigo. Chegando lá, todos, eu disse TODOS estavam chiques e arrumados enquanto nós de uniforme. Não nos avisaram da festa e o lugar era muito longe então nem dava pra cogitar na ideia de ir em casa trocar de roupa. Eu queria era ter ido embora, mas acabei indo na onda das outras. Fomos o assunto da festa, mas depois da terceira caipirinha eu já nem ligava mais...
Além de tudo isso e do fato de eu estar perdidamente (é isso mesmo) apaixonada pelo meu monitor, mesmo sabendo que ele "namora" a minha monitora escondido pois a empresa não permite(droga, ele está me deixando maluca)ontem tivemos problemas com a supervisora e isso me preocupa. Sabe aquela pessoa amarga e nojenta? É ela. Se pudesse jogava ácido naquela cara de meerda e ainda ficava para assistir a cena. NOJENTA!!!! Foi tudo que consegui pensar a manhã toda. Ela nos escorraçou por coisa besta e me odiou logo de cara. Segunda sei que terei problemas, e sei que terei que mudar muita coisa se quiser continuar naquele lugar. Chega de não parar em empregos. Chega de brigar com todo mundo e não me adaptar. Chega! Precisarei de sorte, ou vou surtar de vez.
Quanto ao resto, tenho comido feito um boi. Desde o começo do mês estou vivendo de biscoito recheado. Me sinto uma porca!
Uma das meninas que entraram comigo fala pra caralho e vive falando que eu só como porcaria e que se continuar assim, vou estar rolando daqui a pouco. Como se eu não soubesse disso. Dispenso opiniões. Ao mesmo tempo que ela diz isso, diz que sou tão magra que ás vezes dá nervoso. Porra! O que querem afinal? Algumas pessoas me olham lá como se ser magro fosse algo errado, O QUE QUEREM AFINAL??? Ainda assim prefiro que digam que sou magra feito esqueleto (embora não veja isso) do que me chamarem de gorda.
Vou parar de comer merda e colocar uma fruta nos lanches lá da empresa. E preciso parar de comer compulsivamente no café da manhã. Me sinto horrível, gorda por dentro, enorme e obesa. Me sinto feia e idiota pois sempre estrago tudo. Minhas emoções andam uma bagunça... hora eufórica, hora nervosa, hora engraçadinha, hora deprimida... isso já causou impactos no meu trabalho e eu preciso me controlar. E rápido. Preciso parar de falar também. Virar um zumbi na verdade, é isso que querem lá pelo visto.
Só quero que esse ano termine, e rápido. Não aguento mais ='(

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

No. I do not have that right.

A calmaria (ou no meu caso apatia) não poderia durar para sempre...seria bom demais para ser verdade.
Vestir uma máscara todos os dias antes de sair de casa parecia mais fácil no início... pouco mais de uma semana no novo emprego e milhares que frustrações abafadas. Porque as pessoas tem que ser tão assim? Tão odiáveis?
Preciso suportar tudo isso. Pelo menos por 6 meses. Não posso me dar ao luxo de ficar sem trabalho.
Ontem á noite eu chorei como a muito tempo não fazia e hoje enfiei um garfo no meu pulso (coisa idiota. Eu sei!). por um momento eu não quis parar, queria ver sangue e mais sangue... eu queria dor... me sentir daquele jeito foi doentio mas foi confortante. Parei antes que alguém visse e fui me arrumar para enfrentar mais um dia... afinal, quem sou eu para surtar não é mesmo?
Sem muitos planos agora, apenas quero não enlouquecer. Seguir em frente como as pessoas normais fazem. E claro, ser magra. Ainda sonho com os 40 kg.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Finalmente (ou não) a prova será no fim de semana (não sério? ninguém sabe disso ¬¬' só passa em todos os jornais). Estou com raiva de mim mesma (óbvio) por não ter estudado o suficiente (para variar), e com raiva de ter que disputar quase que a facadas uma vaga na universidade. Esse ano não tenho opção, ou eu entro, ou eu entro!
Engordei e isso é uma merda, mesmo eu pensando "poxa eu tava comendo feito um boi, poderia ter engordado mais e não engordei" mas isso é uma desculpa ridícula que estou usando pra mim mesma há meses. Não cola mais.
45,1 voltar para os 45 me fez pensar nos 47 e nos 49.... não quero voltar pra lá!! Não posso. Vou começar fazer a ABC e está decidido.
Consegui um emprego e estou feliz e triste com isso. Feliz porque terei dinheiro e se eu não passar na Federal (o que vai acontecer) consigo pagar ao menos a matrícula da faculdade particular. E triste (na verdade com medo) por não saber como vai ser com as pessoas de lá. Eu preciso que dê certo, mas eu sempre estrago tudo... e isso é uma droga. Não posso estragar tudo de novo.
Além disso vou ter que tirar meus alargadores =(( e esconder o piercing do septo todo dia, mas vamos lá né...
Me sentindo um lixo e impegável (aquele tipo que cara nenhum quer), sério. Estou passando por uma "transição capilar" que nada mais é do que parar de fuder meu cabelo com um monte química e deixar ele voltar a ser cacheado (e volumoso, óbvio). Estou penando com meu cabelo e ainda não fazem nem 6 meses ='( mas eu estou querendo meu cabelo de volta há tempos...odeio depender de chapinha, química e afins... será um caminho difícil (ainda mais pra mim que me adoro SQN). Preciso conseguir, e emagrecer tbm... a idéia dos 39 não me sai da cabeça, mesmo as pessoas me chamando de palito (não sei onde).


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Alone...

E aquele terrível medo do futuro virar presente outra vez...
A prova está chegando e eu estou fazendo o que posso. O que não posso nem adianta tentar. Vou deixar para sofrer quando estiver com o resultado péssimo.
Essa semana meu ex ex ex namorado veio me procurar de novo. Eu iria ignorá-lo como tenho feito nos últimos três anos mas não deu. Perguntei o que ele queria e foi o suficiente para o meu dia ser destruído. Discutimos e ele me chamou de ignorante, disse que não posso odiá-lo para sempre e quando eu disse que ele era doente, podre e sei lá mais o que, ele parou de falar e sumiu. Eu também disse umas coisas pra ele, e disse pra ele me esperar sentado pois eu não vou ser "amiga dele" nunca, não depois de tudo que ele fez...
Fiquei tão nervosa, mal conseguia digitar as mensagens de tanto que estava tremendo, fiquei puta de raiva com ele e com a falta de noção dele. Como alguém pode ser tão hipócrita? Como?! Pra variar sonhei com ele essa noite, e não foi algo bom. Finalmente, tudo que restou dele aqui dentro foi nojo e ódio...eu esperei tanto por isso.
Me sinto tão sozinha, tão errada, tão sem graça... não tenho um relacionamento há tempos e os que tive foram horríveis. Fiquei com um "amigo" meu há algumas semanas e depois disso ele sumiu como se nada tivesse acontecido (odeio isso!).
Todos tem pegado no meu pé e enchido meu saco com : "nossa você está um palito" ,"vai comer menina", e minhas irmãs fazendo aquelas piadinhas de sempre... fico feliz em saber que fazem piadas da magreza, não da gordura, mas isso enche sabe? até porque tenho me achado normal e não tão maaagra como dizem. A sensação que dá é de que estão mentindo pra mim...
Ontem meu amigo do curso veio dizer (confessar na verdade) que está afim de uma garota lá da faculdade, fiquei tipo O.o e deixei escapar "mas ela é gorda!!" e é mesmo. Ele disse que não achava isso, me senti um lixo de pessoa (tudo bem que ela é branca, olhos verdes, cabelo liso, faz engenharia química na federal...). Naquele momento senti que tudo que eu fiz e faço até agora pra ficar magra e bonita foi em vão, não sei o que há de errado comigo. Não sou tão horrenda assim, ou sou?

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

E a vida vai passando...

Acho que é a primeira vez que venho aqui sem estar totalmente surtada.
Os dias passam e no fundo não fazem a menor diferença... implodir, é tudo que tenho feito. E evitar também.
Cheguei ao ponto de não me dar mais o direito de surtar, me cortar ou qualquer outro tipo de coisa. E não, isso não é sinônimo de um progresso, eu só não estou aqui agora. E quando estiver eu sei que vai ser uma loucura. Mas prefiro não pensar sobre isso agora.
A prova está chegando e eu não estudo, não me lembro de nada e ainda briguei feio com meu amigo do curso no início da semana. Estou sem emprego e o negócio do meu pai vai mal o que me deixou abalada (e culpada como sempre) mas como disse, prefiro não pensar em nada agora. Foi a melhor forma que encontrei de continuar viva. Pelo menos por enquanto.




quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Há quanto tempo não escrevo aqui...
Ás vezes é bom fingir que não tem nada de errado comigo. Dói menos.
Tenho evitado pensar, essa é a verdade. Quando os pensamentos vem eu os afasto e me desligo de tudo. Não sei onde estive todo esse tempo, e nem sei se quero saber. Se me permito um momento de sanidade sequer, fico a beira da loucura. E ficar louca não é a resposta, por mais que isso não faça sentido pra mim.
Depois de meses e vários altos e baixos (mais altos do que baixos na verdade), eu finalmente tomei coragem para me pesar. Olhei para os números e não senti nada por uns minutos, mas depois, me senti um lixo por não ter emagrecido e ao mesmo tempo aliviada por não ter engordado. Continuo nos 44, 7 e não sei dizer se isso é bom ou ruim.
Fiz vários exames nos últimos meses e quanto mais procuram, mais acham coisas erradas comigo. Anemia, problemas no intestino, gastrite... e para os meus pais (e para mim também) isso é sinônimo de dinheiro jogado fora. 
Não consegui um emprego, não tenho estudado mais, nem vivido. Se tivesse raízes, poderia me considerar um vegetal.
Ás vezes tenho uns momentos bons com os amigos do curso, mas esse momentos estão diminuindo e a cada dia que a prova se aproxima um abismo maior se abre entre nós e paira no ar a tensão e os olhares que dizem "eu sei que você não vai conseguir". Sei que não vou passar, mas como disse prefiro não pensar nisso agora. Poderia ter estudado mais... poderia ter estudado ao menos. Joguei mais um ano fora e foi deprimente completar 20 anos no mês passado sem nada pra contar.
Meus pais me cobram um emprego, a faculdade, um namorado, uma vida... mas eu não tenho nada disso e a vontade de mostrar a eles que eu posso, não é a maior que a certeza de que não posso e da falta de entusiasmo com tudo e todos.
Ontem fiquei com meu amigo que um dia foi "namorado". Eu só queria um colo, me sentir "alguém" na vida de outra pessoa. Liguei pra ele hoje, talvez para repetir a dose, mas não podemos virar rotina. Ele não fez muito caso, eu também não, quando o silêncio falou mais que nós dois desligamos e ele não retornou como tinha dito. Estou sendo possessiva, mas se ele ao menos fingisse que gosta de mim eu me sentiria menos inútil. Ele costumava fingir mais, não sei o que houve com a gente. Acho que não notei o muro que construí entre nós dois. Muro que eu não sei se posso derrubar agora.


sábado, 6 de setembro de 2014

Continuo na mesma miséria, fazendo as mesmas coisas...
Hoje assisti um filme que uma colega do curso me emprestou "The Wall" do Pink Floyd, e bem, minha vida se resume a vida do ator principal... ficar parada em frente a tv tendo devaneios e sonhos estranhos.
Na quinta, a "esposa" do meu primo tentou se matar enforcada, foi uma confusão só. Eu fui a única que compreendi porque a vida dela está um desgraça, ela só tem 16 anos, meu primo é um viadinho, pra completar eles tem uma filha pequena e moram com minha tia... enfim.
Isso tudo me fez pensar em suicídio novamente... as pessoas a minha volta vivem se matando (ou tentando nesse caso) eu já nem tento mais.
Todos os meus colegas estão eufóricos/nervosos/super nerds por causa do ENEM e dos vestibulares chegando, e eu, estou na mesma depressão paralisante que estava no início do ano. É assustador saber disso e que essa minha falta de estudos e de esforço diminuem mais ainda as minhas chances de passar  (minhas chances: -100%). Mas eu não posso pirar agora porque se eu começar, bem, não parar mais e talvez eu termine internada num hospital psiquiátrico com um monte de gente louca, como a menina que citei acima. Eu espero que ela saia de lá, e que melhore, porque no fim das contas, só os suicidas e os deprimidos se entendem de verdade.

                          "Você não pode entender o que você nunca sentiu".

sábado, 30 de agosto de 2014

A vida parece uma estação distante agora.

F-A-T! É só o que ouço em minha cabeça o dia todo e mesmo assim, ainda não parei de comer. Me sinto péssima. Péssima por ter horror a engordar meia grama sequer, péssima por continuar comendo sem pensar no quanto como e só depois me arrepender. Péssima por repetir tudo isso todos os dias...
Novembro chegando, o curso, de alguma forma a falta de terapia, de dinheiro, de vontade de viver... tudo isso tem me deixado paralisada (literalmente). É como se eu estivesse sonhando e tentando acordar, parece que estou fora de mim, assistindo a minha própria vida que não sai do lugar. 
Não tenho feito nada útil. Acordo, como horrores no café da manhã, faço umas tarefas domésticas, fico perambulando pela casa tentando me lembrar do que preciso fazer, como porcarias, tomo banho, vou para o curso (atrasada como sempre), fumo uns cigarros, não presto atenção em nada, volto pra casa e como horrores (de novo), fico fazendo nada na internet até de madrugada (ao invés de estudar), tomo banho e me deito (que é quando me lembro de tudo que devia ter feito durante o dia mas não fiz) deixo essas coisas pro dia seguinte, e bem, o dia seguinte é igual a todos os outros... E droga! Eu não me levanto, não mudo, não saio de casa, não fecho a boca! Eu vou ficando, ficando... empurrando a vida com a barriga e deixando tudo para mais tarde, para amanhã quem sabe...
E porra, porque eu não faço nada? Porque não paro de andar em círculos e dou um fim a isso tudo? Eu não sei. Só sei que me sinto presa, sem forças e por mais que eu grite por liberdade internamente, fazer qualquer coisa pra tentar mudar isso agora parece impossível. Eu sei, é loucura. Talvez eu esteja mesmo ficando louca.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Aquele desespero de sexta á noite que te inunda por inteiro e nem te deixa respirar direito

Outra vez estou nessa agonia de tentar correr atrás dos estudos do semestre que já passou, daqueles trabalhos atrasados, com a imensa culpa por ter comido demais ou por não ter um emprego, nem amigos de verdade...
Eu já disse que detesto o facebook? pois bem. Eu detesto. Ele só serve para mostrar o quanto os outros são felizes e sociáveis. O quanto estão vivendo e curtindo a vida enquanto eu estou aqui, comendo, vomitando, abandonando empregos, desistindo de tudo e me matando aos poucos...
Se alguém souber como sair desse buraco me diga, porque tudo que fiz até agora foi cavar mais fundo.
Acho que já disse isso inúmeras vezes mas insisto, a depressão é um monstro que se esconde nas sombras e nunca vai embora. Está sempre ali, procurando um motivo, qualquer que seja para entrar e fazer tudo se tornar um caos. Por mais que eu tenha me estabilizado por umas semanas e tentado encarar as coisas de outra forma não adiantou porque ela voltou e estou outra vez perdida e sozinha.
Sabe aquela vontade de mandar tudo pro caralho? De atear fogo na casa ou se atirar de uma escadaria pra ver se alguém percebe o quanto é horrível tudo isso? Ou então de sei lá, se internar numa clinica e viver dopada pra ver se assim te deixam em paz e talvez parem de te cobrar tanto?
Não é a primeira vez que penso nisso, e pelo visto, não será a última.

domingo, 10 de agosto de 2014

Sim. Se eu realmente pudesse escolher, não estaria passando por tudo isso...

Ontem foi o aniversário da minha irmã mais nova e teve uma festa aqui em casa (que eu ajudei a preparar) e sim...  eu comi demais. Por alguns segundos, no meio de toda aquela gente, dos assuntos inacabados "esquecidos" e é claro, de toda aquela comida, eu me senti confortável, mas por apenas alguns segundos. Depois vieram aqueles pensamentos, aquela sensação de que você vai explodir e a vontade de vomitar...
Eu odeio tudo isso.
Tenho tentado desviar o foco mas voltei a comer e a me sentir um lixo, preciso parar com isso. O vestibular está cada vez mais perto e eu não posso surtar agora...
Já estou há sei lá, uns dois meses sem terapia (parei de ir por falta de grana) não avisei a ninguém (nem a psicóloga) que pelo visto se acostumou com meu jeito de desaparecer do nada. Espero não precisar voltar.
Meus dias estão um tédio. Parei de trabalhar de vez e tenho que cuidar da casa (já que todos trabalham, menos eu). Eu gosto de ficar em casa sabe mas é ruim se sentir inútil e passar o dia fazendo tarefas domésticas, sem contar a falta de dinheiro e as pessoas te chamando de vagabunda... ás vezes eu queria ser abduzida ou algo tipo. Sumir... sabe?
Fiquei os últimos meses (estou ainda) no automático, e com o FODA-SE ligado. Mas nem sempre funciona.
O acontece é que não estou feliz nem triste. Eu simplesmente não estou nesse momento. Entrei naquele patético e lento período de "ver" as coisas com outros olhos, adquirir manias de limpeza para me ocupar e me acostumar novamente com a maresia e a incerteza que nos espera em todo recomeço. Porque afinal, minha vida se resume a isso... recomeços...


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Para variar...

A semana foi tediosa como sempre, sem nenhuma novidade. Acho que a crise de depressão está passando, ás vezes quero pirar e me cortar de novo mas não faço...
Fui ao curso 2x nessa semana, e ontem, quando voltava, encontrei um velho colega de turma meu, começamos a conversar e eu acabei mentindo pra ele dizendo que já estava no curso superior (não queria ter que assumir toda a minha derrota desde que não nos vimos então mentir foi algo automático e eu sei, preciso parar com isso) depois de tudo que dissemos, ele me deu os parabéns por conseguir entrar na faculdade (foi nessa hora eu engoli seco e tive vontade de me jogar do ônibus). Vim pra casa me sentindo um completo lixo porque além de não conseguir entrar na faculdade, eu ainda menti. Entre a vergonha e desilusão um acesso de força de vontade para fazer esse curso valer a pena tomou conta de mim, cheguei em casa comi horrores ¬¬' e decidi que se precisasse viraria a noite estudando. Mas como sempre... não consegui me concentrar por mais de dez minutos e acabei ficando nervosa e desistindo. Hoje acordei pensando nisso e decidi procurar um neurologista (já que a psiquiatra que estou indo é devagar quase parando) e eu não tenho tempo, nem paciência!! E se for TDAH mesmo eu quero logo os remédios, não posso desperdiçar outro ano da minha vida... Preciso resolver isso de uma vez ou nunca vou sair do lugar, o problema é que eles sempre focam na depressão aff', pelo menos não me separaram mais do Prozac suspenderam aqueles calmantes de cavalo (estabilizadores de humor) que engordam horrores...
Desanimada com desafio mas preciso fazer e conseguir. Meu pai pra me ajudar (só que não) comprou ontem uma CAIXA (siim, uma CAIXA) daquelas barras de chocolate Snickers (uma bomba de açúcar e gordura) deu vontade de por fogo naquela caixa, mas eu respirei fundo afinal acho que ele quis me agradar, sem contar que a culpa é minha por comer, não dele... logo agora que estou de TPM e loouca por chocolate ='( Preciso resistir. Me desejem sorte....


sábado, 19 de julho de 2014

Looking at life through the window

É o que tenho feito desde que a depressão me pegou. E eu sei que já devo ter dito isso inúmeras vezes mas é sufocante ver sua vida escorrendo entre os dedos e não fazer nada para mudar isso.
Depois de um mês de férias voltei ao cursinho (sem nenhuma vontade), comecei a inventar desculpas outra vez para não ir ás terapias e a vontade de ver os outros, de trabalhar, de andar por aí é menor do que de costume, isso antecede uma queda/crise e me assusta pensar que pode acontecer de novo, ainda nem me recuperei da última...
Semana passada fiquei doente e desmaiei na frente dos meus pais, não, não foi por causa da anorexia, ela ajudou um pouco, mas o problema foi outro. Fiquei assustada e com raiva (odeio ficar doente) achei por um minuto que teria que ficar internada, mas isso não aconteceu para o meu alívio.
Durante as férias eu tentei (sem muito sucesso e entusiasmo) estudar os conteúdos atrasados. A cada dia que passa, um misto de medo/ansiedade/apatia e raiva me dá uma pontada no peito, eu preciso entrar na faculdade. Mas ao mesmo tempo eu só queria viajar, conhecer lugares, pessoas (a da fobia social falando), outras culturas... acho que não nasci pra passar a vida toda plantada num lugar só, isso me mata.
Penso em tentar alguma faculdade no Rio Grande do Sul, seria lindo recomeçar em outro lugar... mas tenho medo de surtar sozinha...
A alimentação vai péssima, mas no meio de tanta comida,continuar com os 44,7 me deixou aliviada. Me sinto uma baleia, ás vezes tento usar uma roupa mais bonitinha mas nem rola... quero começar uma dieta que eu não estrague dessa vez. Vou começar na Segunda. Preciso emagrecer pelo menos 3,5 kg e se eu tivesse o mínimo de auto controle e vergonha na cara, já teria conseguido. Sou mesmo uma inútil.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Você me deu uma vida... Agora mostre-me como viver.

Meus dias estão meio completamente sem sentido (como sempre)... mas dessa vez algo mudou (graças ao aumento da dose do prozac). Não tenho mais surtos como antes, quando a agonia vem e eu começo a arder (literalmente) por dentro, não enlouqueço como antes. Espero que isso seja definitivo.
As terapias estão me deixando desconfortáveis. Sabe aquela fase em que você já disse tudo que tinha pra dizer, já chorou tudo o que tinha para chorar, já reclamou sobre tudo e todos e é hora de sair e começar a viver? Acho que cheguei nessa fase, mas ainda não consegui sair e viver. Algo me prende aqui nesse meu mundo amargo e solitário que eu criei pra mim, acho que é por medo de me decepcionar...
Ás vezes sinto uma raiva repentina de mim e da vida por estar aqui, de volta a estaca zero e não vivendo lá fora como os outros fazem. Quando criança sonhava em crescer pra viajar, montar uma banda (que nunca saiu do papel), conhecer pessoas, sorrir, escrever um livro,viver intensamente sabe? Mas nada aconteceu como eu sonhava (normal) e isso me machuca. Sinto uma pontada que me dói a cabeça e me dá vontade de sair correndo ou sei lá gritar até meus pulmões explodirem quando vejo fotos e vídeos de pessoas que fizeram tudo isso e mais, pessoas que vivem de verdade... não é inveja nem ódio (é siim), é só aquela pergunta "porque não eu?" ou então "porque minha vida é tão inútil e sem sentido?". Eu sei que a culpa é minha, mas não sei por onde começar... então fico aqui trancada em mim mesma e em meu quarto. Ocupando um lugar no mundo apenas...

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Muito tempo sem postar, nada de diferente para contar... Tanta coisa aconteceu, mas nada mudou por aqui...
Tratamento novo (agora só com o fluoxetina por enquanto) vamos ver no que dá, confesso que já nem me empolgo mais.
Fico esperando todos dias que algo mude de repente, que alguém me tire dessa coisa que eu chamo de vida, mas eu sei que isso não vai acontecer, e se depender exclusivamente de mim acho que nada nunca vai mudar. Me sinto acorrentada dentro de mim mesma, e sei que isso soa estranho e confuso, mas é a verdade. Me sinto sozinha, estranha, inútil. E de todas essas sensações, me sentir inútil é a pior delas. 
Os estudos vão mal, muito mal. Ás vezes penso em jogar tudo pro alto, mandar tudo pro caralho e me jogar num rio com uma pedra amarrada nos pés, mas por um motivo que desconheço, eu finjo que não me importo e que vou continuar tentando (mesmo estando farta de tudo isso), mesmo sabendo que vai ser inútil...
Preciso emagrecer, é fato. Tenho comido como um ser humano "normal" e isso é péssimo, sem dúvida. Meu aniversário é em Setembro e preciso chegar aos 40 kg até lá. Nem acredito que vou fazer 20 anos. Isso é triste. Pretendo começar a caminhar outra vez, mas a vontade de ficar o dia todo na cama ou jogada no sofá vendo qualquer merda que passe na TV tem me vencido. Pelo menos não tenho mais compulsões e estou abandonando de vez a bulimia. Acho que ainda estou nos 44 e alguma coisa, por enquanto não estou planejando nada, só tentando comer menos e melhor, não quero fazer planos e nem dietas de emergência, preciso mudar meus hábitos, meu modo de vegetar e de viver trancada em casa, mas isso leva tempo e requer paciência...




domingo, 25 de maio de 2014

Passei o fim de semana quase inteiro afogada no mundo do caos que são os transtornos de personalidade na tentativa de encontrar alguma saída, algum remédio que não me transforme em uma obesa mórbida.
Acho que a anorexia nunca me perseguiu nem me assustou como agora. Ela não me deixa dormir sussurrando letra por letra em meu ouvido 'G-O-R-D-A'! 
Não tive coragem de iniciar a medicação apesar de estar em crise, em praticamente todos os pacientes que fizeram o uso do remédio o aumento de peso foi significante. Como posso me tratar desse jeito?! Será que não entendem que não é apenas uma questão de vaidade?
O que vale mais afinal, a sanidade ou magreza? 
Por mais doentio que seja, eu fico com a magreza. Mas eu não queria precisar tomar uma decisão que afetasse todos a minha volta. Me olham como se eu fosse louca. O que sou de fato. Odeio ser um peso na vida alheia.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Bipolar? eu?

Foi esse o diagnóstico. Pelo menos por enquanto. Só de pensar nessa palavra sinto vontade de chorar.
Ontem voltei na psiquiatra que me deixou morrendo de ódio no mês passado. Eu não queria voltar lá nem em nenhum outro, queria apenas seguir (ou pelo menos tentar) como se não houvesse nada de errado, mas é impossível quando tudo está errado.
Voltei a tomar o Fluoxetina (o que é ótimo) e agora terei de encarar o Olanzapina (que se tornou meu inimigo mortal após ler a bula e relatos na internet de que engorda pra caralho). Acho que a parte em que dá vontade de levantar e jogar a cadeira em cima da médica é quando ela tem coragem de dizer pra mim que remédios não engordam porque não têm calorias, o que engorda é comer demais (?!) Como se ela não soubesse que os remédios principalmente os estabilizadores de humor (ou calmantes de cavalo como costumo chamar) tem o poder infernal de aumentar o seu apetite e diminuir de forma inacreditável o metabolismo.
Eu respirei fundo e tentei não surtar, afinal sei que ela está preocupada com a anorexia e com a minha "desnutrição" (onde ela viu isso?), sem contar que está claro que preciso de estabilizadores de humor antes que eu coloque fogo em alguém ou em mim mesma.
Ontem chorei antes de dormir como a muito tempo não fazia. Chorei de medo, de decepção, de raiva e vontade de fazer tudo diferente. É difícil aceitar a verdade quando você precisa encará-la e pior, sozinha. 
Não quero ficar mais gorda, tenho pânico de pensar nisso e a paranoia está me perseguindo o tempo todo, por esse motivo aceitei ir ao nutricionista. Quero saber nos mínimos detalhes como meu metabolismo funciona pra poder encontrar um caminho definitivo a seguir.
Apesar das vozes me enlouquecendo aqui dentro, fiz um compromisso de tomar os remédios certinhos por um mês (porque sempre começo e paro) para ver como meu corpo vai se adaptar e se vou engordar ou não. Se eu engordar, paro com os remédios e com certeza me tranco dentro de casa.
Eu odeio estar em minha pele e ter que tomar uma decisão tão delicada quanto essa. Preciso dos estabilizadores de humor para me controlar e parar de surtar, mas eu preciso ser magra para me sentir menos repugnante e não cometer suicídio. A magreza é meu único consolo nesse mundo podre e ridículo, não posso deixar que isso também me escape.


sábado, 17 de maio de 2014

Alone...

Hoje foi o segundo simulado. E como eu fui? péssima como sempre. Mas pelo menos dessa vez eu sabia sobre o assunto da redação (que ficou uma merda). 
Ontem à noite comecei a surtar e fiquei estudando até tarde (apesar de saber que seria inútil pois parece que tem um buraco na minha cabeça por onde as coisas que eu aprendo somem). Vi que estava pirando e tentei me acalmar, larguei tudo e roubei 3 fluoxetinas da minha irmã, tomei um banho e fui dormir.
Acordei atrasada como sempre ¬¬' estava com o estômago péssimo o que me fez beber apenas um suco desintoxicante e ir para o simulado. Chutei as provas de matemática e física inteiras e pelo visto vai ser assim o ano todo (maldita discalculia)! Não fiquei tão nervosa quanto no outro o que foi ótimo.
A volta pra casa foi um inferno, cheio de favelado fazendo baderna dentro do ônibus (bando de gente sem educação e cultura) minha sorte foi que por acaso encontrei minha irmã mais velha e viemos conversando. Arrumei briga com uma favelada e quase enfiei a mão na cara dela (mas fiquei com medo de apanhar rs'). Sério, qual é o problema dessas pessoas?! Enfim, não vou me indispor com esse tipo de coisa...
Semana que vem volto na psiquiatra e espero que ela não venha com esse papo de desnutrição extrema outra vez ¬¬' senão arrumo outra pessoa que me dê os remédios que eu quero/preciso. Estou quase aceitando a proposta da psicóloga de ir 2x na semana, ando tão bad e cheia de tudo, tenho vontade de desistir desse curso e me jogar de um viaduto todos os dias...
Terminei minha redação sobre cigarros, é o tema das próximas semanas. Tudo bem falar sobre o quão maldito é o cigarro, como ele mata e como as pessoas são idiotas por fumarem, não quando só você na turma inteira fuma e os outros te olham com nojo (como se eu adorasse fumar)...

O amor é outra grande farsa que só piora tudo. Quando você precisa onde ele está?! (Frase sem sentido algum, mas que me deu vontade de escrever).





quinta-feira, 15 de maio de 2014

Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha...

O fim de semana foi... definitivamente desnecessário.
Tentei estudar, não consegui. O que eu consegui, não me lembro mais. As coisas ficam soltas na minha cabeça e me confundo o tempo inteiro. (idiota!)
Meus pais viajaram o que era para ser algo ótimo, a não ser por mim. Briguei com minhas irmãs, com os namorados delas, briguei com meu cachorro, com as paredes e por fim me vi brigando comigo mesma (?). Eu parecia um louca, e claro, a comida sempre é o refúgio ou o "foda-se" da situação.
Tudo se acalmou (mais ou menos) externamente, mas aqui dentro, continuo enlouquecendo, o pior, é que eu estou estragando tudo, como sempre.
Mal podia esperar para o dia da terapia chegar, estou me sentindo mais segura lá sabe? Acho até que estamos criando um vínculo, mesmo algo gritando dentro de mim dizendo que aquilo não passa de puro profissionalismo, afinal porque alguém iria se importar comigo mesmo?!
Nunca me senti tão sozinha como agora. Sabe quando você olha pro seus pais, irmãos, colegas de sala, pessoas dentro do ônibus (?) e percebe que você não encaixa em lugar nenhum, que não devia estar ali, que não faria a menor falta? É exatamente o que sinto agora (multiplicado por 100). Às vezes acho que a depressão nunca vai me deixar em paz.

Nesse fim de semana tem simulado outra vez e já estou me preparando para o pior. Acho que a parte mais difícil disso tudo (ou não) é ver que todas as pessoas que converso são tipo muuito mais inteligentes do que eu. Fico com medo de respirar perto deles, me sinto uma porta ou algo do tipo, isso me deixa mais deprimida. Eu estou tentando de verdade aprender (só que não). Mas o que acontece é que na maior parte do tempo eu não quero nada disso. Não quero ter que me matar de estudar pra disputar uma vaga com outras trocentas pessoas, para no fim não conseguir. Não quero ter um diploma, uma casa e um bom emprego para ser aceita ou para me sentir menos repugnante. Não quero passar a vida toda tentando ser algo que eu sei que não vou conseguir e não quero ser... deprimente e pessimista? Exatamente. 
Ás vezes tenho medo de enlouquecer de vez e sair por aí falando sozinha ou gritando com os outros na rua como vejo algumas pessoas fazendo. Não quero isso.
Minha esperança agora é conseguir a Ritalina pra ver se eu consigo aprender algo até o fim do ano.
Acho que consegui emagrecer o que havia engordado com o remédio (ou pelo menos um pouco) ele me fez inchar horrores. Entre compulsões noturnas e dietas á base de suco verde, eu vou seguindo. Acho que nunca senti tanta vontade de comer porcarias assim na minha vida, ainda bem que não tenho grana (nessas horas é bom ser pobre). Espero que isso acabe semana que vem, acho que vou voltar com a fluoxetina, sinto falta dela. E de pessoas com sentimentos também.


sexta-feira, 9 de maio de 2014

De repente me vi comendo horrores. Outra vez...

Essa semana decidi definitivamente parar com esse maldito remédio que só me deu prejuízo. Em menos de um mês engordei quase 2 kg e isso é um horror. Não vou conseguir nunca me curar da depressão desse jeito, já que engordar me deixa deprimida!
Continuo indo á terapia e continuo querendo morrer. Minha terapeuta tem cobrado de mim atitude, e eu sei, é o que eu preciso. Mas sabe quando a decepção com a vida é tão grande e a depressão parece te amarrar na cama? Estou assim. Não sei como não larguei o cursinho até hoje.
Meus dias estão passando e eu fico aqui olhando os meses terminarem e começarem... 
Tenho ido ás aulas e só. Em casa não estudo, lá não presto atenção (não consigo!) e eu sei que vou me foder no vestibular se continuar assim. A boa notícia? Fiz amigos. Pelo menos é o que acho... 
Não sei porque faço isso mas toda vez que faço novos amigos minto para eles. A princípio tento ser uma pessoa diferente do que sou de fato, mas não adianta. Tenho medo de não me aceitarem assim pessimista (deprimida), sem vida social, fumante e falando palavrão o tempo todo, mas sem querer acabo sendo eu mesma. E acabo falando merda também. Tenho que parar de ser tão impulsiva e mentirosa. Mas no final todas as minha mentiras se tornam verdades mesmo...
Essa semana o professor de redação (que me dava um medo horrível) me chamou para conversar (ele estava fazendo isso com a turma toda) fiquei com medo, achei que ele ia me escorraçar pela nota do simulado (que foi péssima)... mas não era esse o motivo da conversa. Conheci um outro professor... aproveitei a oportunidade e falei com ele sobre minha dificuldade com algumas matérias e sobre como foi meu ensino médio totalmente conturbado (pela depressão) mas não falei que tinha depressão. Ele compreendeu e disse pra eu falar com os monitores e que estaria a disposição para me ajudar. Disse também que queria me ver participando (sou muito tímida) rs'. Isso me deu força para continuar, agora o resto é comigo (a parte mais difícil, claro). Tirando umas pessoas (que eu estou quase matando lá da sala) o cursinho está sendo bom pra mim...
Hoje, eu até consegui me controlar na comida, mas á noite, fodi tudo. Mudei de humor do nada e isso me deixa completamente descontrolada. Quero (PRECISO) começar uma dieta na Segunda- feira... que tudo dê certo e que a ansiedade não me engula.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Eu realmente acreditei por um instante que as coisas poderiam mudar.
Estou odiando o novo tratamento. Odeio o fato de ter que me tratar. Engordei horrores e sei disso só pelo fato me olhar. Os episódios de euforia, ansiedade e depressão estou voltando a tomar conta de mim e por mais que eu odeie dizer isso, as compulsões estão voltando e penso na maldita comida o tempo todo.
Tirei ontem e hoje para estudar, mas nada. Não consigo me concentrar. Parece ter uma zona em minha cabeça que não me deixa pensar. Isso me irrita. Além claro, da comida, que parece um fantasma a me assombrar até nos sonhos. Durante o dia, como feito louca, á noite, sonho que estou obesa mórbida. O inferno voltou. E os pensamentos suicidas também. E os ataques de ódio...
Como eu odeio ser eu. Como eu odeio a maldita depressão e o monte de remédios que coleciono mas que nunca funcionam. 
Quando é que eu vou começar a viver de fato?!




quinta-feira, 1 de maio de 2014

E quando eu finalmente me dei conta, era tudo sobre a anorexia.

O feriado da páscoa foi um desastre. Aqui nunca fomos de comemorar nem trocar chocolates e justo esse ano foi diferente. Acho que é por causa das minhas irmãs e seus namorados... Além de me sentir ridícula por não ter a capacidade me manter alguém por perto, ainda me entupi de chocolate e não estudei nada!
Esperei terça-feira chegar com uma ansiedade fora do normal. Eu nunca gostei de ir a terapia mas agora, vejo que isso talvez possa me ajudar. Falei para a psicóloga que não queria tomar os malditos remédios que a psiquiatra me passou porque eles simplesmente engordam! Acabamos por falar da anorexia, e ela não me cobrou uma recuperação, até porque não estou lá para isso. Não vou me amar como sou e vou me odiar ainda mais se engordar. Ela compreendeu.
Como as duas tem contato elas discutiram por telefone e a psiquiatra enfiou na cabeça dela que eu tenho anorexia e que estou morrendo por isso (talvez em partes ela tenha razão), mas no momento estou gorda como um boi e comendo quase tudo que vejo pela frente. Se ela continuar com essa coisa de anorexia na próxima consulta, eu saio e procuro outra pessoa. Nunca mais falo disso pra nenhum psiquiatra. Sinto tanta falta da fluoxetina...
O cursinho vai péssimo. Fiz novos amigos e isso é ótimo, mas me sinto horrorosa quando estou perto deles além de burra claro, porque são todos nerds. Não sei mais o que faço pra me concentrar e estudar em casa. Se dependesse de mim, ficaria na cama por semanas, não sinto vontade de fazer absolutamente nada. Viver está me cansando, queria me desligar somente, sem sentir.
Tenho pensado seriamente em tomar ritalina só até eu passar no enem. Conheço um cara que fez isso e conseguiu. Estou pensando ainda, afinal tenho praticamente todos os sintomas de TDAH me sinto um asno.
Não me peso há um mês e estou morrendo de medo de fazê-lo, não quero ver aqueles malditos números, mas preciso encarar a verdade. Talvez o faça amanhã.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Paroxetina e Olanzapina, eu definitivamente não preciso ser mais gorda.

Hoje fui ao psiquiatra depois de muuito tempo. Minha psicóloga me indicou uma psiquiatra que ela disse ser muito boa.
Tipo, ela olhou pra minha cara e disse "está óbvio que você tem T.A" (novidade!). A princípio (e até agora) estou meio que odiando ela. Não queria essa atenção toda voltada para o T.A, mas também quem mandou eu falar demais. Ela meio que sabia disso antes de eu falar sobre alimentação. Só pelas doenças físicas (problemas no intestino e a esofagite) ela já lançou logo a hipótese. Disse também sobre um possível transtorno bipolar(??) ou talvez boderline, mas que só quer ver isso depois que eu for a um nutricionista e começar a comer ¬¬'.
Voltei para casa aos prantos (literalmente) me imaginando uma baleia com obesidade mórbida rastejando por aí! Eu definitivamente não preciso ser mais gorda! Só que por um lado eu quero viver de verdade, já que estou viva. Estou cansada dessa maldita depressão que não me deixa nem pensar, mas tenho certeza que se eu engordar vou ficar pior!
Pensei em ir ao nutricionista e ver o que vai dar. Talvez fazer umas modificações na alimentação que está péssima e nada saudável, pelo menos até eu conseguir passar na faculdade, já que segundo a psiquiatra, minha extrema falta de concentração, depressão e sono péssimo, é tupo por causa da anorexia.
Ela me receitou Paroxetina e Olanzapina pra eu tomar, mas quando li a bula e pesquisei na internet vi que o tal Olanzapina (Zap) engorda e não é pouco segundo aos relatos. Depois vi que o tal Paroxetina (similar ao Prozac)  também engorda! Estou em pânico! Não sei se testo os remédios ou se nem começo a tomá-los, eu não quero ficar mais gorda!
Alguém já tomou algum desses remédios? Engorda mesmo?
E o melhor dessa história? Ainda não disse nada com ninguém da minha família e nem pretendo.
Porque eu não nasci normal porra?


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Confusa

As coisas não vão bem. Continuo no cursinho, com um esforço enorme para não desistir como sempre faço.
A cada dia que passa me apaixono mais pelo garoto da minha turma. E a cada dia que passa, percebo o quanto somos diferentes e o quanto eu não desperto nenhum tipo de sentimento nele.
Amanhã tenho psiquiatra, e estou com medo. Na última consulta com minha psicóloga ela disse que talvez eu precise tomar Ritalina (um remédio para quem tem TDAH) já que não consigo me concentrar por nada e meu desempenho no curso está zero. Dia 26 tem o primeiro simulado e isso me assusta.
Em casa as coisas estão um inferno. Minha mãe é totalmente bipolar, não dá a mínima pra nada e só sabe me criticar. Minhas irmãs andam nervosas e como eu explodo á toa... os conflitos são quase inevitáveis.
Hoje faltei do cursinho, tive uma tarde compulsiva e ainda umas crises de raiva. Do nada fiquei deprimida e odeio isso, de verdade.
Amanhã tenho uma entrevista de emprego, e mesmo sem a menor vontade de trabalhar, eu vou. Preciso de grana pra comprar os remédios, pagar minha psicóloga (já que estou indo de graça pois não tenho de onde tirar dinheiro), enfim preciso me sustentar já que minha mãe não suporta mais isso e faz questão de me dizer.
Me cansei de ser um peso, a vida me desanima profundamente.
Sobre minha alimentação, já nem sei mais o verdadeiro significado da palavra dieta. Ás vezes como pouco, ás vezes demais (tipo hoje) e isso tem que parar definitivamente. Eu preciso ser magra. Não tenho opções.



sexta-feira, 4 de abril de 2014

É só eu dizer pra mim mesma "estou de dieta", que sinto vontade de comer até os dedos. Tentei começar a Skinny Pink Diet, que eu achei ótima por não ter cardápios prontos. Comecei no dia 01/04 e esperava ir com ela até o fim do mês, ia dar certinho. Esperava... Vou começá-la outra vez, afinal acho que a vida é isso.
O cursinho está meio aos trancos e barrancos. Entre aulas que mais parecem grego e alemão, eu tento não surtar e colocar na minha cabeça que não é tão difícil assim. É impossível mesmo. Preciso sobreviver as exatas só mais esse ano e se tudo der certo (porque tem que dar), vou me livrar do fantasma dos números que me persegue desde o colégio. O difícil vai ser não pular de uma ponte até lá.
Entre crises de depressão profunda e momentos de expectativas eufóricas eu vou levando...
Minha mãe declarou guerra contra mim há algumas semanas, e agora ela resolveu ser a vítima (o pior papel que ela poderia ter escolhido). No início da semana ela conseguiu me tirar do sério. Quase tive uma crise daquelas de quebrar as janelas, mas vi que era justamente isso que ela queria. Fingi que não era comigo e que não estou me importando nem um pouco com fato de que minha mãe (aquela que devia me dar apoio) só sabe fazer com eu me sinta a criatura mais inútil e repugnante do planeta Terra. Amanhã ela e meu pai viajam, voltarão no domingo á tarde, mas pelo menos terei 24 horas de paz. Preciso fazer a redação da semana, terminar umas atividades, revisar a matéria e assistir umas vídeo- aulas. Espero conseguir.
Está difícil me organizar e eu preciso me dedicar mais. Sabe quando o desânimo é tão grande que dá vontade de chorar quando o dia amanhece e depois de se levantar você passa o dia andando em círculos tentando lembrar o que tinha que fazer primeiro e acaba não fazendo nada? Essa sou eu. Ás vezes me sinto em outra dimensão.



sábado, 29 de março de 2014

As coisas continuam na mesma. O cursinho tem consumido todo o meu tempo e energia. Tenho comido mal e preciso mudar isso. Bom, pelo menos não tenho compulsões e não me corto há semanas (mesmo ás vezes sentindo vontade). Quando a depressão quer atacar, tento respirar e não pensar em nada. Estou farta das rasteiras que ela me dá.
Estou tentando organizar uma rotina de estudos, mas está complicado (concentração zero), tenho que correr atrás do prejuízo e estudar mais a fundo as matérias que não vi na escola para pelo menos alcançar a minha turma. Terei que fazer isso por mim mesma.
Hoje comi porcarias demais =( e tive uma crise de consciência quando comecei a visitar os blogs. Vou tomar uns lax pra "compensar" (diminuir a culpa) e vou pensar em alguma dieta pra fazer. Mas nada de cardápios prontos.
Fiz uns amigos no cursinho e isso é bom (eu acho) mas ainda me sinto desconfortável, feia e burra quando estou lá. Já consegui uns olhares tortos, acho que pelo fato de eu ser a única fumante no meio de um monte de "nerd's" e "patricinhas", mas fodam-se.  A turma é uma bagunça e entre pessoas soberbas e aparecidas, a imaturidade prevalece. Estou tentando ficar de fora dessa, mas ás vezes é complicado. Estou odiando as aulas de inglês, o método que a professora usa é o de "espremer" os alunos na frente dos outros. Ela diz que isso mexe com o emocional das pessoas e os resultados são melhores. Eu discordo. Não do fato de mexer com o emocional (porque pagar mico em público é traumatizante), mas com o fato de trazer bons resultados. Pelo menos comigo isso não deu certo.
O pior é que estou me apaixonando por um garoto da minha sala. Além dele ser mais novo, de ter namorada e de não me dar a menor bola, ele é super inteligente (mais do que eu pelo menos, o que não é muito difícil né). Tudo bem porque eu tenho namorado mesmo (pelo menos é isso que pensam) e é melhor assim. Não quero que ele, nem que ninguém desconfie de nada. Quero parecer normal, neutra.
Passei a tarde estudando (ou pelo menos tentando) e vi o quanto tenho pela frente. Ás vezes me desespero só de pensar. Ainda não consegui um emprego e estou sendo quase crucificada por isso. Mas por enquanto, paciência. 


domingo, 23 de março de 2014

Comecei a fazer o cursinho na Federal há duas semanas. No início, fiquei mega ansiosa, com medo, mas com expectativas boas disso tudo, afinal daí pra faculdade, era só mais um passo.
Nos primeiros dias não fiz amigos, as pessoas lá são muito individualistas e se acham superiores demais. É insuportável, sério. Ainda tem umas meninas magricelas e bonitas (que sabem disso) e que ficam se exibindo, mas eu tentei relevar e manter o foco no cursinho.
O problema (além daquele povo todo insuportável) são as matérias. É coisa demais! Minha escola era péssima, perdi quase um ano por conta da depressão e isso me atrapalhou muito. Fiquei desesperada (estou ainda). Entrei em crise de novo. Queria voltar pra casa correndo e me esconder, desistir de tudo, como sempre faço... me matar. Surtei geral (a ponto de arrancar os cabelos).
Foi aí que decidi voltar para terapia. Precisava de ajuda profissional. Eu não queria (não posso) desistir outra vez, não tenho esse direito. Minha terapeuta me disse pra eu não sair, que estou no melhor lugar que eu poderia estar, que era pra eu conversar com meus professores (de matemática, física e química) sobre a minha dificuldade e minha possível discalculia (só pra completar) porque existem projetos lá dentro e que poderiam me ajudar. Disse que eu tenho que sair da minha zona de conforto, e ela tem razão. Só que é complicado.
Ainda não tive coragem de falar com meus professores (são tantos), estou tentando conhecê-los um pouco melhor. Sem contar que estou morrendo de vergonha de ter que assumir minha burrice, com medo de alguém ouvir, sei lá. Só de pensar nisso me desespero...mas preciso tentar.
O lado bom disso tudo? Emagreci!! Sim!! Não foi muito, mas já da pra perceber e foi a única coisa que me alegrou até hoje, e que me fez persistir. Me pesei no início da semana (44,4 eu acho) não acreditei muito, foram tipo 3 kg em poucas semanas. Mas tomara que seja verdade.
Tenho comido mal confesso, mas aquelas compulsões malditas quase não existem mais. Ás vezes exagero um pouco, mas como tenho andado muito acho que compensa (mentira inventada por mim pra me confortar). Só estou tentando não pirar por mais isso também.
Ontem passei a tarde toda chorando porque não estava conseguindo escrever a redação da semana (meu professor é um carrasco, isso me deixa nervosa e com ódio), por fim quando já estava quase matando um, minha irmã me convenceu a parar e sair um pouco pra beber e fumar uns cigarros. Foi bom (tirando a parte em que me obrigaram a comer pizza e fritas, e quando vi uma vadia que eu realmente não precisava encontrar). Enfim, terminei a redação bêbada quando voltei pra casa (que ficou uma merda para variar), mas fodas! Eu tenho que parar de deixar as pessoas me abalarem tanto assim. Vou acabar enlouquecendo.
Eu só preciso de inteligência (ou de autoconfiança). Preciso literalmente enfiar a cara nos livros mas não consigo, não consigo me concentrar, nem pensar em nada.




sexta-feira, 7 de março de 2014

Queria escrever aqui apenas quando tivesse alguma novidade ou algo útil pra dizer, mas isso ainda não aconteceu.
Meu carnaval foi basicamente filmes e carboidratos. Tem sido dias complicados, a trégua da parte de minha mãe acabou. Eu sabia que isso não duraria muito tempo, mas ela bem que podia esperar mais um pouco. Ela tem me torturado psicologicamente ( faz isso como ninguém) por eu ainda não estar trabalhando, e por que quero dar prioridade ao cursinho da faculdade. O que ela quer afinal? Que eu largue os estudos outra vez pra me enfiar num emprego de merda, ficar deprimida, ter uma recaída, me trancar dentro de casa pra depois de tudo isso ela vir me dizer que eu não precisava trabalhar porque não estamos passando fome?! Resumi 2012 agora, e honestamente, não quero revivê-lo. Eu sei que as coisas não são fáceis, e como sei, por isso mesmo estou tentando ir devagar e não surtar de novo. Odeio ser um fardo.
No meio disso tudo, tive uma conversa com meu pai, dessas rápidas, mas que foi o suficiente pra eu aquietar meu espirito. Eu adoro ele, sério. Ele me apoiou e disse pra eu fazer o que eu achasse melhor pra mim, e que se desse errado, eu poderia tentar de novo. Era só o que precisava ouvir. Será que é tão difícil assim pra minha mãe me dar um pouco de apoio pelo menos uma vez na vida? Nossa relação só fica pior.
Essa semana vi meu autocontrole se atirar pela janela. Maldito seja.
Tive um dia(s) compulsivo(s), estou á base de lax há três dias e isso é uma droga. Amanhã, talvez vou reencontrar o D*** e não quero estar uma obesa mórbida. Como eu queria ser mais bonita =(
Já faz um tempo que não me peso, desde o mês passado, por um mix de medo e desânimo, não gosto da reação que aqueles malditos números causam em mim.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Isto está certo mesmo?!

Nenhum garoto nunca foi embora tão rápido. Uma noite, e mais nada. Ele ainda levou minha blusa de frio preferida. Odeio garotos.
Eu aqui, morrendo de preocupação, achando que ele havia cometido suicídio ou algo pior, e ele se divertindo... Custava responder a porra da mensagem?!
Me pesei, 45 e algumas gramas, não acreditei. A balança estava meio estranha, e pra completar, devorei uns (muitos) cookies de cacau e aveia á tarde. Malditos cookies, malditos garotos.
Acho que o prozac começou a fazer efeito. Não tenho tido compulsões, pelo menos não como antes e isso é ótimo. Mas a depressão está espreitando, chegando assim, como quem não quer nada. Posso sentir.
Estou tentando, de verdade, resistir. Eu preciso conseguir. 
Hoje coloquei dois vestidos que jurei que usaria quando alcançasse minha meta. Eles estão melhores em mim que antes, mas ainda não é o suficiente. Me sinto menos inchada e minha barriga está visivelmente um pouco menor, isso me deixa tão eufórica... pensar que posso, se me esforçar e entender de vez que não preciso da comida pra me consolar.
Quero ser magra e ponto. Não meio magra, só magra.
Tenho pensado muito nele... droga. Será que eu nunca vou aprender? 
Fico aqui esperando um telefonema, uma mensagem, uma explicação (que ele não me deve), um sinal de fumaça... que pelo visto, não virá. Como eu queria ir embora desse lugar que só me traz desamores.



domingo, 23 de fevereiro de 2014

Mal posso acreditar... depois de tanto tempo sem fazer um nf ou lf digno, consegui. São exatamente 20:03 hrs e foram 171,5 kcal ingeridas no dia \o/. Meu estômago dói e estou suplicando silenciosamente pra que minha irmã não invente de cozinhar nada. Tenho pensado no D**** mais do que eu gostaria ou deveria. E apesar de fazer pouco tempo que não nos falamos, sinto falta dele. Na verdade, me sinto abandonada, como se ele nunca mais fosse me procurar... No fundo eu temia por isso.
Mandei uma mensagem pra ele e nada. Eu sei, eu sei... isso é meio doentio. Ás vezes me dá vontade de comer tudo que eu encontrar pela casa, mas não posso fazer isso comigo mesma. Estou me sentindo um pouco fraca e com dor de cabeça (como antigamente), é ruim, mas ao mesmo tempo é bom saber que isso significa dizer não á comida.
Estou preocupada, na verdade muito preocupada, minha irmã disse ontem que depois que saímos, na sexta, o D*** voltou pra casa e teve uma briga feia com a mãe dele, depois saiu ás cindo da manhã e sumiu. Estou com medo dele ter feito alguma merda, ou de estar na casa de alguma garota, bêbado e transando com ela, o que não deixaria de ser uma merda. Sei que mal nos conhecemos, mas não paro de pensar nele, e no possível fora que levei. Droga! Odeio me sentir assim.




sábado, 22 de fevereiro de 2014

Apaixonada?!

Ontem saí com minha irmã, fui conhecer o tal garoto que ela queria me apresentar faz tempo e que eu achei que já tivesse desistido porque demorei demais...
Me corroí a semana toda de angústia por causa desse dia. Preferi ir no fim de semana pra ter tempo de me preparar psicologicamente e fechar essa boca maldita minha.
Fui morrendo de fome (e de medo) encontrá-lo, estava orgulhosa por ter conseguido ingerir menos de 500 kcal no dia (coisa que para mim virou milagre) mas ainda me sentindo uma gorda/ridícula. Imaginei ele correndo, nunca mais falando comigo, inventando qualquer desculpa para ir embora enfim... essas coisas de gente paranóica e sem um pingo de amor próprio. Fui assim mesmo. Queria acabar logo com isso. Chegando lá dou de cara com filho da puta do meu ex, que quando me viu quase teve um troço e deu logo um jeito de ir embora. O tal garoto chegou logo depois, bêbado. 'Menos mal' pensei, porque assim ele não notaria o quanto sou feia pra ele.
Ele é tão branquinho, tão fofinho, tão magrinho e tão alto... me senti uma obesa mórbida perto dele. Conversamos muito (enquanto eu devo ter fumado uns 200 cigarros de tanto nervoso) falamos sobre tudo, e depois de algumas horas conversando ficamos, e bem, foi meio atrapalhado mas foi bom. Ficamos agarradinhos feito aqueles namorados de longa data (porque estava fazendo um frio inacreditável) e mesmo com as vozes na minha cabeça quase me enlouquecendo, me senti bem do lado dele, era como se nos conhecêssemos há tempos...Cheguei em casa ás 4:00 da manhã.
Marcamos de nos ver hoje, mas não fui. Porque? não sei. O fato dele conhecer todas as pessoas que fizeram parte do meu passado sombrio (e que eu odeio) não me tira da cabeça que ele talvez possa ser igual a eles, e só de pensar em viver tudo aquilo novamente... Acho que estou entrando em crise de novo, ando tão aflita. 
Não sei se nos veremos, nem se ele gostou mesmo de ter ficado comigo. Só sei que agora, acabei de comer um cachorro quente (com pão integral, como se isso fosse algum tipo de consolo) e estou me sentindo uma gooorda! Não quero me apaixonar. Eu não reajo bem quando gosto tanto de alguém.




terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Como explicar o inexplicável sem ser mais um clichê?
Só sei que não é assim nos filmes, não é um clipe musical e ninguém escreverá um livro em memória de mim.
Morrerei assim, encoberta, anônima, em um caixão parcelado no canto mais barato de um cemitério qualquer e com anos e mais anos jogados no lixo. Sim jogados no lixo, porque desde que me enfeiei nesse buraco, arranquei os ponteiros do meu relógio e nem sei mas que dia é. E não, o preço que pagarei com juros na velhice(se lá chegar), não será em nome da diversão ou dos anos maravilhosos que é a juventude. O preço será por cada caloria contada, pelos remédios testados, bebidas, cigarros, brigas, e insônias. O preço que pagarei será por todos os anos que passei trancada me destruindo, olhando pela janela com medo de sair e não ser aceita.
Escolha minha? Talvez. É, por ter me rendido ao invés de escrever um livro sobre superação. Predisposição? claro, essas malditas heranças genéticas que só sabem nos passar o que não será necessário, nem desejado. Mas mesmo assim, a genética não é a culpada, já que eu poderia dar um jeito nisso com "simples" força de vontade. Mas isso não é sobre ser o melhor que podemos ser, nem sobre ver o lado bom das coisas.
Talvez eu seja extremista em dizer que não há nada de bom nessa vida, nem no pôr-do-sol, ou nas flores. Talvez sejam extremistas os que dizem ser o maior presente da vida o pôr-do-sol, ou as flores.. não sei. E se soubesse, de pouco adiantaria.
Estamos aqui pra morrer, e ponto. E o que se faz enquanto esperamos a vida nos surpreender com formas lentas ou inusitadas de se partir é que "define o que somos", pelo menos é o que dizem. Se for assim, escrevam em minha lápide "não viveu, foi nada" por favor.
Mas isso não é sobre morrer, ou sobre tentar incessantemente fazer sua existência valer algo. Nem sobre um amor, que vem e tira tudo do lugar sem botar de volta, ou se quer sobre um outro amor que vem e bota tudo no lugar quando não se espera e te faz querer acordar todas as manhãs. Isso não é sobre passar noites em claro soluçando, ou vomitando. Nem sobre esconder cortes e viver de mentiras.
A verdade é que hoje, quando senti aquela brisa de início de manhã bater em meu rosto, senti um aperto, daqueles que sufoca, pensando no que faria com os anos que ainda me restam.




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Céu desabando, atraso e compulsão.

Hoje foi um dia bem estressante. Minha mãe me obrigou a levar minha irmã ao médico. Fiquei chateada porque:
1º Ela nem me perguntou se estava tudo bem pra mim, só pra variar um pouco. Disse 'você vai com sua irmã' e ponto. Com aquela cara de 'você não tem mais nada pra fazer mesmo'...
2º Ela já tem 17 anos, e nessa idade eu trabalhava, estudava, ia ao médico sozinha e tinha que resolver minhas coisas... porque ela não?! 
3º Hoje foi (seria) meu primeiro dia de aula e eu não queria me atrasar, mas foi o que aconteceu. O atendimento demorou horrores, eu ainda tive que passar na farmácia e um cara Filho da Puta com uma blusa da Igreja Universal se achou no direito de me parar (eu estava literalmente correndo no meio do centro) e ficar me dizendo uns desaforos (tipo você vai queimar no inferno se não se arrepender e blá blá blá) olhando para os meus piercings e pra eu toda... senti vontade de mandar ele ir tomar no cú mas estava atrasada demais e disse a ele que já sabia, me virei e fui embora. Eu respeito as religiões, de verdade, desde que respeitem o meu espaço. Ninguém tem o direito de julgar ninguém só pelo jeito como ela se veste. ¬¬' isso me tira do sério. Enfim... fui pra casa correndo, tomei banho, tomei um suco verde e saí feito doida porque estava em cima da hora. O trânsito estava péssimo e pra completar, o céu desabou. Sério, com direito a raios e trovões... foi um caralho estar dentro daquele ônibus lotado, quente e que ainda estava me molhando. Senti vontade de correr, de berrar, de chutar aquele pessoal que ficava reclamando, mas fiquei lá, lendo meu livro. Essa tortura durou 3 intermináveis horas. Meu curso era ás 18:00 e ás 20:00 eu ainda estava dentro do ônibus. Perdi a paciência e perto da faculdade, desci e peguei o ônibus de volta pra casa (nem ia adiantar eu ir mais) estava irada, transtornada, indignada com tudo isso, mas acontece... Cheguei aqui pensando que seria eliminada depois daquela prova horrenda para entrar e de tudo que eu passei, fiquei imaginando um monte de merda... cheguei aqui e lógico (como assim lógico? isso não devia acontecer!) comi. Não foi uma COMPULSÃO em si, na verdade foi, porque pelo menos para mim, ingerir mais de 500 kcal em menos de uma hora é uma compulsão. Me sinto horrível, não posso comer feito louca toda vez que me decepciono ou passo raiva porque isso acontece sempre. Amanhã tenho consulta e vou pedir ao médico pra me passar algum ansiolítico ou antidepressivo pra eu voltar a tomar(já que parei por conta própria e as receitas venceram), não quero continuar assim.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Estou num daqueles dias estranhos... parece que estou fora de mim, ou que estou sonhando e logo vou acordar. As horas custaram passar e eu estava com o estômago péssimo devido ao uso exagerado de laxantes ontem, mas mesmo assim comi demais. Estava indo tão bem... planejava baixar mais as calorias diárias, não sei o que me deu (na verdade sei). Exagerei nos últimos dias mas não deixei de anotar nada do que comi, eu precisava encarar meus excessos. Há um tempo atrás, na primeira escorregada eu apelava, jogava tudo pro ar, desistia, comia feito louca, me cortava, enfiava o dedo na garganta, chorava, enfim... e tudo se repetia, como um círculo vicioso. Dessa vez não vai ser assim. Estou tentando não entrar em pânico pelas calorias desnecessárias ingeridas, não me cortar e não pensar nos quilos que provavelmente recuperei desde a última pesagem. Estou tentando, mas tenho tido acessos de raiva mais frequentes (sem "motivo" e que passam logo), sono agitado e pesadelos, o que me deixa mais irritada, e a ansiedade do início das aulas (que é amanhã) tem quase me levado á loucura. Estou com tanto medo que acho que se eu não me segurar como tenho feito nos últimos dias, sou capaz de me cortar inteira. Medo do que? De tudo. Das pessoas, de não gostarem de mim, de eu não conseguir aprender nada e continuar sendo um fracasso, medo de não fazer amigos, de fazer os amigos errados, de ser zuada por qualquer coisa ou pelo simples fato de ser eu... Eu sei, eu sei, é paranóico, mas talvez eu tenha motivos suficientes para ter medo. Só espero estar errada dessa vez, de verdade. Sempre que começo algo é assim, apavorante, principalmente quando tem pessoas envolvidas e que me lembram da minha época de escola. Eu quero que dessa vez tudo dê certo.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Hoje assisti um filme como a muito tempo não fazia. Geração Prozac. Estava evitando ver qualquer tipo de filme "melancólico" ou "deprimente" para tentar não ficar pior, mas fiquei curiosa para vê-lo e não podia ficar mais deprimida do já que estava, eu acho. 
A história da família dela (e talvez o motivo de sua depressão) não se parece em nada com a minha. Meus pais vivem juntos, somos como uma grande família "feliz", pelo menos é assim que todos pensam e é o que eles querem que as pessoas pensem. Desmoronamos há tempos, mas eu não vim falar da minha família.
O que mais mexeu comigo no filme foram as coisas que ela escrevia, a forma como ela se sentia quando decepcionava as pessoas ou as magoava, se arrependendo por uns segundos mas depois repetindo os mesmos erros, como ela se sentia em relação a terapeuta dela (eu também queria fazer parecer que o trabalho dela estava sendo útil). Vi tudo que eu sempre senti aqui dentro sem conseguir dizer ao alcance das mãos, é estranho.
Eu tive minha época de beber muuito e misturar com remédios, de acordar em outras casas, de destruir minhas amizades e viver em crise com meus "amores turbulentos" e pais (não que isso tenha mudado). Também escrevia em tudo como ela fazia, precisava escrever, hoje não consigo, não me sai uma palavra. E mesmo naquela época não escrevendo tudo e como eu queria, não escrever nada me enlouquece ainda mais.
Pensei que esse filme teria um final "clichê", com ela cometendo suicídio ou encontrando um amor que salvasse sua vida como ela queria antes (como eu também queria), mas não terminou assim e isso me fez pensar. Me fez pensar que talvez eu deva (que precise) voltar a fazer terapia, a tomar remédios e tentar viver, como as pessoas normais fazem. Mas não faço nada. É só o que tenho feito, nada. 
Todos saíram e eu fiquei aqui sozinha, em minha própria companhia, quando devia ter ido com eles mesmo sem vontade porque eu sei que o fato de ficar aqui trancada os aborrece. Queria orgulhá-los e ter passado na faculdade que minha mãe queria que eu fizesse. Queria parar de fazer tudo errado e não ter jogado tanto dinheiro fora com os tratamentos. Mas não consigo.
Queria voltar a escrever.
Estou com fome, e com a dúvida enorme de se vou comer algo e estrago tudo, ou se fico aqui, parada, sentindo meu estômago doer. Queria ter mais controle.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Ontem saí com meu amigo, precisava respirar fora dessa casa, afastar os pensamentos suicidas por um momento, precisava sentir que alguém ainda se importa comigo...
Foi bom, conversarmos sobre tudo e sobre nada, ele me deu um maço de cigarros e queria até me dar o violão dele, mas eu não quis, seria injusto. Andamos sem rumo, rimos pra caramba, e ele me carregou no colo (pra tentar me provar que não sou gorda) mas quase morreu depois. Até trocamos uns carinhos, desses que amigos não dão. Adoro ficar com ele porque me esqueço da comida. 
Estava tudo indo bem até que ele tocou no assunto... aquele de querer ser mais que um amigo. Tivemos uma história a muito tempo mas não deu certo, e ele é a primeira pessoa (homem ou mulher) que eu mantenho amizade depois de tentar algo mais. Tentei explicar pra ele, disse que eu não queria perdê-lo, que essa amizade que temos é importante demais para desperdiçarmos, porque no fundo, eu sei que ele quer um relacionamento sério comigo e eu não sei como lidar com isso, de verdade.
Todos os meus relacionamentos foram intensos demais e sempre acabavam em catástrofes, não quero que ele vá embora, e sei que se ele souber de tudo, de quem eu sou de verdade (dos "TAs" e dos outros "Ts") não vai saber lidar com isso porque ele não entende (ele viu de novo as cicatrizes do meu braço e disse que nunca vai entender porque as pessoas se cortam por motivos "fúteis") tentei não me alterar e disse que ele talvez nunca entenda mesmo porque ele nunca sentiu o que leva uma pessoa a fazer isso. Fiquei magoada, me senti uma fútil, e talvez no fundo ele tenha razão.
Não tenho compulsões há alguns dias \o/ e estou tentando comer o menos possível (sem radicalismo pra não colocar tudo a perder), tem sido complicado porque estou em dias turbulentos e nesses dias, por mais estranho que seja, a comida parece o único conforto. Tenho ficado em torno das 700 kcal e eu sei que é absurdo, mas vou diminuindo com o tempo.
Hoje fui ao médico, o Dr. M**** foi mais gentil comigo do que de costume, conversamos e ele até me chamou de 'magrela' *-*. Aquilo iluminou meu dia, sério ( depois me olhei e não consegui entender de onde ele tirou esse 'magrela')... Espantei os maus pensamentos e usei aquilo como incentivo pra não desistir. Me pesei finalmente, e por incrível que pareça, emagreci quase 2 quilos (estou com 46,45). Agora são só mais 6 quilos e algumas gramas pra minha meta final (não estrague tudo!). Tenho sonhado com pessoas muito gordas ou muito magras me atormentando e isso não era assim... preciso tirar um pouco o TA do centro das atenções, estou falando em voz alta as calorias dos alimentos ás vezes e isso não é bom.
Estava pensando seriamente na possibilidade de viajar por uns dias, mas recebi um e-mail exatamente agora, dizendo que minhas aulas começam na semana que vem. Pensei que seriam em Março, queria estar mais magra! E agora?! Os pensamentos pessimistas me enlouquecem... não posso entrar em pânico. Não posso estragar tudo de novo. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Ando chateada com muitas coisas, inclusive comigo mesma.
Consegui passar num curso pré-vestibular na Faculdade Federal. Fiz a prova no ano passado e nem esperava conseguir, por isso fiquei surpresa com a notícia, mas mesmo assim, eu queria estar na faculdade. Todos tem me cobrado isso, eu tenho me cobrado, sinto que estou ficando para trás, que estou atrasada e odeio me sentir inútil. Mas pelo menos eu já tenho algo pra fazer esse ano. Ontem a mãe da minha mãe chegou aqui e foi em péssima hora, juro. E por mais triste que isso possa soar, não sinto o mínimo de afeto por ela, e nem sei se quero. Não vejo a hora dela voltar pro lugar de onde nunca devia ter saído. Para completar as boas notícias, minha irmã quebrou meu violão, por acidente, mas quebrou. Eu gostava tanto dele, ia voltar a fazer aula... estou tão triste, mas pelo menos pude me despedir dele tocando um pouco na sexta e no sábado =/
Me sinto estranha, os episódios de insônia e paralisia do sono estão mais frequentes é apavorante, de verdade. Andei pensando em voltar a fazer tratamento, ou em viajar por uns dias, ou me matar até, não sei ainda. Só sei que uma fome sem tamanho tem corroído meu estômago e uma vontade de gritar e quebrar tudo tem me tirado do sério.
Não me peso há semanas e apesar do medo, vou fazer isso amanhã. Estou pensando em voltar a fazer o EC antes do cursinho começar. Apesar dos efeitos serem péssimos, acho que vou acabar fazendo de novo, não tenho certeza ainda, e confesso que estou com um pouco de medo. O remédio que estava tomando (o Besomed) não me adiantou de nada, e a culpa é minha eu sei. Estou deprimida demais para sair de casa pra me exercitar ou para qualquer outra coisa, estou deprimida demais para sequer tirar o pijama e pentear os cabelos. 
Tenho pesquisado remédios naturais ou qualquer outra coisa que funcione... Não sei o que fazer, estou tentando não me desesperar.  


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

I'm not living. I'm just killing time

Estou em crise, de novo, e até aí nenhuma novidade. Ultimamente tenho vivido de crises, compulsões e ataques de fúria. Acho que é o TPB me dizendo que não vai embora e que não adianta eu viver como se não fosse comigo.
A solidão tem me corroído, e mesmo sendo orgulhosa demais, e temendo a rejeição mais que tudo, eu queria alguém por perto. Fico olhando minha irmã mais nova com seu namorado e me lembro que nunca conseguirei ter um relacionamento com alguém. Se pelo menos me amassem assim... mas não.
Quero morrer, tive certeza disso poucas vezes em minha vida e essa é uma delas. Mas não quero levar essa culpa pro caixão. Estou esperando a vida decidir isso por mim enquanto a vejo passar diante dos meus olhos me entupindo de comida tentando amenizar esse vazio que me destrói, mesmo sabendo que isso não vai adiantar.
Queria ser normal, queria rir á toa, ter um emprego medíocre e ver o lado bom da vida. Mas não consigo.