sábado, 28 de dezembro de 2013

Será que eu já posso enlouquecer? Ou devo apenas sorrir?

Estou entrando em colapso. Estou entrando em contradição comigo mesma e o mundo está desabando todo sobre minha cabeça. Ás vezes, me pego sentindo sensações que não são minhas, e apesar de amá-los, nunca odiei tanto a minha família.
Como se não bastasse tudo que tenho que aguentar sozinha todos os dias, como se não bastasse as compulsões depois as medidas de emergência, como se não bastasse os cortes e as formas de escondê-los, como se não bastasse TUDO, ainda fazem questão de me lembrar o quanto sou inútil, insensível, ingrata. O que queriam afinal ?! Dizem que excesso de amor estraga uma pessoa, a falta também. Aqui existem dois exemplos eficazes disso, mas no meu caso, foi a completa ausência de afeto e qualquer um aqui sabe disso. Porque eu não saberia?
Se pelo menos estivesse frio (eu poderia me cortar toda e esconder sem ter que ouvir), se pelo menos eu pudesse enlouquecer... mas nem esse direito me deram. Nem o direito de me frustrar eu tenho.
Eu posso afirmar, que a única coisa de bom que me aconteceu esse ano, e com muito atraso, foi o meu diploma do ensino médio. Ano passado entrei em depressão, larguei os estudos, o emprego, perdi os poucos amigos que tinha e me escondi por meses dentro de casa, depois disso, nada foi igual. Esse ano tentei recuperar o rumo, tentei ser uma pessoa normal, mas não funcionou.
Tenho passado meus dias trancada, dormindo, apesar dos gritos de indignação da minha mãe, porque segundo ela, nem dormir eu posso. Tenho medo de sair. Sim, medo. Como eu posso me sentir segura e confiante para sair e me expor, sendo que em casa eu nunca fui aceita, eu nunca fui apoiada em nada. Como?!
Quando saio de casa (por algum motivo bem relevante) não consigo parar de pensar no quanto estou gorda, e no quanto todos estão olhando. Parece que estou com algum tipo de fantasia ou sei lá.
Estou cansada. E sei que já disse isso várias vezes, mas eu repito, porque ás vezes parece que estou carregando uma tonelada em cada ombro e para completar sendo vaiada e empurrada pelas pessoas. É esgotante. É agoniante estar na minha pele, vivendo de compulsões culpa e laxantes, de noites mal dormidas e gentilezas forçadas a pessoas que não tem o mínimo de consideração comigo. Pronto, eu disse. 





quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Sério, quem foi que inventou essa droga de Natal mesmo?
Todo ano é mesma coisa, a mesma tortura, a mesma falsidade. Estou farta de tudo isso.
Esse ano como nos outros, "todos" resolveram se reunir. É como se tivessem perdido a memória, é como se não lembrassem de tudo que aconteceu o ano todo. Eu não queria ir, mas fui praticamente arrastada, jurei que não iria pirar, que não ia me importar com nada. Mas de que adianta jurar não é mesmo...
Ontem á tarde me deu um crise de choro e raiva, tínhamos visitas então me tranquei dentro do quarto. Acabei discutindo com minhas irmãs e isso só piorou o clima. Estava me sentindo péssima, horrível, um lixo. Como eu queria estar mais magra, como eu queria mostrar pra todos que eu consigo; como eu queria não estar sozinha... mas estava, e não tinha para onde ir, porque se tivesse com certeza não estaria ali.Estava (estou) me sentindo enorme, me sentindo uma peça fora de um quebra-cabeça... Depois de ter surtado e chorado, eu pensei (de novo) em me matar. Não queria nada daquilo, estou cansada da vida e odeio fins de ano, são sempre a mesma droga. É, mas como sempre, eu não me matei. Segurei o choro, me arrumei até onde deu, coloquei uma roupa toda preta e meu all star verde de meio cano como sempre faço. Enquanto entrava caminhando pelo corredor escuro da casa da minha avó, eu pude ouvir todos conversando e me deu uma vontade enorme de sair correndo o mais depressa possível sem olhar pra trás, sem pensar em nada... mas eu continuei andando e ouvindo minha música favorita, eu engoli o choro (porque é que eu choro tanto porra?!) e sorri, como sempre faço. Não comi muito, apenas um pouco pra que minha mãe não armasse um circo e terminasse de arruinar a noite. Não gosto de comer na frente dos outros e quando começo não consigo parar, então quis evitar mais problemas. Alguns primos meus nem olharam na minha cara, mas tudo bem, eu odeio eles mesmo. Nem sei que diabos eu estava fazendo lá. No meio de toda aquela agonia e barulheira, por impulso, eu mandei uma mensagem a um amigo meu (que já fiquei com ele a muito tempo) dizendo que queria conversar. Na verdade eu queria que ele me tirasse dali, mas eu sei que não aconteceria. Mais tarde ele me ligou e conversamos muito, ele foi minha salvação. Marcamos de nos ver hoje, mas toda vez que estou perto dele me sinto a menina mais feia da face da terra (porque eu sei que ele gosta de mim) e isso me deixa péssima, sem contar que estou me sentindo tão gorda que não quero ver ninguém. Hoje desliguei o celular pra não ter que ver ele me ligando, eu sinto muito por ele, queria gostar dele, queria me sentir bem ao lado dele, queria ser normal, mas não sou. Depois invento uma mentira pra me justificar, como tenho feito ultimamente. Eu sei que é errado. Tirando as outras coisas ruins que aconteceram na noite (tipo termos ficado ilhados na casa da minha vó e meu quarto ter sido quase alagado, apesar de não morarmos próximo a nenhum rio) o fato de eu ter tido que ir lá, foi o pior de todos. Agora, o próximo episódio de tortura será no dia 31, mas dessa vez, eu não vou a lugar algum, está decidido. 
A parte mais dura é que com tudo isso, a minha ansiedade só aumenta, a minha ingestão de comidas engordativas aumenta, o meu ódio e nojo de mim mesma aumenta... e eu não consegui perder nenhuma grama sequer! Estou com medo da balança, do estrago que faço comigo mesma.
Quando é que isso tudo vai ter fim?! 
Mais um ano começando e eu aqui, no fundo do mesmo poço, vendo todos irem embora, sem conseguir fazer nada.


sábado, 14 de dezembro de 2013

Estou indo de mal a pior, em tudo.
O desafio já era, só de pensar nisso me dá uma vontade enorme de bater com a cabeça na parede até desmaiar e de quebrar a casa toda. Pelo menos não saí dos 47, não sei se fico aliviada ou triste por não ser capaz de perder num 1 quilo se quer. Sério, isso me deixa muito puta, faz com que eu me sinta incapaz de fazer qualquer outra coisa. Falando de incapacidade, hoje foi um dia em que eu descobri que sou mais burra do que pensava. Fui fazer (sem vontade nenhuma) uma prova de um cursinho da Universidade Federal da minha cidade, e até agora, não sei o que fui fazer lá. Devia ter escutado meu lado anti-social e ficado trancada em casa. Na verdade eu só fui porque teria que andar e ficando fora de casa eu não ia comer, quanto a isso funcionou, mais ou menos.
Cheguei lá faltando uns minutos e me deparei com um monte de gente chata e entediante, aquele tipo de gente que faz você se perguntar porque ainda não virou e foi embora, ou porque ainda não colocou fogo em alguém. Mas tudo bem, fingi que não era comigo e fui para sala que disseram pra eu ir. A prova estava relativamente fácil, aquelas coisas que você sabe mas não sabe, que você já fez mas não se lembra. Isso me deixou mais nervosa ainda, o fato de eu saber sem saber... a prova foi um fracasso, quanto mais eu tentava me lembrar, mais eu me esquecia e assim eu perdi completamente a paciência, minha vontade foi de me levantar e sair, mas mesmo assim eu fiquei, terminei a prova sem me matar tanto de pensar, querendo apenas sair dali e não olhar mais para cara daquela gente. Entreguei a prova e saí do prédio. Coloquei os fones, acendi um cigarro e andei o mais rápido possível, quase correndo para sair logo daquele lugar, comecei a chorar sem querer, não tinha ninguém perto mesmo, mas quando apareceram as pessoas eu segurei o choro e fingi que estava tudo bem. O calor estava horrível, o ônibus lotado, e eu não queria ir pra casa, não queria comer, pensei ligar para alguém, mas para quem? Eu não tenho mais amigos, minhas irmãs estavam ocupadas, o jeito foi ir mesmo pra casa, tomar um banho e esquecer de tudo aquilo. Acabei comendo o que não devia, como sempre faço, como se isso fosse resolver algo.



sábado, 7 de dezembro de 2013

Comi. Comi e é tudo que tenho feito ultimamente. E não é por fome ou necessidade, mas quando estou o fazendo esqueço de tudo ao meu redor. Esqueço dos momentos horríveis que minha família tem passado, esqueço que não tenho amigos para contar ou chorar, esqueço que não tenho vida. Mas depois...depois vem a culpa. E ela me devasta, completamente.
Hoje, mais uma vez, e sem sucesso, eu tentei, tentei por para fora todo aquele excesso. Tentei uma, duas, três vezes, e mesmo com vontade de chorar eu continuei tentando...até arranhei minha garganta, mais nada.
Hoje foi aniversário do meu pai e minha irmã continua no hospital, foi para o C.T.I; com isso tudo acontecendo, não iríamos fazer nada, mas fizemos um bolo, só queríamos amenizar um pouco a situação, eles andam tão tristes...
Por causa desse bolo (por minha causa mesmo), eu comi o dia todo, mas fingi não me importar, não quero mais problemas.
Meu pai chorou enquanto comia, disse que queria que minha irmã estivesse aqui. Todos queríamos. Me senti péssima por aquilo tudo. Ando absorvendo tudo a minha volta (na verdade sempre fiz isso), mas diferente de antes, não consigo demonstrar. Meu pai disse que ás vezes parece que eu não me importo com o que está acontecendo, mas se ele soubesse... se ele soubesse de tudo que estou segurando aqui dentro, não diria isso.
Só estou esgotada sabe. Cansada de esperar por uma solução ou um "milagre". Eles ficam desesperados, correndo de uma lado para o outro, fazendo tudo que julgam certo, e se cegando com essa religiosidade extrema. Eu quero que ela saia de lá, quero muito, mas de que me adianta ficar esperando que amanhã de repente ela acorde e tudo esteja bem, que ela não precise mais de todos aqueles aparelhos e consiga se levantar daquela cama. De que adianta esperar? Já esperamos tanto... Eu sei que não devia dizer essas coisas, mas já disse.
Há semanas tenho me segurado, tenho fingido que não quero me jogar na frente dos carros na rua, que não quero me cortar a ponto de não sobrar nenhum lugar que não esteja ferido em mim, há semanas estou fingindo que não me importo em me olhar no espelho e ver essa coisa enorme e ridícula que sou, estou tentando, mas não sei até quando consigo seguir com tudo isso. Sou tão fraca, tão inútil, que quando dou por mim, perdi a noção do quanto e do que comi. Só queria não ser escrava dessa comida nojenta. E depois, me entupo de remédios. Quando é que tudo isso vai ter fim?
Segunda começo a trabalhar, e a cada dia que a segunda se aproxima, me desespero. Mesmo precisando desse dinheiro, não sei se esse emprego veio em boa hora. Estou em pânico. As pessoas, a rua,o ônibus, o barulho, tudo me assusta. Queria me trancar em casa o dia todo. Estou cansada das pessoas e dos comentários inúteis, estou cansada, mas mesmo cansada tenho que ir.
Apareceu uma outra vaga, mas agora que já estão com a minha carteira, é meio tarde para voltar atrás. Vou participar do processo seletivo da outra empresa. O salário é melhor, e as pessoas não parecem tão fúteis como o desse lugar onde estou começando agora. Se tudo correr bem e eu passar em todas as etapas, largo esse emprego sem pensar duas vezes, faço isso sempre mesmo. Estou confusa, e queria emagrecer. É tudo que quero nos últimos 4 anos. 



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Às vezes fico me perguntando quando é que eu vou parar de me odiar tanto e de me sentir tão gorda...
Não sei bem como tenho me sentido, é confuso, mas prefiro não querer entender essa confusão. Dei um tempo das terapias então não quero pensar nessas coisas, é "melhor" fingir que não é comigo.
Consegui um emprego...não vou ganhar muito, mas pelo menos não é de telemarketing e é de segunda a sexta-feira. 
Estou com medo, hoje quando recebi a notícia fiquei eufórica...uma tempestade de planos e expectativas veio em minha mente, mas depois de 30 segundos de euforia o pânico tomou conta de mim. Se não der certo, se não gostarem de mim, se eu não souber fazer direito, se alguém cismar comigo como sempre fazem, se eu não for boa... e foi assim por horas, está assim até agora, mas vou tentar, com medo, mas vou. Começo na segunda. Preciso sair desse buraco onde me enfiei.
Hoje foi o provão, o último do ano, entrei na sala quase chorando, mas por outros motivos. Fiz a prova no meio da barulhada e da lotação, respondi as questões com insegurança, embora estivesse relativamente fácil. Ainda não aprendi a confiar em mim. No meio da troca de presentes eufórica, competitiva e totalmente desnecessária que está acontecendo na turma, alguém lembrou de mim, eu prometi que não entraria nessa, mas achei lindo o fato dela se lembrar que existo e agora estou desesperada pensando no que dar a ela já que provavelmente não nos veremos mais depois de sexta-feira, já que decidi no início do ano que não iria a formatura e vou cumprir. Não quero ir.
Parece piada, mas minha irmã foi internada outra vez, na segunda. Ia fazer uma semana que ela recebeu alta. Estamos com medo...os médicos ainda não sabem o que é e enquanto isso ela fica sofrendo. Não queria que ela tivesse que passar tudo isso,ela é apenas uma criança, é horrível vê-la assim, é horrível ver meu pai deprimido e minha mãe surtando, é horrível não poder fazer nada e não saber até quando isso vai durar. Me sinto completamente inútil.
Sei que não há justificativas para minha fraqueza, mas mesmo assim eu fico tentando arranjar. Com tudo isso acontecendo aqui fora e aqui dentro, tenho tido momentos de compulsão e de falta de apetite e eles mudam a todo momento. Ás vezes, depois do banho, fico me olhando no espelho e todo aquele excesso me dá nojo. Só queria me livrar de tudo isso, rápido. Tentei vomitar duas vezes hoje, sem sucesso. Meu corpo não aceita essas intervenções, o jeito é apelar para os lax, já tomei duas vezes essa semana e espero não precisar mais. Com o novo emprego, vou comprar uma bicicleta ergométrica (odeio academias) e quero voltar a fazer ballet, embora esteja morrendo de vergonha antecipadamente pelo meu corpo horrendo.
Sábado é aniversário do meu pai...como minha irmã não está aqui, perdemos o clima para festas (eu nuca tive), mas não queremos deixar batido, ano passado aconteceu a mesma coisa, e infelizmente a vida segue aqui fora...já estou perturbada com as calorias...não consigo me controlar diante dessas situações.
Vou dormir me sentindo obesa depois de ver aquela menina da minha escola com um vestido preto de renda. Ela fica tão linda nele...aquelas pernas fininhas, aqueles ossos nitidamente visíveis... e pensar que eu sei que ela não faz o mínimo de esforço pra ser assim, que é assim desde pequena e vai continuar sendo, enquanto eu vou me matar para ser igual a ela e nem sei se vou conseguir. Fraca! inútil!




segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Esse fim de semana foi uma completa droga.
Com essa coisa toda da minha irmã estar doente, as pessoas ficam lotando a casa e eu odeio isso. Elas nem se importam, quando a coisa ficou ruim mesmo onde todos estavam?
No sábado por incrível que pareça eu consegui me controlar, minha avó estava aqui e fez biscoitos, mas com a confusão toda, meu apetite desapareceu \o/ mas tudo que é bom dura pouco...
No domingo, vieram primos, tios, agregados, bebês, até um pastor (todos aqueles que eu menos precisava ver)...essa casa virou um inferno, e eu é claro, me tranquei dentro do quarto e não saí enquanto todos não foram embora. Depois, numa mistura de raiva, tristeza e sei lá mais o quê eu me entupi de comida.
Não aguento mais ficar nessa casa. As paredes parecem me espremer, todos os sinais dizem que é hora de ir embora daqui. E minha mãe, claro, quando não finge que eu não existo, faz questão de tornar meu dia mais amargo que já é. As horas parecem anos e eu já nem tenho lugar aqui...
Estipulei como meta para o ano que vem me mudar daqui, seja com minha irmã mais velha ou sem ela, preciso ir embora ou vou enlouquecer de vez.
Tenho tentado arrumar um emprego (que não seja de telemarketing), mas está muito difícil conseguir algo, já fui em um milhão de entrevistas, mas sem retorno. Acho que vou ter que voltar para o tlmk...
Comecei um NF agora ás 23:00 e espero conseguir fazer pelo menos 12 horas. Se eu pudesse dormia o dia todo, mas virei a empregada da casa (nem o direito de ficar deprimida eu tenho) então paciência...



domingo, 1 de dezembro de 2013

Não vejo a hora desse ano acabar logo... ás vezes parece que minha vida se tornou um pesadelo. Só queria estar bem longe daqui agora.
Depois de sei lá uns dois meses minha irmã saiu do hospital. Minha mãe como sempre deixando todo mundo louco e fazendo até o impossível para fazer as vontades dela, até aí tudo bem, nada que fugisse do normal... o problema é que ela não melhora, ás vezes parece um pouco de manha (porque ela sempre foi assim), outras vezes parece sério.
Ontem, depois de tomar um remédio (que ela precisa, mas que é tão destrutivo quanto uma quimioterapia), ela começou a passar mal e a gritar, gritar, gritar sem parar. Meus pais fizeram o favor de sair de casa sabendo que isso podia acontecer, e diante dessa situação, eu coloquei o fone o mais alto possível pra tentar abafar os gritos...parecia que ela ia morrer e eu só queria sair correndo no meio daquela tempestade que caía lá fora.
Tenho pânico de gritos, sangue e de pessoas sofrendo, comecei a passar mal também, se não estivesse ouvindo música tinha surtado. Depois de quase um século de tortura meus pais chegaram e fizeram de tudo pra tentar fazê-la parar de gritar tanto, mas nada adiantou. Minha mãe saiu feito uma louca tentado conseguir algum remédio que ajudasse. Eu disse para irem ao médico, mas não quiseram. Depois de quase sete horas de gritos e choros sem parar, e de sei lá quantos remédios para dor, ela parou, e eu nem consegui dormir de tanto pavor. Foi horrível, ainda ouço os gritos dela na minha cabeça, ás vezes parece que isso nunca vai acabar. Meus pais, acho que ficaram putos comigo porque eu fui ouvir música e me escondi no quarto, mas o que mais eu podia fazer? Devia ter saído enquanto tive tempo...
Sabe, eu não entendo direito o que está havendo e nem porque, e apesar de tudo que sempre aconteceu aqui em casa, eu quero que ela fique bem e pare de sofrer. Quero que meus pais parem de sofrer e de quase se matarem para tentar encontrar uma solução quando na verdade eu nem sei se há uma. Ás vezes parece que ela vai morrer, outras parece que esse sofrimento dela nunca vai ter fim. Eu não sei mais o que fazer, nem o que pensar. Só quero que isso passe logo.