terça-feira, 26 de novembro de 2013

Estou no desafio.

Depois de um dia (na verdade meses) catastróficos, vi o desafio no blog da refúgio e achei que era hora de parar de me descontrolar tanto. Entrei no desafio e preciso perder 8 kg. Não posso começar mais um ano de fracassos, sem contar que meus jeans já custam entrar. Pelo menos não saí dos 47, mas eu não posso engordar mais.
Bem, boa sorte pra todas que entraram no desafio também, e torçam por mim. Já me cansei de fracassar.

             

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Se eu tivesse que me definir em apenas uma palavra, essa palavra seria GORDA.
Estou me sentindo horrível, tanto por dentro, quanto por fora. Ainda não tive coragem para atualizar meu peso aqui no blog.
Tenho comido só porcarias, só o que não devo e quando fico perto da comida parece que ela me domina, não penso em mais nada a não ser comida. ODEIO essa sensação de impotência, essa minha fraqueza ridícula. Pelo menos não tenho tido aquelas compulsões gigantescas de comer até quase explodir, mas toda vez que começo a comer, extrapolo,  e esse é o problema, não sei parar...
Continuo sem fazer exercícios (por um mix de azar com falta de competência da minha parte), não quero sair, não consigo sair de casa, então tudo que eu puder adiar pra evitar ir a rua, estou adiando.
Tenho faltado a terapia, as aulas de violão (que amo, ou amava...), a escola (que preciso terminar de vez), não sinto mais prazer em nada, em fazer nada, e isso é horrível. Ainda continuo atrás de um emprego, preciso de um emprego, mas tenho medo de voltar a trabalhar. Ás vezes parece que estou regredindo ao invés de progredir, estando gorda então tudo fica pior.
Na sexta, minha irmã conseguiu me tirar de casa, fomos ao centro comprar umas coisas que estávamos precisando, procuramos uma balança que prestasse, mas nada... fiquei desapontada, estou de olho numa balança há tempos e vou aproveitar que agora minha irmã quer emagrecer por isso parou de pegar tanto no meu pé. Depois disso ela quis passar no parque (pra onde eu sempre fugia quando não queria ver ninguém) tinha muito tempo que não ia lá, estava com  saudade... depois (quando eu já estava doida pra ir pra casa) ela cismou de ir na casa de uns amigos para visitá-los e claro, beber. Eu fiz um esforço (enorme) pra ir porque ela anda meio deprimida e as coisas lá em casa estão meio que uma droga, então pra ela quanto tempo mais longe melhor...
Enfim fomos, foi até bom, eles tem dois filhos pequenos e a menininha é uma fofa (embora não goste muito de crianças, gostei dela). Eu fiquei com um pouco de medo de beber, tinha tempo que não bebia e toda vez que bebo não consigo parar, exagero, faço merda, armo o maior circo... mas eu consegui me controlar, comprei um vinho (que é menos calórico) e tomei uns dois copos.
Minha irmã mais nova, depois de ficar 1 mês e meio internada, teve alta na quarta- feira, mas voltou pro hospital no sábado, não aguento mais isso. Com ela internada as coisas só pioram, tem tanta coisa envolvendo essa internação, envolvendo ela, que se eu fosse falar acho que muita gente não acreditaria...
Diante disso tudo, minha vontade de ir embora só cresce a cada dia... ás vezes tenho vontade de colocar uma mochila nas costas e sair por aí...
Ir para o Sul é uma possibilidade em que tenho pensado muito. Arrumar um emprego por lá, passar uns tempos longe, é tudo que preciso agora.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O passado existe, e ele sempre volta pra bagunçar o presente.

Não entendo algumas pessoas, não entendendo porque elas acham que podem te magoar, sumir por anos e depois voltar como se nada tivesse acontecido.
Meu primeiro amor foi aos 16 anos, e depois dele nada mais foi igual. Nos conhecemos na escola e começamos a namorar, depois de uns meses descobri que ele não era bem o que eu achava... descobri que ele era usuário de drogas, mas isso nem foi o pior de tudo. Ele mentiu, me traiu, mentiu mais, não fez a menor questão do que eu sentia por ele e depois de tudo, depois de meses aguentando aquilo, ele ainda fez parecer que a culpa era minha. Disse que eu não era boa o suficiente. Aquilo acabou comigo. Eu nunca havia me mostrado daquele jeito pra ninguém, eu nunca fui de demonstrar muito sentimentos, mas pra ele eu dei tudo, eu me despi emocionalmente pra ele, mostrei a parte mais frágil de mim, e ele pisou em cima. Jogou meu coração no lixo e nem pediu desculpas. 
Essa confusão durou tempo...as coisas ficaram piores por causa das drogas, das pessoas e claro, dos meus pais que já nem olhavam mais pra mim porque eu ainda acreditava que ele poderia ser diferente. Ele foi internado(contra a vontade dele), não me lembro bem quando, não se despediu, não me disse uma palavra, apenas sumiu... eu chorei por muito tempo, achei que ele havia morrido. No começo ficava esperando por ele, esperando um telefonema, ou esperando que ele realmente tivesse morrido.
Depois de uns meses ele voltou e eu soube por outras pessoas, porque ele nem me procurou. Depois de um tempo que já tinha chegado, ele veio até mim, disse que tinha se arrependido, me pediu outra chance, mas eu não dei. Já havíamos tentados duas vezes e não havia mais motivos para tentarmos uma terceira. Depois de um tempo me procurando ele desistiu, arrumou uma namorada qualquer (como ele sempre fazia), voltou a usar drogas e a aprontar. Foi internado outra vez, e durante esse tempo, eu amadureci, eu tentei superar, eu vi que ele vai ser sempre assim, um inconsequente, um arrancador de corações. Demorou tempo pra eu deixar de amá-lo mesmo ele fazendo tudo errado, demorou muito pra eu parar de esperar por ele.
E tudo isso, só contribuiu pra que eu piorasse, pra que eu me sentisse mais horrível do que já sentia, porque por um bom tempo eu achei que ele tinha mesmo razão, não era boa o suficiente pra fazê-lo melhor. Mas depois eu entendi, eu vi que isso só vai acontecer se ele quiser e que eu não posso fazer nada a respeito.
Agora, o que me deixa enfurecida é o fato dele ainda pensar que eu sempre estarei aqui, esperando por ele como eu fazia... 
hoje abri meu e-mail e havia uma mensagem dele. Estremeci por dentro, mas excluí-la sem culpa. Será que ele não percebe que o tempo já passou e que eu não sou mais a mesma? Não caio mais nessas armadilhas, porque se ele não se lembra, ele jogou fora meu coração.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Talvez não seja a época, talvez não seja o ano, talvez não haja nenhuma boa razão do porquê de eu estar presa em mim...

Já nem sei dizer o que me enlouquece mais: querer sempre ser magra, ou me ver sempre gorda. É repugnante essa sensação, é agoniante não saber como fazer parar...
Minha vida agora se resume a planos e expectativas; planos para quando eu for magra o suficiente para não me sentir tão horrível e incapaz como me sinto agora. Mas eu não sei quando esse dia vai chegar, não tenho feito o suficiente para que aconteça, me acomodei novamente e a culpa é só minha.
O pior de tudo isso é passar os dias perdendo o controle, me arrependendo e me punindo. É fingir que não me importo com essas coisas e não conseguir parar de sentir nojo do meu próprio corpo. É não conseguir passar um dia, um dia sequer sem esses pensamentos me atormentando. É saber que sou fraca, que não consigo ter controle nem sobre mim mesma e que estou caindo, num buraco sem fim.



"E os sinais da estrada dizem que estamos perto, mas eu não leio essas coisas mais,
eu nunca confiei nos meus próprios olhos"
-Stubborn Love