sábado, 28 de dezembro de 2013

Será que eu já posso enlouquecer? Ou devo apenas sorrir?

Estou entrando em colapso. Estou entrando em contradição comigo mesma e o mundo está desabando todo sobre minha cabeça. Ás vezes, me pego sentindo sensações que não são minhas, e apesar de amá-los, nunca odiei tanto a minha família.
Como se não bastasse tudo que tenho que aguentar sozinha todos os dias, como se não bastasse as compulsões depois as medidas de emergência, como se não bastasse os cortes e as formas de escondê-los, como se não bastasse TUDO, ainda fazem questão de me lembrar o quanto sou inútil, insensível, ingrata. O que queriam afinal ?! Dizem que excesso de amor estraga uma pessoa, a falta também. Aqui existem dois exemplos eficazes disso, mas no meu caso, foi a completa ausência de afeto e qualquer um aqui sabe disso. Porque eu não saberia?
Se pelo menos estivesse frio (eu poderia me cortar toda e esconder sem ter que ouvir), se pelo menos eu pudesse enlouquecer... mas nem esse direito me deram. Nem o direito de me frustrar eu tenho.
Eu posso afirmar, que a única coisa de bom que me aconteceu esse ano, e com muito atraso, foi o meu diploma do ensino médio. Ano passado entrei em depressão, larguei os estudos, o emprego, perdi os poucos amigos que tinha e me escondi por meses dentro de casa, depois disso, nada foi igual. Esse ano tentei recuperar o rumo, tentei ser uma pessoa normal, mas não funcionou.
Tenho passado meus dias trancada, dormindo, apesar dos gritos de indignação da minha mãe, porque segundo ela, nem dormir eu posso. Tenho medo de sair. Sim, medo. Como eu posso me sentir segura e confiante para sair e me expor, sendo que em casa eu nunca fui aceita, eu nunca fui apoiada em nada. Como?!
Quando saio de casa (por algum motivo bem relevante) não consigo parar de pensar no quanto estou gorda, e no quanto todos estão olhando. Parece que estou com algum tipo de fantasia ou sei lá.
Estou cansada. E sei que já disse isso várias vezes, mas eu repito, porque ás vezes parece que estou carregando uma tonelada em cada ombro e para completar sendo vaiada e empurrada pelas pessoas. É esgotante. É agoniante estar na minha pele, vivendo de compulsões culpa e laxantes, de noites mal dormidas e gentilezas forçadas a pessoas que não tem o mínimo de consideração comigo. Pronto, eu disse. 





quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Sério, quem foi que inventou essa droga de Natal mesmo?
Todo ano é mesma coisa, a mesma tortura, a mesma falsidade. Estou farta de tudo isso.
Esse ano como nos outros, "todos" resolveram se reunir. É como se tivessem perdido a memória, é como se não lembrassem de tudo que aconteceu o ano todo. Eu não queria ir, mas fui praticamente arrastada, jurei que não iria pirar, que não ia me importar com nada. Mas de que adianta jurar não é mesmo...
Ontem á tarde me deu um crise de choro e raiva, tínhamos visitas então me tranquei dentro do quarto. Acabei discutindo com minhas irmãs e isso só piorou o clima. Estava me sentindo péssima, horrível, um lixo. Como eu queria estar mais magra, como eu queria mostrar pra todos que eu consigo; como eu queria não estar sozinha... mas estava, e não tinha para onde ir, porque se tivesse com certeza não estaria ali.Estava (estou) me sentindo enorme, me sentindo uma peça fora de um quebra-cabeça... Depois de ter surtado e chorado, eu pensei (de novo) em me matar. Não queria nada daquilo, estou cansada da vida e odeio fins de ano, são sempre a mesma droga. É, mas como sempre, eu não me matei. Segurei o choro, me arrumei até onde deu, coloquei uma roupa toda preta e meu all star verde de meio cano como sempre faço. Enquanto entrava caminhando pelo corredor escuro da casa da minha avó, eu pude ouvir todos conversando e me deu uma vontade enorme de sair correndo o mais depressa possível sem olhar pra trás, sem pensar em nada... mas eu continuei andando e ouvindo minha música favorita, eu engoli o choro (porque é que eu choro tanto porra?!) e sorri, como sempre faço. Não comi muito, apenas um pouco pra que minha mãe não armasse um circo e terminasse de arruinar a noite. Não gosto de comer na frente dos outros e quando começo não consigo parar, então quis evitar mais problemas. Alguns primos meus nem olharam na minha cara, mas tudo bem, eu odeio eles mesmo. Nem sei que diabos eu estava fazendo lá. No meio de toda aquela agonia e barulheira, por impulso, eu mandei uma mensagem a um amigo meu (que já fiquei com ele a muito tempo) dizendo que queria conversar. Na verdade eu queria que ele me tirasse dali, mas eu sei que não aconteceria. Mais tarde ele me ligou e conversamos muito, ele foi minha salvação. Marcamos de nos ver hoje, mas toda vez que estou perto dele me sinto a menina mais feia da face da terra (porque eu sei que ele gosta de mim) e isso me deixa péssima, sem contar que estou me sentindo tão gorda que não quero ver ninguém. Hoje desliguei o celular pra não ter que ver ele me ligando, eu sinto muito por ele, queria gostar dele, queria me sentir bem ao lado dele, queria ser normal, mas não sou. Depois invento uma mentira pra me justificar, como tenho feito ultimamente. Eu sei que é errado. Tirando as outras coisas ruins que aconteceram na noite (tipo termos ficado ilhados na casa da minha vó e meu quarto ter sido quase alagado, apesar de não morarmos próximo a nenhum rio) o fato de eu ter tido que ir lá, foi o pior de todos. Agora, o próximo episódio de tortura será no dia 31, mas dessa vez, eu não vou a lugar algum, está decidido. 
A parte mais dura é que com tudo isso, a minha ansiedade só aumenta, a minha ingestão de comidas engordativas aumenta, o meu ódio e nojo de mim mesma aumenta... e eu não consegui perder nenhuma grama sequer! Estou com medo da balança, do estrago que faço comigo mesma.
Quando é que isso tudo vai ter fim?! 
Mais um ano começando e eu aqui, no fundo do mesmo poço, vendo todos irem embora, sem conseguir fazer nada.


sábado, 14 de dezembro de 2013

Estou indo de mal a pior, em tudo.
O desafio já era, só de pensar nisso me dá uma vontade enorme de bater com a cabeça na parede até desmaiar e de quebrar a casa toda. Pelo menos não saí dos 47, não sei se fico aliviada ou triste por não ser capaz de perder num 1 quilo se quer. Sério, isso me deixa muito puta, faz com que eu me sinta incapaz de fazer qualquer outra coisa. Falando de incapacidade, hoje foi um dia em que eu descobri que sou mais burra do que pensava. Fui fazer (sem vontade nenhuma) uma prova de um cursinho da Universidade Federal da minha cidade, e até agora, não sei o que fui fazer lá. Devia ter escutado meu lado anti-social e ficado trancada em casa. Na verdade eu só fui porque teria que andar e ficando fora de casa eu não ia comer, quanto a isso funcionou, mais ou menos.
Cheguei lá faltando uns minutos e me deparei com um monte de gente chata e entediante, aquele tipo de gente que faz você se perguntar porque ainda não virou e foi embora, ou porque ainda não colocou fogo em alguém. Mas tudo bem, fingi que não era comigo e fui para sala que disseram pra eu ir. A prova estava relativamente fácil, aquelas coisas que você sabe mas não sabe, que você já fez mas não se lembra. Isso me deixou mais nervosa ainda, o fato de eu saber sem saber... a prova foi um fracasso, quanto mais eu tentava me lembrar, mais eu me esquecia e assim eu perdi completamente a paciência, minha vontade foi de me levantar e sair, mas mesmo assim eu fiquei, terminei a prova sem me matar tanto de pensar, querendo apenas sair dali e não olhar mais para cara daquela gente. Entreguei a prova e saí do prédio. Coloquei os fones, acendi um cigarro e andei o mais rápido possível, quase correndo para sair logo daquele lugar, comecei a chorar sem querer, não tinha ninguém perto mesmo, mas quando apareceram as pessoas eu segurei o choro e fingi que estava tudo bem. O calor estava horrível, o ônibus lotado, e eu não queria ir pra casa, não queria comer, pensei ligar para alguém, mas para quem? Eu não tenho mais amigos, minhas irmãs estavam ocupadas, o jeito foi ir mesmo pra casa, tomar um banho e esquecer de tudo aquilo. Acabei comendo o que não devia, como sempre faço, como se isso fosse resolver algo.



sábado, 7 de dezembro de 2013

Comi. Comi e é tudo que tenho feito ultimamente. E não é por fome ou necessidade, mas quando estou o fazendo esqueço de tudo ao meu redor. Esqueço dos momentos horríveis que minha família tem passado, esqueço que não tenho amigos para contar ou chorar, esqueço que não tenho vida. Mas depois...depois vem a culpa. E ela me devasta, completamente.
Hoje, mais uma vez, e sem sucesso, eu tentei, tentei por para fora todo aquele excesso. Tentei uma, duas, três vezes, e mesmo com vontade de chorar eu continuei tentando...até arranhei minha garganta, mais nada.
Hoje foi aniversário do meu pai e minha irmã continua no hospital, foi para o C.T.I; com isso tudo acontecendo, não iríamos fazer nada, mas fizemos um bolo, só queríamos amenizar um pouco a situação, eles andam tão tristes...
Por causa desse bolo (por minha causa mesmo), eu comi o dia todo, mas fingi não me importar, não quero mais problemas.
Meu pai chorou enquanto comia, disse que queria que minha irmã estivesse aqui. Todos queríamos. Me senti péssima por aquilo tudo. Ando absorvendo tudo a minha volta (na verdade sempre fiz isso), mas diferente de antes, não consigo demonstrar. Meu pai disse que ás vezes parece que eu não me importo com o que está acontecendo, mas se ele soubesse... se ele soubesse de tudo que estou segurando aqui dentro, não diria isso.
Só estou esgotada sabe. Cansada de esperar por uma solução ou um "milagre". Eles ficam desesperados, correndo de uma lado para o outro, fazendo tudo que julgam certo, e se cegando com essa religiosidade extrema. Eu quero que ela saia de lá, quero muito, mas de que me adianta ficar esperando que amanhã de repente ela acorde e tudo esteja bem, que ela não precise mais de todos aqueles aparelhos e consiga se levantar daquela cama. De que adianta esperar? Já esperamos tanto... Eu sei que não devia dizer essas coisas, mas já disse.
Há semanas tenho me segurado, tenho fingido que não quero me jogar na frente dos carros na rua, que não quero me cortar a ponto de não sobrar nenhum lugar que não esteja ferido em mim, há semanas estou fingindo que não me importo em me olhar no espelho e ver essa coisa enorme e ridícula que sou, estou tentando, mas não sei até quando consigo seguir com tudo isso. Sou tão fraca, tão inútil, que quando dou por mim, perdi a noção do quanto e do que comi. Só queria não ser escrava dessa comida nojenta. E depois, me entupo de remédios. Quando é que tudo isso vai ter fim?
Segunda começo a trabalhar, e a cada dia que a segunda se aproxima, me desespero. Mesmo precisando desse dinheiro, não sei se esse emprego veio em boa hora. Estou em pânico. As pessoas, a rua,o ônibus, o barulho, tudo me assusta. Queria me trancar em casa o dia todo. Estou cansada das pessoas e dos comentários inúteis, estou cansada, mas mesmo cansada tenho que ir.
Apareceu uma outra vaga, mas agora que já estão com a minha carteira, é meio tarde para voltar atrás. Vou participar do processo seletivo da outra empresa. O salário é melhor, e as pessoas não parecem tão fúteis como o desse lugar onde estou começando agora. Se tudo correr bem e eu passar em todas as etapas, largo esse emprego sem pensar duas vezes, faço isso sempre mesmo. Estou confusa, e queria emagrecer. É tudo que quero nos últimos 4 anos. 



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Às vezes fico me perguntando quando é que eu vou parar de me odiar tanto e de me sentir tão gorda...
Não sei bem como tenho me sentido, é confuso, mas prefiro não querer entender essa confusão. Dei um tempo das terapias então não quero pensar nessas coisas, é "melhor" fingir que não é comigo.
Consegui um emprego...não vou ganhar muito, mas pelo menos não é de telemarketing e é de segunda a sexta-feira. 
Estou com medo, hoje quando recebi a notícia fiquei eufórica...uma tempestade de planos e expectativas veio em minha mente, mas depois de 30 segundos de euforia o pânico tomou conta de mim. Se não der certo, se não gostarem de mim, se eu não souber fazer direito, se alguém cismar comigo como sempre fazem, se eu não for boa... e foi assim por horas, está assim até agora, mas vou tentar, com medo, mas vou. Começo na segunda. Preciso sair desse buraco onde me enfiei.
Hoje foi o provão, o último do ano, entrei na sala quase chorando, mas por outros motivos. Fiz a prova no meio da barulhada e da lotação, respondi as questões com insegurança, embora estivesse relativamente fácil. Ainda não aprendi a confiar em mim. No meio da troca de presentes eufórica, competitiva e totalmente desnecessária que está acontecendo na turma, alguém lembrou de mim, eu prometi que não entraria nessa, mas achei lindo o fato dela se lembrar que existo e agora estou desesperada pensando no que dar a ela já que provavelmente não nos veremos mais depois de sexta-feira, já que decidi no início do ano que não iria a formatura e vou cumprir. Não quero ir.
Parece piada, mas minha irmã foi internada outra vez, na segunda. Ia fazer uma semana que ela recebeu alta. Estamos com medo...os médicos ainda não sabem o que é e enquanto isso ela fica sofrendo. Não queria que ela tivesse que passar tudo isso,ela é apenas uma criança, é horrível vê-la assim, é horrível ver meu pai deprimido e minha mãe surtando, é horrível não poder fazer nada e não saber até quando isso vai durar. Me sinto completamente inútil.
Sei que não há justificativas para minha fraqueza, mas mesmo assim eu fico tentando arranjar. Com tudo isso acontecendo aqui fora e aqui dentro, tenho tido momentos de compulsão e de falta de apetite e eles mudam a todo momento. Ás vezes, depois do banho, fico me olhando no espelho e todo aquele excesso me dá nojo. Só queria me livrar de tudo isso, rápido. Tentei vomitar duas vezes hoje, sem sucesso. Meu corpo não aceita essas intervenções, o jeito é apelar para os lax, já tomei duas vezes essa semana e espero não precisar mais. Com o novo emprego, vou comprar uma bicicleta ergométrica (odeio academias) e quero voltar a fazer ballet, embora esteja morrendo de vergonha antecipadamente pelo meu corpo horrendo.
Sábado é aniversário do meu pai...como minha irmã não está aqui, perdemos o clima para festas (eu nuca tive), mas não queremos deixar batido, ano passado aconteceu a mesma coisa, e infelizmente a vida segue aqui fora...já estou perturbada com as calorias...não consigo me controlar diante dessas situações.
Vou dormir me sentindo obesa depois de ver aquela menina da minha escola com um vestido preto de renda. Ela fica tão linda nele...aquelas pernas fininhas, aqueles ossos nitidamente visíveis... e pensar que eu sei que ela não faz o mínimo de esforço pra ser assim, que é assim desde pequena e vai continuar sendo, enquanto eu vou me matar para ser igual a ela e nem sei se vou conseguir. Fraca! inútil!




segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Esse fim de semana foi uma completa droga.
Com essa coisa toda da minha irmã estar doente, as pessoas ficam lotando a casa e eu odeio isso. Elas nem se importam, quando a coisa ficou ruim mesmo onde todos estavam?
No sábado por incrível que pareça eu consegui me controlar, minha avó estava aqui e fez biscoitos, mas com a confusão toda, meu apetite desapareceu \o/ mas tudo que é bom dura pouco...
No domingo, vieram primos, tios, agregados, bebês, até um pastor (todos aqueles que eu menos precisava ver)...essa casa virou um inferno, e eu é claro, me tranquei dentro do quarto e não saí enquanto todos não foram embora. Depois, numa mistura de raiva, tristeza e sei lá mais o quê eu me entupi de comida.
Não aguento mais ficar nessa casa. As paredes parecem me espremer, todos os sinais dizem que é hora de ir embora daqui. E minha mãe, claro, quando não finge que eu não existo, faz questão de tornar meu dia mais amargo que já é. As horas parecem anos e eu já nem tenho lugar aqui...
Estipulei como meta para o ano que vem me mudar daqui, seja com minha irmã mais velha ou sem ela, preciso ir embora ou vou enlouquecer de vez.
Tenho tentado arrumar um emprego (que não seja de telemarketing), mas está muito difícil conseguir algo, já fui em um milhão de entrevistas, mas sem retorno. Acho que vou ter que voltar para o tlmk...
Comecei um NF agora ás 23:00 e espero conseguir fazer pelo menos 12 horas. Se eu pudesse dormia o dia todo, mas virei a empregada da casa (nem o direito de ficar deprimida eu tenho) então paciência...



domingo, 1 de dezembro de 2013

Não vejo a hora desse ano acabar logo... ás vezes parece que minha vida se tornou um pesadelo. Só queria estar bem longe daqui agora.
Depois de sei lá uns dois meses minha irmã saiu do hospital. Minha mãe como sempre deixando todo mundo louco e fazendo até o impossível para fazer as vontades dela, até aí tudo bem, nada que fugisse do normal... o problema é que ela não melhora, ás vezes parece um pouco de manha (porque ela sempre foi assim), outras vezes parece sério.
Ontem, depois de tomar um remédio (que ela precisa, mas que é tão destrutivo quanto uma quimioterapia), ela começou a passar mal e a gritar, gritar, gritar sem parar. Meus pais fizeram o favor de sair de casa sabendo que isso podia acontecer, e diante dessa situação, eu coloquei o fone o mais alto possível pra tentar abafar os gritos...parecia que ela ia morrer e eu só queria sair correndo no meio daquela tempestade que caía lá fora.
Tenho pânico de gritos, sangue e de pessoas sofrendo, comecei a passar mal também, se não estivesse ouvindo música tinha surtado. Depois de quase um século de tortura meus pais chegaram e fizeram de tudo pra tentar fazê-la parar de gritar tanto, mas nada adiantou. Minha mãe saiu feito uma louca tentado conseguir algum remédio que ajudasse. Eu disse para irem ao médico, mas não quiseram. Depois de quase sete horas de gritos e choros sem parar, e de sei lá quantos remédios para dor, ela parou, e eu nem consegui dormir de tanto pavor. Foi horrível, ainda ouço os gritos dela na minha cabeça, ás vezes parece que isso nunca vai acabar. Meus pais, acho que ficaram putos comigo porque eu fui ouvir música e me escondi no quarto, mas o que mais eu podia fazer? Devia ter saído enquanto tive tempo...
Sabe, eu não entendo direito o que está havendo e nem porque, e apesar de tudo que sempre aconteceu aqui em casa, eu quero que ela fique bem e pare de sofrer. Quero que meus pais parem de sofrer e de quase se matarem para tentar encontrar uma solução quando na verdade eu nem sei se há uma. Ás vezes parece que ela vai morrer, outras parece que esse sofrimento dela nunca vai ter fim. Eu não sei mais o que fazer, nem o que pensar. Só quero que isso passe logo.


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Estou no desafio.

Depois de um dia (na verdade meses) catastróficos, vi o desafio no blog da refúgio e achei que era hora de parar de me descontrolar tanto. Entrei no desafio e preciso perder 8 kg. Não posso começar mais um ano de fracassos, sem contar que meus jeans já custam entrar. Pelo menos não saí dos 47, mas eu não posso engordar mais.
Bem, boa sorte pra todas que entraram no desafio também, e torçam por mim. Já me cansei de fracassar.

             

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Se eu tivesse que me definir em apenas uma palavra, essa palavra seria GORDA.
Estou me sentindo horrível, tanto por dentro, quanto por fora. Ainda não tive coragem para atualizar meu peso aqui no blog.
Tenho comido só porcarias, só o que não devo e quando fico perto da comida parece que ela me domina, não penso em mais nada a não ser comida. ODEIO essa sensação de impotência, essa minha fraqueza ridícula. Pelo menos não tenho tido aquelas compulsões gigantescas de comer até quase explodir, mas toda vez que começo a comer, extrapolo,  e esse é o problema, não sei parar...
Continuo sem fazer exercícios (por um mix de azar com falta de competência da minha parte), não quero sair, não consigo sair de casa, então tudo que eu puder adiar pra evitar ir a rua, estou adiando.
Tenho faltado a terapia, as aulas de violão (que amo, ou amava...), a escola (que preciso terminar de vez), não sinto mais prazer em nada, em fazer nada, e isso é horrível. Ainda continuo atrás de um emprego, preciso de um emprego, mas tenho medo de voltar a trabalhar. Ás vezes parece que estou regredindo ao invés de progredir, estando gorda então tudo fica pior.
Na sexta, minha irmã conseguiu me tirar de casa, fomos ao centro comprar umas coisas que estávamos precisando, procuramos uma balança que prestasse, mas nada... fiquei desapontada, estou de olho numa balança há tempos e vou aproveitar que agora minha irmã quer emagrecer por isso parou de pegar tanto no meu pé. Depois disso ela quis passar no parque (pra onde eu sempre fugia quando não queria ver ninguém) tinha muito tempo que não ia lá, estava com  saudade... depois (quando eu já estava doida pra ir pra casa) ela cismou de ir na casa de uns amigos para visitá-los e claro, beber. Eu fiz um esforço (enorme) pra ir porque ela anda meio deprimida e as coisas lá em casa estão meio que uma droga, então pra ela quanto tempo mais longe melhor...
Enfim fomos, foi até bom, eles tem dois filhos pequenos e a menininha é uma fofa (embora não goste muito de crianças, gostei dela). Eu fiquei com um pouco de medo de beber, tinha tempo que não bebia e toda vez que bebo não consigo parar, exagero, faço merda, armo o maior circo... mas eu consegui me controlar, comprei um vinho (que é menos calórico) e tomei uns dois copos.
Minha irmã mais nova, depois de ficar 1 mês e meio internada, teve alta na quarta- feira, mas voltou pro hospital no sábado, não aguento mais isso. Com ela internada as coisas só pioram, tem tanta coisa envolvendo essa internação, envolvendo ela, que se eu fosse falar acho que muita gente não acreditaria...
Diante disso tudo, minha vontade de ir embora só cresce a cada dia... ás vezes tenho vontade de colocar uma mochila nas costas e sair por aí...
Ir para o Sul é uma possibilidade em que tenho pensado muito. Arrumar um emprego por lá, passar uns tempos longe, é tudo que preciso agora.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O passado existe, e ele sempre volta pra bagunçar o presente.

Não entendo algumas pessoas, não entendendo porque elas acham que podem te magoar, sumir por anos e depois voltar como se nada tivesse acontecido.
Meu primeiro amor foi aos 16 anos, e depois dele nada mais foi igual. Nos conhecemos na escola e começamos a namorar, depois de uns meses descobri que ele não era bem o que eu achava... descobri que ele era usuário de drogas, mas isso nem foi o pior de tudo. Ele mentiu, me traiu, mentiu mais, não fez a menor questão do que eu sentia por ele e depois de tudo, depois de meses aguentando aquilo, ele ainda fez parecer que a culpa era minha. Disse que eu não era boa o suficiente. Aquilo acabou comigo. Eu nunca havia me mostrado daquele jeito pra ninguém, eu nunca fui de demonstrar muito sentimentos, mas pra ele eu dei tudo, eu me despi emocionalmente pra ele, mostrei a parte mais frágil de mim, e ele pisou em cima. Jogou meu coração no lixo e nem pediu desculpas. 
Essa confusão durou tempo...as coisas ficaram piores por causa das drogas, das pessoas e claro, dos meus pais que já nem olhavam mais pra mim porque eu ainda acreditava que ele poderia ser diferente. Ele foi internado(contra a vontade dele), não me lembro bem quando, não se despediu, não me disse uma palavra, apenas sumiu... eu chorei por muito tempo, achei que ele havia morrido. No começo ficava esperando por ele, esperando um telefonema, ou esperando que ele realmente tivesse morrido.
Depois de uns meses ele voltou e eu soube por outras pessoas, porque ele nem me procurou. Depois de um tempo que já tinha chegado, ele veio até mim, disse que tinha se arrependido, me pediu outra chance, mas eu não dei. Já havíamos tentados duas vezes e não havia mais motivos para tentarmos uma terceira. Depois de um tempo me procurando ele desistiu, arrumou uma namorada qualquer (como ele sempre fazia), voltou a usar drogas e a aprontar. Foi internado outra vez, e durante esse tempo, eu amadureci, eu tentei superar, eu vi que ele vai ser sempre assim, um inconsequente, um arrancador de corações. Demorou tempo pra eu deixar de amá-lo mesmo ele fazendo tudo errado, demorou muito pra eu parar de esperar por ele.
E tudo isso, só contribuiu pra que eu piorasse, pra que eu me sentisse mais horrível do que já sentia, porque por um bom tempo eu achei que ele tinha mesmo razão, não era boa o suficiente pra fazê-lo melhor. Mas depois eu entendi, eu vi que isso só vai acontecer se ele quiser e que eu não posso fazer nada a respeito.
Agora, o que me deixa enfurecida é o fato dele ainda pensar que eu sempre estarei aqui, esperando por ele como eu fazia... 
hoje abri meu e-mail e havia uma mensagem dele. Estremeci por dentro, mas excluí-la sem culpa. Será que ele não percebe que o tempo já passou e que eu não sou mais a mesma? Não caio mais nessas armadilhas, porque se ele não se lembra, ele jogou fora meu coração.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Talvez não seja a época, talvez não seja o ano, talvez não haja nenhuma boa razão do porquê de eu estar presa em mim...

Já nem sei dizer o que me enlouquece mais: querer sempre ser magra, ou me ver sempre gorda. É repugnante essa sensação, é agoniante não saber como fazer parar...
Minha vida agora se resume a planos e expectativas; planos para quando eu for magra o suficiente para não me sentir tão horrível e incapaz como me sinto agora. Mas eu não sei quando esse dia vai chegar, não tenho feito o suficiente para que aconteça, me acomodei novamente e a culpa é só minha.
O pior de tudo isso é passar os dias perdendo o controle, me arrependendo e me punindo. É fingir que não me importo com essas coisas e não conseguir parar de sentir nojo do meu próprio corpo. É não conseguir passar um dia, um dia sequer sem esses pensamentos me atormentando. É saber que sou fraca, que não consigo ter controle nem sobre mim mesma e que estou caindo, num buraco sem fim.



"E os sinais da estrada dizem que estamos perto, mas eu não leio essas coisas mais,
eu nunca confiei nos meus próprios olhos"
-Stubborn Love



sábado, 19 de outubro de 2013

Planos, planos e mais planos. É tudo que tenho agora...

Jurei pra mim mesma que pararia com isso, que pararia de fazer tantos planos, mas não consigo. Ás vezes parece que é só por isso que estou viva. Fico esperando que amanhã talvez, quem sabe, as coisas comecem a mudar. Eu sei, burrice da minha parte.
Minha irmã continua no hospital, isso tem alterado os ânimos da casa, mas nada fora do comum. Meus pais viajaram hoje, foram visitar a "família" da minha mãe. Eu não quis ir, não quis fingir. Não gosto daquelas pessoas, não os suporto, por isso achei mais sensato ficar aqui. Minha tia (que eu não a via muuito tempo, e que não fez falta alguma) veio pra cá depois de ficar noite passada no hospital com minha irmã. Eu disse que não era necessário, que eu e minha outra irmã ficaríamos muito bem sozinhas, mas ela insistiu. Não tive escapatória. Não gosto de vê-la, me lembro do resto da família. Me lembro que tenho família, mesmo que não pareça. Me dói porque passei a infância tentando fazer parte deles, tentando me encaixar, tentando ser aceita. Hoje, não faço questão. Mas eles sempre voltam, afinal nem foram embora, nem moram tão longe assim. E junto com eles, as lembranças, os problemas, a raiva... diante de tudo isso, não sei como me sentir, uma melancolia tomou conta do meu dia, deixou cinza o que já não estava mais tão colorido assim.... obrigada família.
Eu e minha irmã mais velha fazíamos planos de viajar, íamos para o Sul, mas o dinheiro que temos mal daria para pagar as passagens. Deixamos para depois, outra vez. Mas mesmo assim, eu queria viajar.
Comprei um tênis de corrida, pretendo voltar a fazer exercícios. Necessito urgentemente. E talvez coloque a velha bicicleta para rodar. Estou acomodada e isso é péssimo pra mim, em todos os sentidos.
Continuo procurando emprego...mas não sei se quero, a ideia de ser novata me assusta, mas eu preciso trabalhar, sair, conhecer gente...preciso viver antes que enlouqueça de vez.
Sobre o peso, tenho fugido das balanças. Ontem depois de chegar do hospital, comi tanto que achei que fosse morrer. Me entupi de lax e passei a madrugada inteira passando mal. Não devia ter comido tanto, não devia ter tomado lax porque o médico proibiu, mas agora está feito. Hoje, podia ter comido menos, mas andei pra compensar. Estou tentando não pensar muito nisso (mentira), não consigo mais contar as calorias das coisas, ás vezes me perco e ai deixo tudo ir ladeira abaixo. Preciso parar, retomar os cálculos, colocar limites. Eu quero isso, eu preciso disso pra me sentir feliz.Ou menos triste.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Eu sei, eu só preciso dar um passo por vez...

O tempo que passei sem postar, não me aconteceu nada, nada que me deixasse feliz.
Pretendia voltar aqui (apesar de entrar e ler as postagens sempre) só o dia que alcançasse minha meta, ou o dia que eu ao menos me aproximasse dela como as uns meses atrás.
De tudo que me aconteceu não pude levar nada de bom. E não, não está tudo bem e também não sei quando vai ficar. Isso me irrita, e muito.
Estou com problemas de saúde ( não são por causa da anorexia, não todos) até porque, do jeito que andei, nem parecia me importar em ficar cada dia mais gorda. Mas eu me importo, eu ainda me importo com cada grama de comida que eu como, eu me importo com cada grama a mais na balança...então porque eu finjo que não?Talvez seja pra não assumir minha fraqueza diante da comida... me sinto uma droga.
Tentei falar sobre isso com minha terapeuta (um equívoco da minha parte), acabei falando o que não devia, mas agora já é tarde. Pensei que ela talvez pudesse ajudar, me enganei.
Num dia desses, ela virou pra mim e me perguntou com um certo tom de desinteresse como quem questiona se irá chover ou não, se eu ainda continuava pensando que eu era gorda,porque eu não era (segundo ela). Aquilo pra mim foi como uma facada no peito, foi como estar nua em plena praça pública no meio de uma multidão. Mesmo com o rosto ardendo de vergonha, ódio e todas as sensações possíveis, eu disfarcei e mudei de assunto. Não quero mais falar sobre isso com ela e com mais ninguém que não entenda, e que não se esforce pra isso. Quando a sessão acabou ela me deu um abraço, não entendi nada daquilo.
Minha irmã mais nova está internada a quase um mês, e mesmo nosso relacionamento sendo uma droga, eu resolvi dar uma trégua, dar o braço a torcer (outra vez). Afinal, ela é minha irmã e odeio vê-la sofrer.
Nesse meio tempo, arrumei um emprego e já o larguei (perdi as contas de quantas vezes fiz isso esse ano), não sei o que acontece. Andei faltando muito nas aulas e passei apertada esse bimestre o que me deixa agoniada porque eu preciso me formar esse ano, sem outras alternativas. Até as aulas de violão (que eu amo) andaram me desanimando, me sinto péssima e acho que nunca vou evoluir.
Agora em casa novamente, fazendo um esforço enorme para ir as aulas todos os dias, para não faltar a terapia, para não surtar e não me matar, me sentindo uma gorda inútil, eu tento recomeçar de onde parei e perder os quilos nojentos que ganhei nesses últimos meses. Um dia de cada vez, tentando me controlar toda vez que meu estômago dói e me da vontade de devorar a casa toda.
Estou de volta a estaca zero, e sozinha, como sempre.
Ás vezes, eu só queria ir embora pra bem longe, recomeçar, sem esses pensamentos que não me deixam em paz.




terça-feira, 10 de setembro de 2013

4º e 5º dias de EC

Nossa nunca senti tanta dor de cabeça na vida.
Esses últimos dias tem sido de tardes quentes e abafadas, acho que isso tem feito com a sensação de mal estar piore. Aumentei a dose, mas os efeitos foram os mesmos de quando era só 1 por dia. Hoje, tomei só 1, fiquei fora o dia todo e passei mal, se tivesse tomado a outra metade a tarde acho que seria pior...
Eu comecei uma dieta, mas quebrei ontem (minha irmã me deu chocolate e eu tive que comer). Hoje também não cumpri a dieta (comi mais do que gostaria), só não quero que isso se torne uma rotina.
Na segunda-feira me pesei e já perdi 1kg (fiquei feliz claro), mas ainda tenho muito o que perder e apenas mais 10 dias on de EC; não sei se vou querer fazer EC outra vez. Espero que não precise.Confesso que estava mais controlada (psicologicamente e compulsivamente) a uns dias atrás do que estou agora, ás vezes me dá vontade de surtar...e de comer...mas não posso fazer isso, não se eu quiser ser magra.
As aulas estão uma droga, estou tendo problemas com o último lugar onde trabalhei (porque abandonei o emprego depois de uma crise), e esse temporário que eu arrumei não está lá grandes coisas também. Como eu quero que esse ano acabe logo...
Para completar, estou com problemas no esôfago (embora não tenha o hábito de vomitar) e no intestino (esses sim são justificáveis), ainda não tenho o diagnóstico completo mas os exames não estão nada bons, o que é motivo o suficiente pra minha mãe dizer que a culpa é minha por não comer (antes fosse por falta de comida). Eu sei que tenho culpa sim, mas será que a culpa de tudo vai ser sempre só minha?

                      

domingo, 8 de setembro de 2013

3º dia

Hoje, no terceiro dia de EC senti dor de cabeça forte o dia todo. Senti também tremores e fraqueza, e a visão um pouco ruim. Espero que não seja assim os 15 dias...
Amanhã aumento a dose (segundo a tabela), vou passar para 1 comp. e meio (vou tomar 1 pela manhã e metade a tarde), acho que fracionando a dose os efeitos serão mais amenos e o efeito vai durar mais tempo...veremos.
Infelizmente comi uma quantidade exagerada de comida agora a noite (não chamaria de compulsão) mas não estou nem um pouco feliz com isso. Estou fazendo o possível para manter a estabilidade mental e assim me controlar pra não ter compulsões, está um pouco difícil (o franol altera um pouco o humor), mas estarei aqui tentando...
Meu aniversário é esse mês e embora eu odeie esse dia, não quero passar mais um ano da minha vida me sentindo uma baleia.
Acho que eu mereço esse presente, ou não...







2º dia de EC...

Ontem, foi meu segundo dia de EC, e diferente do 1º dia, os efeitos colaterais foram mais perceptíveis (acho que foi porque tomei um café bem mais forte). Senti tremores, pressão nos olhos e uma dor de cabeça um pouco forte, além de fraqueza e o coração apenas um pouco acelerado. Deitei um pouco e foi passando... A noite, saí um com um amigo meu que não via a tempos (porque estava me sentindo um lixo para sair com qualquer pessoa), conversamos muito e depois nos encontramos com minha irmã e uns amigos dela, fomos a uma lanchonete anos 50 estilo norte americana, e apesar de eu odiar lanchonetes, restaurantes e etc, eu adorei o lugar, tocam músicas boas e estava razoavelmente vazia. Cada um pediu o que queria, eu ia pedir uma água, mas todo mundo ficou me olhando e pra disfarçar eu disse que estava cheia e pedi um refri (um sprite 350 ml). Deu pra disfarçar e foi muito bom ter saído um pouco de casa (não fazia isso a tanto tempo que havia me esquecido como é bom sair ás vezes). O garoto com quem saí, além de ser meu amigo, já havíamos ficado a um tempo, então inevitavelmente rolou um clima mas não aconteceu nada...estava insegura (e me sentindo gorda), quando ele me abraçava ficava com um pouco de vergonha dele sentir meu corpo gordo (como eu queria estar mais magra). Pensei nisso a noite toda, olhei pras minhas coxas a noite toda, mas deu pra me distrair um pouco. 
Eu só sei que quando formos sair outra vez eu preciso estar mais magra!!! Ele é tão magrinho e eu....
Ontem como me distrai não comi tanto como nos outros dias, mas ainda sim queria ter comido menos.
E para terminar, já senti uns efeitos bons do EC. Senti minha barriga visivelmente um pouco menor (ainda vou medir) e o meu apetite diminuiu um pouco também. Me pesarei na segunda para ver se perdi algo (embora não esteja fazendo exercícios físicos no momento).Vou aumentar a dose no 3º dia (encontrei uma tabela e vou segui-la), e assim gradativamente...espero que realmente me ajude pelo menos um pouco.
Abraços a todas e força,
Amie.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Evoluindo? acho que não...

Sobre o CCA, depois de muito pensar, eu acabei indo acho que foi mais por impulso, estava muuito desesperada.
Era uma sala pequena, no décimo andar de um prédio localizado no Centro. Eu entrei naquele elevador pequeno com as mãos suando e com um pouco de medo...quando entrei, vi aquela mesa redonda, os folhetos dos doze passos por toda parte, a reunião ia começar em uns minutos (e eu pretendia ficar) mas só tinham duas pessoas e um uma senhora ao telefone. Depois de esperar um pouco e de querer simplesmente correr pra bem longe dali, eu disfarcei, perguntei como era o processo e disse que voltava outra hora. Desci desesperada, se a mochila não estivesse tão pesada e eu exausta, sairia dali correndo. Ascendi um cigarro, segurei o choro e me misturei na multidão com aquelas imagens na cabeça. Nunca mais fui lá; a razão? Ainda não sei direito...
Depois do ocorrido, senti que precisava falar pra alguém, mas para quem seria? Quem entenderia?
Lembrei-me da terapia cujo frequento semanalmente a um bom tempo. Lembrei-me que já não tínhamos mais sobre o que falar (já que escondia a maioria das coisas), lembrei-me também que por ética profissional ela tinha o obrigação de manter sigilo sobre nossas conversas até que eu diga o contrário...
Então, contei "tudo" (sobre as compulsões desenfreadas), chorei horrores (foi sem querer juro), escutei tudo que ela disse e senti que me livrara de um fardo. Agora, a sensação é estranha...quero me ver livre, mas quero o que sonho. Espero que no fim, ao ter o que sonho, eu possa ser livre.
Comecei a tomar o tão falado EC hoje (com um pouco de medo), mas não senti nada que fugisse do comum (tonturas, cansaço extremo ao fazer esforço, dores de cabeça, enfim...). Não tive compulsões significativas, apesar de ter comido mais do que gostaria. É como a psicóloga disse, vai levar um tempinho, e eu tenho que saber e aceitar isso.
Continuarei com o EC por 15 dias e vou fazer o que puder pra manter o controle, retomarei os exercícios em breve (eu espero), e agora, é um passo de cada vez. De volta a estaca zero.


Thinspo:
PS: Não sei se fico motivada, ou se choro por saber que isso se torna distante da minha realidade =[

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

C.C.A. uma nova chance (eu espero).

Prometi pra mim mesma que não viria mais aqui pra me lamentar, mas aqui estou novamente, esse lugar é tudo que tenho agora...
Nas últimas semanas, meses eu diria, minhas compulsões alimentares aumentaram e eu comecei a me assustar de verdade. As dietas se tornaram mais difíceis e eu tô engordando(que vergonha!)...isso tudo não é novidade, mas enfim, depois de pesquisar sobre o assunto, de ver que as terapias não tem surtido efeito e de me pegar comendo até quase explodir, eu decidi procurar ajuda e assumir pra mim mesma que sou uma comedora compulsiva. É, eu achava que tinha somente a ana, mas as compulsões se tornaram mais frequentes (só não estou pesando 200kg por conta da ana senão...), bem as coisas não podem e não vão continuar desse jeito.
Encontrei na internet um grupo chamado CCA (Comedores Compulsivos Anônimos) e o que vi me pareceu algo bom, vi depoimentos de pessoas que gostaram e ouvi dizer que é um grupo bem diversificado...vou essa semana em uma das reuniões pra saber mais como é. Ainda não me acostumei muito com essa ideia e estou com medo de não gostarem de mim, mas preciso tentar algo pra sair desse buraco. Preciso me livrar da compulsão, sem ela eu sei que vou parar de andar em círculos e finalmente alcançar minha meta! Eu realmente espero que dê certo, preciso de apoio e de força, porque sozinha está insuportável. Me sinto uma porca horrenda, me sinto ridícula, não aguento mais essas compulsões nojentas, não suporto mais essas vozes me dizendo o quanto sou gorda e fraca. 
Se alguém estiver aí, me deseje sorte, vou precisar.

Atualizações:
Peso: 46,10 (Como assim?!)
Status: GORDA.
IMC: Prefiro nem comentar!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Orgulhosa de mim (só que não)

Ontem, fui dormir com um certo orgulho... 209 kcal consumidas no dia ( 1 maçã, 1 bana e 1 fatia de pão integral). A comida me chamava (odeio isso), mas resisti, foi necessário. 
Hoje encontrei uma amiga que não via a tipo um ano (finalmente saí de casa) e foi bom, não fazia isso a muito tempo. Embora tenha ficado um pouco chateada com umas coisas que ela disse (é o jeito dela), fiquei feliz quando ela disse que eu estava mais magra do que ela se lembrava (embora eu saiba que não é totalmente verdade). Fomos a uma exposição da minha irmã, e depois íamos passar a tarde no parque, mas acabamos ficando a tarde toda plantadas na empresa em que ela pediu demissão. Mas foi bom revê-la.
O pior foi chegar em casa e comer tipo, tudo que eu vi pela frente =( mas eu sei que a culpa é minha, exclusivamente minha por ser fraca e inútil, mas isso vai mudar, tem que mudar! Eu vou deixar de ser fraca, mas pra isso preciso de força. E como é difícil encontrar força em você mesmo quando não há nenhum apoio.

PS: Hoje vi uma menina tão magra e tão linda andando pela rua...como eu queria ser como ela, me senti uma obesa inútil quando paramos uma do lado da outra. =/




terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ó céus, e quando é que eu vou tomar jeito ?!

Hoje, só essa tarde devo ter comido umas quinhentas milhões de calorias (porca inútil!), prometi que não ia mais deixar os problemas me descontrolarem tanto, mas nunca fui de cumprir promessas. Preciso de auto- controle, preciso parar de comer tanto, preciso dar um jeito em minha vida...me sinto um fracasso por isso e por tudo que acontece a minha volta. Me sinto um fracasso por não fazer nada além de comer e me lamentar. =(
Como eu queria vomitar toda essa comida e todos esses sentimentos repugnantes, como eu queria vomitar até me sentir completamente oca, mas eu não posso...


domingo, 25 de agosto de 2013

Apenas lamentos que ninguém quer ouvir...

"Iniciei" a dieta ABC, depois de procurar e procurar por alguma dieta que desse certo e que não me fizesse gastar tanto com coisas pra fazer um cardápio.
A depressão me pegou de jeito, e para completar, em casa as coisas ficam cada vez mais difíceis e irreversíveis. Mas eu sei que não adianta inventar desculpas ou justificativas para me sentir menos pior por comer tanto e sair do controle, eu sei que não adianta, mas mesmo assim, aqui estou, falando com meu computador que parece ser o único a me compreender no momento.
Eu ainda nem sei o que faço por aqui, acho que é mais uma prova de covardia minha, ou algo dentro de mim que ainda insiste em acreditar que a vida pode não ser tão ruim assim.
Quando me olho sinto pavor, ódio, nojo, sinto tudo menos amor...
E eu nem me lembro quando foi que deixei de fazer as coisas por medo das pessoas e por me sentir uma completa inútil, eu nem lembro direito quando parei de sair, de sorrir, quando parei de viver.
Hoje, a única coisa que me faz sorrir é ver um número a menos na balança, mas isso tem se tornado outro grande tormento. Dizem que o segredo é nunca desistir, tenho dúvidas quanto a isso.




quarta-feira, 14 de agosto de 2013

"Eu não vou comer".


45,5 e o meu desespero...

É, vi aquele auto-controle todo indo embora sem avisar quando estaria de volta. Eu sei que é chato alguém viver reclamando, eu sei que é miserável alguém passar seus dias afogados em lamentos, mas é assim que estou agora...chegar aos 45,5 quilos ( nem são mais só 45) pra mim é devastador porque estive tão perto, mas tão perto da minha meta que me dói só de pensar.
Hoje fui ao médico (estou com problemas digestivos supostamente), a enfermeira pediu pra que eu subisse na balança (hora do desespero) e quando parou no '45,5' eu quase vomitei na balança de ódio de mim mesma. Fui pra casa me sentindo uma orca e descontei tudo na comida ( pra variar) eu preciso acabar logo com isso, antes que enlouqueça de vez!
Essa semana resolvi ler matérias sobre os alimentos e ver se eu encontrava alguma dieta "saudável" que me ajudasse a emagrecer e definitivamente...vi minha mente entrando em colapso. Matérias de que frutas fazem mal, de que isso e aquilo faz mal, de que fazer assim está certo e assim está errado, de que você está vivendo errado. Claro que sabemos que excessos fazem mal, mas as pessoas estão usando isso para manipular os pensamentos e o modo de viver dos outros por dinheiro (eu sei que não é novidade) mas isso tem tomado uma proporção absurda! Enfim, depois de me assustar, de me confundir, de me desanimar e de ter compulsões por estar tão confusa, eu resolvi deixar isso tudo de lado e voltar pro método antigo (que me trouxe mais resultados) o de ficar sem comer. Só preciso voltar a colocá-lo em prática e logo.
O mundo se torna cada dia pior e as pessoas também, eu tenho vergonha de ser humana. Cheguei ao ponto de não sair mais na rua por medo das pessoas, por medo do que elas vão pensar e falar de mim. Eu perdi minha vida... perdi e não tenho forças para recuperá-la.



sexta-feira, 9 de agosto de 2013

(Re)tomando o controle

Acho que finalmente estou voltando ao "normal" ou estou mais estável pelo menos. Os últimos meses foram de conflitos (internos e externos) , mudei de emprego várias vezes e acabei sem nenhum, comecei cursos e parei na metade e claro sempre acompanhada da maldita compulsão e da depressão também.
Não que tudo agora tenha virado um mar de rosas, mas só de estar conseguindo me controlar nessa última semana (em relação a comida) tem sido algo muito bom e me deixa mais leve. Estou desapontada com meu peso depois de ter chegado tão perto da minha meta, mas ficar desapontada não adianta e aos poucos aqueles pensamentos voltam...
Essa semana comecei com nfs mas ouvi dizer que não é muito bom pro metabolismo ( e eu tbm não consigo ficar mais que 24 horas) então estou indo lf mesmo (ou pelo menos tentando), comendo o menos possível e entrando nos chás ( 18 ervas e hibisco ), comecei a fazer o treino tabata tbm que dizem ser muito eficiente, essa semana não pude fazer todos os dias porque só faço quando estou sozinha em casa (para evitar falatórios e tal) mas eu pretendo continuar com ele até voltar a fazer atividades regulares.
Eu sei que parece loucura mas meu auto-controle voltou depois que assisti ao conexão repórter e vi a Thalita e aquela matéria (primeiro um choque, depois a culpa e em seguida os pensamentos doentios) acho que nunca me senti tão gorda e desconfortável em minhas roupas, todos me olhavam na rua, estava (estou) me sentindo um lixo e sei que só eu posso mudar isso, e não adianta descontar na comida. E já passou da hora de acordar e voltar a todo vapor.

Cardápio de hoje: (com muita vergonha)
Manhã: meio pão + café com adoçante
Almoço: algumas colheres de sopa de chuchu (acho que umas 5)
Tarde: meio pão + gelatina diet + 3 biscoitos wafer (aarg!)
Noite: gelatina diet + 1 maçã + 1 fatia de queijo branco + meio picolé ¬¬' 

* bebi durante o dia 1 litro de chá de hibisco com cavalinha e mais 1 litro de água
Obs: Eu sei que comi muito, me sinto horrível por isso =(
No total acho que consumi umas 586 kcal aproximadamente ( 90 da gelatina [comi um pouco mais da metade]  + 135 do pão inteiro + 30 do chuchu + 80 da maçã +65 kcal  da fatia de queijo minas branco + 30 kcal do meio picolé + 156 dos 3 biscoitos wafer =s).  Queria definitivamente ter comido menos!
O menos pior disso tudo é que resisti aos biscoitos que compraram hoje ( apesar de ter comido 3 wafers de chocolate ) não comi mais nenhuma grama e foi um pouco difícil mas eu consegui, eu acho. 


domingo, 28 de julho de 2013

Living in hell

Sumida sim e por várias razões, uma delas é me sentir completamente invisível nesse mundo onde venho tentando ficar de vez.
Eu não encontro meu lugar em nenhuma parte, em nenhum grupo, nem em mim mesma sobra um lugar, um lugar tranquilo.
Os fracassos, bem já me "acostumei" com eles, só não me acostumei ainda com a ideia de ser fracassada.
Alguma coisa se revira aqui dentro e grita de agonia, grita pra que eu faça algo, pra que eu saia, pra que eu viva... mas aqui fora continuo a desistir, a ter compulsões, a me trancar, a deixar que as pessoas me batam com suas palavras e olhares tortos. Me tornei mais um corpo com defeito e fora dos padrões, sem beleza, sem amor próprio, sem vontade de nada. Apenas uma mala velha que não pode carregar mais nada.
E eu sei que preciso mudar, que preciso pentear os cabelos e fazer uma dieta, preciso criar coragem pra sair e enfrentar as pessoas, preciso arrumar um emprego e novos amigos, preciso fazer aquele vestido azul de florzinhas entrar em mim de novo, eu sei que preciso sair daqui, juntar minhas coisas e ir para longe; mas eu não sei por onde começar, eu tenho medo de cair outra vez, eu tenho medo de não ser amada, nem aceita, eu tenho medo de viver porque me ensinaram que eu não era boa o suficiente e que talvez eu nunca seja.


domingo, 30 de junho de 2013

Falando com as paredes...

Acho que as coisas finalmente vão começar a mudar (mas é melhor eu parar de me animar tanto pra não me decepcionar como sempre). Meu auto- controle tem me deixado na mão diversas vezes, mas pelo menos depois de atingir os 43 kg eu não engordei mais. Eu não estou feliz com isso e toda vez que me pego comendo (o que tem sido quase sempre) me sinto uma porca ordinária...eu tenho que mudar isso e sei que assim que eu voltar a trabalhar (o que vai ser em breve) vou poder fazer melhor uma dieta (sem que percebam) e voltar a fazer uma atividade física (que já passou da hora), queria muuito voltar a fazer ballet mas depois de uma audição totalmente fracassada e humilhante, eu meio que traumatizei de vez.
Essa semana, me deparei com duas situações embaraçosas eu diria; tenho que fazer um trabalho sobre anorexia e bulimia nervosa (que coisa não!?), depois meu professor de inglês passou para a turma um exercício que era um questionário para traduzir e responder, até ai tudo bem, só que as perguntas eram todas relacionadas a comida, comer, peso, dietas e etc., uma espécie de pesquisa para detectar transtornos alimentares ou sei lá...no final, dependendo da quantidade de 'sim' que tínhamos respondido, havia uma pontuação que dizia se estávamos dentro do padrão normal de preocupação com o assunto ou se tínhamos algum problema. E adivinha o que deu no meu? Eu não comentei com ninguém (claro) e acho que vou mudar umas respostas pra parecer mais normal, vai que meu professor na hora de corrigir vê o resultado e resolve comentar...nem gosto de pensar no assunto. O que acontece é que eu tenho me deparado com essa coisa (mais do que de costume), acho que é um sinal tipo começa a fazer uma dieta logo caralho! 
Só sei que ás vezes tenho medo e que preciso dar um jeito na minha vida logo.
Se alguém ler isso, peço desculpas pelo tamanho do texto mas eu precisava falar isso com alguém (nem minha terapeuta sabe sobre o assunto) e ás vezes é sufocante ficar guardando tudo isso cercada de pessoas que parecem falar uma outra língua...
Me sinto uma completa estranha nesse lugar.







sábado, 29 de junho de 2013

Eu tentei, mas não consegui entender...
Não entendo porque temos essas compulsões horríveis, porque os desejos nos controlam, porque nos expandimos ao invés de transbordarmos sem alterar nossa forma.
Não entendo porque somos assim, porque eu sou assim e porque eu não consigo me ver de outro jeito...



domingo, 16 de junho de 2013

'Control

Esses últimos dias foram totalmente descontrolados e de pura compulsão...estou me pesando toda semana e esse sábado quando me pesei entrei em choque! Estou com 43,7 =( São 3 quilos e 700 gramas mais longe da minha meta. Uma verdadeira desgraça! Não consigo nem me olhar no espelho. ='(
Como sou impulsiva demais e não consigo seguir a mesma rotina de dieta por muito tempo, foi um sacrifício encontrar uma dieta, mas eu achei. A Dieta da Barbie. (Peguei no Dicas e Dietas da Cassie).
Começo amanhã (já que hoje foi um fracasso total.), são só 5 dias e ela promete 5 quilos (o que é perfeito já que minha segunda meta é 40 kg). Hoje fiz uma sopa de agrião (dizem que ajuda emagrecer) e até que é gostosa. Vou colocar ela no cardápio. 
Faz uma semana que comecei a tomar a famosa semente de chia (tá eu engordei desde a última vez que pesei mas sei que a culpa não é da semente. É minha mesmo ¬¬).
Estou tomando também chá de carqueja pra ver se resolve...enfim, espero conseguir seguir essa dieta e emagrecer. Parei de tomar a sibutramina tem um mês e um dia e não quero ter que voltar a tomar ela (os efeitos colaterais são tensos e a possibilidade de engordar depois é grande).
Espero conseguir seguir a dieta sem quebrá-la (ando muuito inquieta e deprimida) isso aumenta a possibilidade de compulsão e além disso sempre que tô dieta o pessoal resolve comer todo tipo de porcaria possível ¬¬' (Ódio!) mas eu vou passar por isso. Eu preciso! E espero que vocês (se é que alguém lê) me ajudem dando uma força. Porque por aqui, as coisas não estão nada fáceis.




sábado, 15 de junho de 2013

I'm Sorry

Os últimos dias foram de puro fracasso e compulsão.
Achei que essa droga do tratamento resolveria alguma coisa, mas tudo continua igual (e eu sei que a culpa é minha).
Me sinto sozinha, gorda, feia, inútil, um completo desperdício de espaço...
As pessoas? Elas só sabem fazer eu me sentir pior. Dizem que sou ingrata, que sou fria, que não presto pra nada.
Alguém já se perguntou uma vez se quer como é viver aqui dentro com essas vozes e com toda essa loucura? Alguém já se perguntou o que é se olhar no espelho e odiar tudo que vê? Alguém já se perguntou como é sentir tudo isso?!
Eu acho que não, então porque se metem tanto?
Eu só queria ser bonita, ser boa em algo. Eu só queria coragem pra morrer logo de uma vez ao invés de ficar me matando aos poucos...



segunda-feira, 6 de maio de 2013

Eu, a Sibutramina e o Desafio 6 Semanas

Comecei o desafio das 6 semanas junto com as outras meninas, achei que isso me daria mais forças pra conseguir até o fim (já que nunca consigo terminar nada)...bem até que tava funcionando, mas esse fim de semana, me descontrolei. Estão pegando muito no meu pé aqui em casa, principalmente depois que minha mãe assistiu uma matéria na tv; ela cismou que eu tô doente(tipo depois de quase três anos) e agora ficam me vigiando me fazendo comer...enfim, tive compulsões, me entupi de lax, já que não consigo miar, e a culpa tá me deixando louca!
Hoje também, foi um dia ridículo!!! me perdoem pela fraqueza, estou me odiando agora (mais do que de costume).
Estou sem sibutramina a três dias ( tive que parar de tomar pois amanhã tenho uns exames e isso poderia interferir nos resultados, então preferi não arriscar) tudo isso, mais o meu desemprego, mais a minha depressão, mais o fato de eu não poder fazer exercícios,mais o simples fato de ser eu e de estar passando mal todos esse dias, estão me enlouquecendo...eu só quero ser magra, linda, feliz, eu só quero não me sentir tão gorda como me sinto agora...mas ás vezes eu só quero desistir de tudo.
Amanhã vou me pesar e espero não ter engordado tanto...vou me esforçar pra seguir a dieta na risca e não decepcionar vocês...
Me desculpem de verdade...
Espero que as coisas estejam melhores pra vocês...
Amie.

     

terça-feira, 30 de abril de 2013

Um fracasso ambulante

Mais um dia, um dia inútil, um dia igual a todos os outros, mais um dia em que eu continuei no mesmo lugar sentindo a mesma merda.
Queria me esfaquear, me jogar na frente de um carro, queria quebrar todas as janelas e espelhos,
Queria gritar até arrebentar minha garganta, queria rasgar meu peito e arrancar essa coisa que me não me deixa respirar...
Eu queria um abraço apertado, queria fugir pra bem longe, queria morrer...mas tudo que faço é engolir todo esse ódio que me arde o peito, descontar toda a raiva do mundo em mim enquanto todos dormem e ficar perambulando pela casa sem rumo, sem solução...
Estou simplesmente esgotada... 




domingo, 28 de abril de 2013

'Carta de apresentação

Na verdade, odeio falar sobre mim, é uma coisa extremamente difícil e complicada então vou falar um pouco sobre o que passei...
Sou 'ana' desde os 15 anos, com muitos altos e baixos, idas e vindas, mas sempre acabo no mesmo lugar...
Boderline, deprimida, fracassada...enfim...depois de uma crise "depre"(a que ainda estou nela), tive que começar a fazer tratamento...é complicado isso, eu não queria, mas queria. Concordei com isso pra deixar minha família mais tranquila (já que começaram a desconfiar que havia algo errado algum tempo).
O que mais me deixa triste nisso tudo? È ver minha família envolvida nisso (o que fica impossível depois de um tempo), e por mais que o meu relacionamento com eles não seja dos melhores, não gosto de vê-los se preocupando e sofrendo por isso(só faz com que eu fique pior).
Eu quero o que toda garota quer, quero me olhar no espelho e pelo menos não odiar o que vejo, quero alguém que me ame e que me apoie, quero receber flores, quero sorrir...sei que para algumas pessoas isso não é nada demais, mas para mim tem sido...tem sido um sacrifício acordar, um sacrifício sair de casa, foi um sacrifício criar esse blog...
Então espero que aqui eu encontre meninas( e meninos quem sabe) que me entendam e que não me abandonem como outras pessoas fizeram...
Eu não escolhi ser assim, ás vezes penso em deixar tudo pra trás e fingir que não tem nada de errado comigo mas eu nunca consigo; já não tenho mais forças pra fazer nada sozinha...
Espero conseguir chegar na minha meta, espero conseguir me olhar no espelho e me ver bela, espero conseguir sorrir de novo e espero conseguir voltar a viver...
Desejo o mesmo a todas vocês...e se precisarem de mim é só dizer.
Abraços,
Amie.

PS: adoro cartas, por isso o título...


  

Querido Charlie,

Acho que nunca me senti tão sozinha como me sinto agora.
Às vezes é como se eu estivesse em uma outra dimensão escura, fria e densa.
Eu os vejo, todos eles, mas não os sinto perto...não me sinto parte de algo ou alguém.
Não me lembro mais como é um abraço quente ou mãos entrelaçadas, não me lembro mais como é deitar na grama e esquecer todo o resto, não me lembro mais das cores, nem de como era deitar no seu peito e adormecer ouvindo seu coração...eu nem sequer me lembro como vim parar aqui.
Eu perdi minhas memórias, as melhores que eu tinha, e agora tudo que tenho é cheiro de cigarro e sangue, garrafas de vodka vazias, um punhado de sonhos destruídos, ódio, pesadelos e solidão.Eu só quero ir embora, ás vezes parece que vou explodir.
Ultimamente tudo me parece uma oportunidade para ir...
Os carros em alta velocidade cruzando a rua, a janela daquele andar, a linha de trem, o lago...penso nisso o tempo todo, me parece a única solução agora e mesmo sabendo que é errado, não sei mais por quanto tempo vou aguentar ficar desse jeito.
Amie.